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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Um Pregador (parte 2) - Um Pregador Com Sua Bíblia - Darrin Pratrick*


Preparação da Pregação

Muito pregadores que treinei querem responder essas perguntas:

* Por que minha pregação não melhora?

* Por que estou lutando para desenvolver minha “voz” de pregação?

* Por que as pessoas estão caindo de sono enquanto prego?

Uma das respostas para essas perguntas pode ser a de ter perguntar com quanta frequência eles pregam – eles precisam de mais pregações “representativas”. Mas o que fazer até então? Você precisa preparar a pregação. Você precisa ser pregado todos os dias por sua Bíblia. Peyton Manning não apenas ama jogar futebol americano. Ele ama o futebol. Quando ele era jovem ele dormia com a bola de futebol em seus braços. Ele sabia como seus dedos ficariam ao redor da costura. Ele conhecia cada contorno da bola. Um pregador não pode apenas amar pregar, ele tem de amar a Bíblia. Uma boa preparação que leva a uma pregação efetiva começa com permitir o exame da Escritura, falar, e pregar para nós.


Acentuado na Bíblia

Minha preparação de sermão começa comigo, uma xícara de café e minha Bíblia. Somente o café é opcional. Enquanto eu conheço bem a minha Bíblia o suficiente para ter uma opção em dar o significado do texto e como caberá na história geral da Bíblia. Eu gosto de focar e orar por meio de palavras e frases especifica na passagem. Isso me ajuda “acentuar”, ou penetrar tanto no texto que posso deparar-me com Deus através do texto. Essa “acentuação” ou penetração também faz uma associação de outras coisas. Isso me permite ver o contexto da passagem claramente. Pense em um suculento hambúrguer. O bife é a palavra, frase, ou verso que você escolheu para meditar. Tudo ao redor do bife é o contexto – ketchup, picles, queijo e pão. A menos que você esteja no Atkins diet, você não consume a vaca sem o pão e condimentos. Da mesma forma, você não tira a palavra, frase ou verso aparte do seu contexto.


Meditação no Texto

Meditar no texto me permite trazer uma pequena história da passagem para a grande história das Escrituras. Isso me ajuda a pregar o verso ou passagem especifica com uma visão do grande contexto da Escritura. Aqui estão algumas perguntas pelas quais penso que me ajudam a alcançar isso:

* Qual é o capítulo da passagem? Que contexto imediato está circulando essa passagem que a faz única na Escritura? Muitas vezes a passagem é uma reiteração de argumento prévio, mas procure o porquê o autor escolheu enfatizar essa mensagem particular novamente em sua passagem.

* Em que livro se encontra a passagem? Relembre o tema do livro que você está estudando, e se você não sabe o tema principal ou propósito do livro, faça algumas pesquisas.

* Quem é o autor? Pense sobre o que de único esse autor em particular trás para a Bíblia. O autor estava comunicando a quem? O que era único sobre sua audiência – perspectiva religiosa, estado social, necessidades sentidas, etc...

* Onde essa passagem se encaixa melhor na história geral do arco da Bíblia? A passagem funciona primariamente como revelação de quem Deus é, sobre a habilidade de criar de Deus, sobre a realidade e morte do pecado humano e rebelião, sobre o poder redentor de Deus em Cristo, ou sobre a restauração da criação e dos filhos de Deus?

* Onde está Jesus no texto? O que o texto comunica da pessoa e propósito de Jesus? Como essa passagem expõe o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo?

Comece a conhecer sua Bíblia e seja pregado, pregue como homem.



*Darrin Patrick é o vice presidente do Act29 e pastor líder do The Journey. Seu Re:Lit book é chamado Church Planter: The Man, The Message and The Mission.


Fonte: The Resurgence

Tradução: Wallace Phelipe C. Alves


Primeira parte

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Um Pregador (parte 1) - Um Pregador Com Seu Deus - Darrin Patrick *


Você foi feito para pregar. Mas antes disso, antes de preparar e de entregar, você foi feito para se relacionar com Deus. Você não tem que ser um monástico místico ou um grande erudito. Você pode ser um que experimenta Deus em seu coração e O ama com sua mente.

Um Pregador Com Seu Deus

Fazer sua alma feliz no Senhor

Eu sempre lutei com a oração como um cristão. Um dia estava compartilhando minha frustração com meu professor do seminário e guru de disciplina espiritual Don Whitney. O Dr. Whitney compartilhou uma citação de George Muller, um piedoso gigante da fé que também lutou com a oração. Esse é uma anotação do Diário de George Muller, datado em 7 de Maio de 1841.

“Eu vi mais claramente do que nunca que a primeira grande ocupação que eu deveria atentar todo dia era ter minha alma feliz no Senhor... não o quanto posso servir ao Senhor,... mas como devo deixar minha alma em um estado de alegria, e como meu homem interior pode ser alimentado. Para poder procurar colocar a verdade diante do não convertido, e poder procurar beneficiar os crentes... e ainda, não ser feliz no Senhor, e não ser alimentado e fortalecido no meu homem interior todo dia, tudo isso não deve estar ocupando um espírito reto. Antes desse tempo tem sido... entregar-me a oração depois de ter me vestido na manhã. Agora, eu vi que a coisa mais importante que tive que fazer foi me entregar a leitura da Palavra de Deus, e a meditação dela, que assim meu coração pôde ser confortado, encorajado, advertido, reprovado, instruído; e que assim, por meio da Palavra de Deus, enquanto medito nela, meu coração pôde ser trazido a comunhão experimental com o Senhor.”

Whitney chamou atenção que George Muller se destacou em oração somente depois de ter meditado nas Escrituras, que “deixa sua alma feliz” foi alcançado através da meditação, que permitiu comunhão com Deus através da oração. Eu me tornei totalmente convencido desse método e tenho procurado praticar isso desde então.

O que significa meditar nas Escrituras?

A palavra do grego para meditar significa “atentar”. Meditar é ler com atenção o que o verso está dizendo e então procurar entender o verso no seu contexto. As palavras do hebraico para meditar são hagah, que significa refletir ou imaginar (Josué 1.8; Salmo 1.2), e siyach, que significa conversar consigo, orar (Salmo 119.15). Então meditação é quando prestamos atenção a Palavra Deus, entendendo-a em relação ao seu contexto. Isto envolve refletir na Palavra de Deus, fazendo algumas perguntas sobre a aplicação dessa verdade, falando a verdade a si mesmo, e usando a Palavra Deus em oração ao próprio Deus. A seguir está uma meditação simples seguindo essas diretrizes.

Meditação simples

“O Senhor é o meu Pastor; nada me faltará” (Salmo 23.1).

* O que significa que Deus é o meu Senhor? Do que ele é Senhor?

* No que ele quer me pastorear agora?

* Qual é a minha necessidade?

* Deus, de que maneira você está provendo para mim que eu não estou nem mesmo ciente?

“É na meditação que o coração segura e se apropria da Palavra... O intelecto junta e prepara a comida da qual vamos no alimentar. Na meditação o coração assimila e alimenta-se” (Andrew Murray). Meditação não é apenas orar, nem mesmo é meramente ler as Escrituras. Meditação é a leitura orável das Escrituras, é pegar a Palavra de Deus e torná-la em uma oração a Deus.


* Darrin Patrick é o vice presidente do Act29 e pastor líder do The Journey. Seu Re:Lit book é chamado Church Planter: The Man, The Message and The Mission.


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Fonte: The Resurgence. Website: theresurgence.com

Tradução: Wallace Phelipe C. Alves Website: pheliprey.blogspot.com

Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que adicione as informações supracitadas, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

O Evangelho Muda Tudo - Scott Thomas


O evangelho é o poder de Deus para a salvação, e infelizmente muitas igrejas estão envergonhadas de proclamá-lo (Rom 1:16). Como resultado nós podemos não está experimentando o fruto da transformação em nossas igrejas que normalmente está associada com o evangelho (Col. 1:4-6; 2 Pedro 1:3-9). A transformação é mais freqüentemente encontrada em companhia da proclamação do evangelho.

O evangelho pode ser (cautelosamente) sumarizado das seguintes maneiras: Deus enviou seu Filho, Jesus Cristo, para viver nossa vida, morrer nossa morte e se ressuscitou triunfantemente para reunir pecadores perdoados pelo Espírito Santo para viverem como pessoas do seu Reino debaixo de seu reinado de graça.

O foco do evangelho não está na incapacidade da humanidade (incluindo a transformação), mas na glória de Deus. Eu sou transformado quando vivo em linha com o evangelho (Gal. 2:14), evitando tanto o legalismo quanto o licencionismo, e dedicando-me a felicidade encontrada na completa e total entrega de minha vida injusta em troca de sua vida justa expressa graciosamente através de muitos aspectos de minha caminhada cristã (Gal. 2:20).

O evangelho é o que nos faz justos para com Deus (justificação) e também é o que nos liberta para deleitarmos em Deus (santificação). O evangelho muda tudo!

Como o evangelho muda tudo?

Isso é encontrado simplesmente na, não tão simples, frase de J.I. Packer, “Deus salva pecadores”.

Deus

“Deus – o Jeová Triuno, Pai, Filho e Espírito Santo; três Pessoas trabalhando juntas em soberana sabedoria, poder e amor obtêm a salvação da pessoa escolhida, o Pai elege, o Filho consuma a vontade do Pai pela redenção, o Espírito executa o propósito do Pai e do Filho pela renovação.”

Salva

“Salva – tudo, do começo ao fim, que está envolvido em trazer o homem da morte em pecado para vida em glória: planos, êxito e redenção comunicada, e chama e mantêm, justifica, santifica, glorifica. Pecadores não salvam a si próprios em qualquer sentido no todo. Salvação é, do primeiro ao último, completa e inteiramente, passado, presente e futuro, do Senhor, aquém seja a glória para sempre; amém.”

Pecadores

“Pecadores – quando nascemos, estamos mortos, condenados, depravados, corruptos, perversos, pecaminosos e completamente descapacitados para salvar ou mesmo levantar um dedo para possibilitar a salvação (Rom. 2-3; 6:23). Esse vil pecador nem mesmo sabe que está morto. A lei de Deus expõe a extensão de nossa maldade (Gal. 3:24).”

A graça de Deus se estende até nós, não porque a merecemos, mas mesmo que não a merecemos (Rom. 5:8). Nossas obras, mesmo tentar as boas obras não é adequado para contribuir para nossa salvação ou santificação. Uma vez que o Espírito regenera nossa alma morta, nós pela fé recebemos a obra completa de Jesus que realiza nossa santificação – uma declaração de sua justiça em nós. Como sua graça continua a trabalhar em nossas vidas, o evangelho vem para frutificação (Col. 1:6; 2 Pedro 1:3-9) em todo aspecto de nossa vida.


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Fonte: The Resurgence. Website: theresurgence.com

Tradução: Wallace Phelipe C. Alves Website: pheliprey.blogspot.com

Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que adicione as informações supracitadas, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Cristianismo Missional - parte 2


Por Phelipe

Em segundo lugar, ser um cristão missional significa QUERER GLORIFICAR A DEUS.

A razão de muitas pessoas em nossas igrejas estarem paradas na questão de compartilharem sua fé em Jesus, é que muitos não estão preocupados em glorificar a Deus em todos os lugares por meio de seus testemunhos. Como o pastor Paul Wsher certa vez disse, "o problema não é a falta de zelo por missões, o problema é muito maior, é a falta de zelo por Deus e pela glória de Deus".

Veja essa grande promessa das Escrituras, que se encontra em Malaquias 1:11 - "Mas desde o nascente do sol até ao poente será grande entre as nações o meu nome; e em todo o lugar se oferecerá ao meu nome incenso e uma oblação pura; porque o meu nome será grande entres as nações, diz o Senhor dos Exércitos." Deus está levando o Seu nome entre todas as nações para se engrandecido, mesmo sem a nossa ajuda pois Ele é soberano, mas Ele nos convida a participar do cumprimento dessa promessa.

Acredite o principal propósito de Deus não é fazer missão, mas é o de glorificar Seu Grande Nome em toda a terra. Só há missões porque não há louvor. E a igreja deve se preocupar em louvar a Deus e levar outros a fazerem o mesmo, mas infelizmente não é assim que acontece em muitos lugares.

Charles Misner, cientista físico, disse sobre Eisntein - "O desenho do Universo... é magnificente e não deve ser tratado com leviandade. De fato, creio que por isso Eisntein não se importava com uma religião organizada, apesar do fato dele parecer ser um homem muito religioso. Ele deve ter olhado para aquilo que o pregador falava sobre Deus e ter sentido que estavam blasfemando. Ele tinha visto muito mais majestade que os pregadores tinha imaginado, e eles simplismente não estavam se referindo a mesma coisa. Imagino que ele simplesmente sentia que as religiões com as quais tinha contado não demonstravam o respeito devido ... pelo autor do Universo."

Então fico me perguntando, será que não somos pessoas que viram o grande esplendor da glória de Deus revelada na pessoa do Senhor Jesus e sua obra para sua glória e nossa salvação? Por que então é que muitas vezes agimos como se não O houvéssemos conhecido, tão pouco queremos que Seu nome seja grande entre as nações, e fazendo as palavras desse cientista a respeito do relacionamento de Einstein com a religião ser tão verdadeira em nossos dias.

Fazer grande o Nome do Senhor entre as nações, significa levar o conhecimento de Deus aos ouvidos de todas as pessoas para seja criada fé neles e ele com arrependimento voltem a Deus. (Como foi falado na primeira parte dessa série), fazer missões não significa enviar missionários, mas enviar o conhecimento de Deus aos perdidos.

O pastor Paul Washer certa vez contou que estava no Peru, onde plantou várias igrejas, e um jovem rapaz o ligou lhe dizendo que queria entregar sua vida no Peru, então o pastor lhe indagando a respeito de seus estudos bíblicos, seu tempo diário diante da Palavra de Deus, algo a respeito dos atributos de Deus, mas a resposta a todas as perguntas foram "bom irmão, isso não é o meu forte. Eu só quero entregar minha vida no Peru", a resposta do irmão Paul Washer foi, "Jovem ninguém aqui no Peru precisa de sua vida, ele precisam do conhecimento de Deus".

Missões sem amor aos perdidos não dá, missões sem querer glorificar a Deus é impossível! a não ser para criar um monte de crentes de "bancos" de igreja. Precisamos fazer tudo para a glória de Deus.

Que cada um de nós se entregue ao estudo dos atributos de Deus, a pregação do Evangelho, a oração para a Glória de Deus e salvação dos que estão perecendo em seus pecados.

Continua...








Fonte:

Paul Washer - vídeo "Jesus Cristo é Tudo"

John Piper no artigo "A Supremacia de Deus em Missões pelo Louvor", artigo publicado em Mission Frontier v. 18, nº 5-8

Paul Washer - sermão "Give Your Life Away"

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Citação - Antônio Gilberto

"A Bíblia é a revelação de Deus à humanidade. Tudo o que Deus tem para o homem e requer do homem, e tudo o que o homem precisa saber espiritualmente a parte de Deus quanto à sua redenção, conduta cristã, felicidade eterna, está revelado na Bíblia. Deus não tem outra revelação escrita além da Bíblia. Tudo o que o homem tem a fazer é tomar o livro e apropriar-se dele pela fé. O autor da Bíblia é Deus, seu real interprete é o Espírito Santo, e o tema central é o Senhor Jesus Cristo. O homem deve ter a Bíblia para ser sábio, crer na Bíblia para ser salvo, e praticar a Bíblia para ser santo."

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Compartilhando o Evangelho no Bairro Gay - John Bell


Esta é a semana do Orgulho Gay em Toronto, e Tim¹ me pediu para escrever um post detalhando meus esforços evangelísticos na comunidade LGBT de Toronto (LGBT significa Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais). Eu apreciaria algum insight ou crítica útil que os leitores desse blog possam me oferecer, assim como suas orações.

Comecei esse ministério há dois anos, enquanto trabalhava como um interno em uma igreja do centro de Toronto. Fui informado que parte das minhas obrigações de estágio envolveria três horas de evangelismo toda semana em um café ou em um pub. Essas não eram boas notícias. Para ser honesto, eu acho esse tipo de evangelismo muito intimidador. Fazer “propaganda não-solicitada” não faz meu estilo; eu sou muito polido! Quando o pastor explicou o que ele esperava de mim, um cenário esquisito surgiu em minha mente: eu no Starbucks me aproximando de alguém que está lendo um livro e bebendo café. Eu me apresento e pergunto se posso me sentar e falar com essa pessoa. Naturalmente, ela quer saber o que pretendo, então eu imediatamente passo a falar de religião ou de Jesus, provavelmente soando como os Mórmons que apareceram semana passada em sua porta, enquanto ela jantava.


Pessoalmente (e Deus usa todas as formas de evangelização, não estou fazendo uma afirmação absoluta) eu acho esse tipo de tática abaixo do ideal. Eu não sei nada sobre essa pessoa, e ainda assim eu interrompi seu café da manhã para falar sobre o que eu quero discutir. Eu queria que meu evangelismo começasse de uma maneira melhor, mais natural; queria iniciar a discussão de uma forma que não fosse nem “rude”, nem baseada em um pretexto forçado (pedir sua opinião sobre espiritualidade, etc.). E mais: se pedi para sentar com aquela mulher, talvez ela pensasse que eu estava dando em cima dela. E, é claro, vivendo onde vivo, um homem talvez pensasse a mesma coisa. Melhor segurar logo o touro pelos chifres, pensei. Eu nunca tinha ido num café gay antes, mas eu pensei (corretamente) que alguns gays gostariam que um completo estranho se sentasse com eles e conversasse. E foi isso que decidi fazer.


O bairro gay de Toronto fica a apenas dez minutos andando de onde eu vivo. Na primeira vez que me aventurei lá, orei ao Senhor para que ele me mostrar aonde ir, o que fazer e o que dizer. Eu estava muito nervoso. Não tinha um plano. Estava certo de que veria todo tipo de coisas repulsivas, e que eu seria chutado do estabelecimento por disseminar ódio fundamentalista. Mas eu tinha de falar ao meu pastor que havia evangelizado por três horas naquela semana, então fui adiante.


O Senhor foi à minha frente. Eu parei no primeiro café que vi, um Timothy’s, no bairro Church and Alexander. Eu descobri mais tarde que esse é o café gay de toda a área da Grande Toronto. (Veja o artigo na Wikipedia: http://en.wikipedia.org/wiki/Church_and_Wellesley). Sua clientela é composta majoritariamente por homens de meia idade. Comprei meu café e procurei um lugar para sentar. As mesas eram bem pequenas e os bancos ficavam bem próximos – perfeito para o evangelismo, embora eu tenha certeza de que essa não era a intenção original!


A comunidade gay de Toronto é bastante unida. Muitos daqueles homens se conhecem há muitos anos, e todo mundo se trata pelo primeiro nome. Alguns deles eram regulares naquele estabelecimento. Tornei-me amigo de quatro deles: A. – que tem uma severa paralisia cerebral, que o confina numa cadeira de rodas (o que não atrapalha sua vida sexual, entretanto; ele me contou que já teve centenas de parceiros); D. – uma drag queen infectada pelo vírus HIV, que foi molestada por um padre católico; J. – um funcionário público, vindo recentemente de Ottawa; e C. – que trabalha no departamento de crédito de um banco nacional. Esses homens me aceitaram como amigo e me apresentaram a outros gays, embora eles saibam que sou um cristão praticante, heterossexual e conservador, que não aprova seus estilos de vida.


Até o dia de hoje já falei com um bom número de gays – quase todos brancos e na meia-idade. Muitos deles saíram do armário depois de terem se casado e terem filhos. Por alguma razão, 85% deles vieram do contexto católico. Isto significa que muito do meu trabalho evangelístico já está fundamentado. Não há necessidade de explicar que a Bíblia tem dois testamentos, ou quem Moisés ou Abraão eram, ou convencê-los da historicidade da ressurreição; eles acreditam na maior parte disso. Descobri que é com a autoridade da Escritura que preciso me preocupar mais ao lidar com eles.


Quando conheço alguém pela primeira vez no café e me perguntam o que eu faço (o que é uma entrada natural para a apresentação do Evangelho), eles imaginam que eu devo ser um pastor batista liberal e gay, porque, afinal, o que eu estaria fazendo no café deles? (O primeiro homem com quem conversei tinha acabado de terminar com seu namorado, um pastor metodista). Começo perguntando algumas coisas. Eu os deixo falar pelos próximos 45 minutos. Pergunto sobre o emprego deles, seu contexto, a vida familiar, vida pessoal, no que acreditam, de maneira que eu possa obter um retrato da epistemologia e da cosmovisão deles. É desnecessário dizer, faço minhas perguntas de uma maneira educada, curiosa e relativamente simples, não de forma interrogativa ou formal. Homossexuais adoram conversar (pelo menos estes homens no café parecem gostar) e, em geral, as pessoas hoje gostam de discutir “espiritualidade”. Então, de maneira cuidadosa, eles inevitavelmente perguntam em que eu creio. Então lhes falo do Evangelho, começando de Gênesis 1, apresentando-lhes a narrativa e a cosmovisão bíblicas.


Tenho conseguido compartilhar o Evangelho com muitos homens nos últimos dois anos, mesmo que eu diga coisas altamente ofensivas para o estilo de vida gay – que é realmente a identidade deles. Baseio tudo que digo na autoridade da Palavra; isto é, deixo claro o que estou fazendo, que eu acredito que a Bíblia é autoritativa para todos os povos em todas as culturas e tempos, porque é a revelação autoritativa de Deus para os seres humanos. Eu insisto nisso enfaticamente. E os digo que a Bíblia me condena, e condena a todos. Ela me condena como um idólatra, alguém que é egoísta e pecador, que tem retirado Deus de sua posição e colocado a si mesmo na posição de “Dono do meu próprio nariz”. Fiz coisas em minha vida de que me envergonho, e frequentemente aquilo de que me envergonho a Bíblia diz ser meu “pecado” (tenho descoberto que aqueles homens podem entender muito bem o que é se envergonhar). Eu não foco em sua homossexualidade (que é o que eles esperariam de mim), mas sim no fato de que eles são pecadores.


Algo comum de acontecer é eles me pressionarem e perguntarem se a prática da homossexualidade é uma expressão particular de sua disposição pecaminosa, e eu não hesitarei em dizer a eles que sim. Quando perguntado, eu digo a eles que, pessoalmente, eu teria uma posição de “viva e deixe viver” em relação à vida sexual de todo mundo, mas que minha opinião não conta em nada se Deus, nosso Criador, declarou algo diferente. Eu digo a eles que sei que pareço muito intolerante e obtuso quando os digo que são pecadores e que seus estilos de vida não agradam a Deus. Quem sou eu para dizer a outro ser humano o que fazer com base em minha própria autoridade? Então, explico que não é por minha autoridade que eu digo essas coisas. Aceitem ou não, estou completamente convencido de que a Bíblia é a revelação de Deus. Estou depositando minha alma eterna nisso. Me condena, mas eu encontrei a salvação em Cristo. E condena você. E aqui estou eu para falar sobre a salvação que encontrei em Jesus, que acredito que você precisa, que a Bíblia diz que é necessário.


Ao apresentar o Evangelho desse jeito (que é da mesma maneira que apresento aos heterossexuais) ainda não vi ninguém irado comigo devido à minha perceptível intolerância – embora eu tenha certeza de que este dia está chegando! De fato, ser hetero e conservador tem funcionado em meu favor, porque eles veem que eu realmente devo me importar com eles, a ponto de entrar em um ambiente onde sou um peixe fora d’água, para contar uma mensagem que sei que eles considerarão ofensiva. E eu realmente me importo com eles. Muitos deles vêm de contextos onde eles criam em alguma coisa semelhante ao que eu creio sobre a autoridade da Palavra de Deus, vêm de uma perspectiva católica, porém desde então eles “seguiram adiante”. Talvez eu seja jovem e iludido na opinião deles, mas eu sou um cara agradável e eles percebem isso, porque veem que eu os amo, e muitas vezes eles dirão: “a esse respeito nós o ouviremos outra vez”. Eles gostam do fato de eu querer ser amigo deles, mesmo que não aprove suas crenças. Acredito que isso mostra integridade e respeito; eles respeitam isso e desejam corresponder.


Faço tudo isso porque amo a comunidade LGBT. Esta é uma comunidade composta por almas eternas individuais. Infelizmente, eles são uma cultura que quase não tem contato com o cristianismo bíblico de qualquer vertente. Quantas drag queens podem contar com um cristão verdadeiro entre seus amigos? Muitas poucas, para nossa vergonha.


Eu sou o pastor de uma igreja nova no centro de Toronto e é minha oração sincera que Deus use nosso povo para impactar essa comunidade espiritualmente carente. Oro pelo dia em que travestis possam entrar pelas portas de nossa igreja e serem recebidos com sorrisos genuinamente amáveis e com amor cristão. Mas antes que esse dia possa acontecer, eles precisarão de um amigo cristão, em quem eles tenham aprendido a confiar; uma pessoa que nunca os convidaria para um lugar onde eles seriam atacados ou envergonhados publicamente; um lugar onde todos estão no mesmo nível, diante da cruz de Cristo, porque todos são pecadores; um lugar onde nenhum pecado de qualquer pessoa seja considerado mais repugnante que o pecado de outra; um lugar onde todos os pecadores possam se sentar debaixo da pregação pura da sagrada Escritura e escutar sobre o único Salvador do mundo e da salvação somente em seu nome.


Eu oro para que sejamos mais cuidadosos nisso; que enquanto a soberana graça de Deus trabalha através de suas fiéis testemunhas, a igreja, nós vejamos mais homens e mulheres homossexuais virem a Cristo.


¹ John Bell é pastor da New City Baptist Church, em Toronto. Ele estuda teologia no Seminário Batista de Toronto, e foi convidado pelo blogueiro Tim Challies para escrever sobre sua experiência com a evangelização de homossexuais.
Por John Bell. © New City Baptist Church. Website: newcitybaptist.ca
Tradução: Iprodigo
Via: Voltemos ao Evangelho

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Homofobia: Se ódio é o problema, posso discordar em amor?


A Universidade Presbiteriana Mackenzie vem recebendo ataques e críticas por um texto alegadamente “homofóbico” veiculado em seu site desde 2007. Nós, de várias denominações cristãs, vimos prestar solidariedade à instituição. Nós nos levantamos contra o uso indiscriminado do termo “homofobia”, que pretende aplicar-se tanto a assassinos, agressores e discriminadores de homossexuais quanto a líderes religiosos cristãos que, à luz da Escritura Sagrada, consideram a homossexualidade um pecado. Ora, nossa liberdade de consciência e de expressão não nos pode ser negada, nem confundida com violência. Consideramos que mencionar pecados para chamar os homens a um arrependimento voluntário é parte integrante do anúncio do Evangelho de Jesus Cristo. Nenhum discurso de ódio pode se calcar na pregação do amor e da graça de Deus.

Como cristãos, temos o mandato bíblico de oferecer o Evangelho da salvação a todas as pessoas. Jesus Cristo morreu para salvar e reconciliar o ser humano com Deus. Cremos, de acordo com as Escrituras, que “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23). Somos pecadores, todos nós. Não existe uma divisão entre “pecadores” e “não-pecadores”. A Bíblia apresenta longas listas de pecado e informa que sem o perdão de Deus o homem está perdido e condenado. Sabemos que são pecado: “prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, contendas, rivalidades, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias” (Gálatas 5.19). Em sua interpretação tradicional e histórica, as Escrituras judaico-cristãs tratam da conduta homossexual como um pecado, como demonstram os textos de Levítico 18.22, 1Coríntios 6.9-10, Romanos 1.18-32, entre outros. Se queremos o arrependimento e a conversão do perdido, precisamos nomear também esse pecado. Não desejamos mudança de comportamento por força de lei, mas sim, a conversão do coração. E a conversão do coração não passa por pressão externa, mas pela ação graciosa e persuasiva do Espírito Santo de Deus, que, como ensinou o Senhor Jesus Cristo, convence “do pecado, da justiça e do juízo” (João 16.8).

Queremos assim nos certificar de que a eventual aprovação de leis chamadas anti-homofobia não nos impedirá de estender esse convite livremente a todos, um convite que também pode ser recusado. Não somos a favor de nenhum tipo de lei que proíba a conduta homossexual; da mesma forma, somos contrários a qualquer lei que atente contra um princípio caro à sociedade brasileira: a liberdade de consciência. A Constituição Federal (artigo 5º) assegura que “todos são iguais perante a lei”, “estipula ser inviolável a liberdade de consciência e de crença” e “estipula que ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política”. Também nos opomos a qualquer força exterior – intimidação, ameaças, agressões verbais e físicas – que vise à mudança de mentalidades. Não aceitamos que a criminalização da opinião seja um instrumento válido para transformações sociais, pois, além de inconstitucional, fomenta uma indesejável onda de autoritarismo, ferindo as bases da democracia. Assim como não buscamos reprimir a conduta homossexual por esses meios coercivos, não queremos que os mesmos meios sejam utilizados para que deixemos de pregar o que cremos. Queremos manter nossa liberdade de anunciar o arrependimento e o perdão de Deus publicamente. Queremos sustentar nosso direito de abrir instituições de ensino confessionais, que reflitam a cosmovisão cristã. Queremos garantir que a comunidade religiosa possa exprimir-se sobre todos os assuntos importantes para a sociedade.

Manifestamos, portanto, nosso total apoio ao pronunciamento da Igreja Presbiteriana do Brasil
publicado no ano de 2007 e reproduzido parcialmente, também em 2007, no site da Universidade Presbiteriana Mackenzie, por seu chanceler, Reverendo Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes. Se ativistas homossexuais pretendem criminalizar a postura da Universidade Presbiteriana Mackenzie, devem se preparar para confrontar igualmente a Igreja Presbiteriana do Brasil, as igrejas evangélicas de todo o país, a Igreja Católica Apostólica Romana, a Congregação Judaica do Brasil e, em última instância, censurar as próprias Escrituras judaico-cristãs. Indivíduos, grupos religiosos e instituições têm o direito garantido por lei de expressar sua confessionalidade e sua consciência sujeitas à Palavra de Deus. Postamo-nos firmemente para que essa liberdade não nos seja tirada.
Este manifesto é uma criação coletiva com vistas a representar o pensamento cristão brasileiro. Para ampla divulgação.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Cristianismo Missional - parte 1


Por Phelipe

Quando alguém pergunta "o que é missões?", normalmente, se ouve que missões é mandar pessoas para outros países ou outras regiões de determinados países para pregarem o evangelho a não crentes. Na verdade esse é um conceito de antigo, de uns vinte ou trinta anos atrás, até porque a palavra MISSÃO significa enviar, mas não enviar pessoas. Missões significa levar ou ENVIAR o conhecimento de Deus a pessoas de qualquer lugar, inclusive em nossa própria vizinhança.

Com a perda do verdadeiro significado da palavra MISSÕES, muitos crentes tem se acomodado em suas igrejas para não compartilharem as Boas Novas da salvação em Jesus Cristo pelo fato de afirmarem que somente os missionários em outros países tem esse dever em suas mãos para fazer, quando na verdade isso deveria ser diferente, porque A IGREJA DEVE SER MISSIONAL.


Mas afinal, o que é ser um cristão missional?

Ser um cristão missional é FAZER COMO JESUS FEZ quando disse, "...assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós." (João 20:21b).


Jesus é o nosso grande exemplo missionário, e ele mesmo afirma que foi enviado pelo Pai, que ele tinha um próposito ao vir a terra. Ele veio cumprir o Missio Dei. Missio Dei vem de um frase em latim que significa a Missão de Deus. E Jesus veio cumprir a missão de seu Pai que é o reconciliar o homem consigo por meio de Seu Filho Unigênito (2 Co 5:18) vivendo uma vida perfeita diante de seu Pai, levando o pecado de seu povo sobre si (2 Co 5:21) na morte sobre a cruz embaixo da ira de Deus(1 Ts 1:10), ressuscitando dentre os mortos ao terceiro dia(1 Co 15:4), sendo assunto ao céus (At 1:9) e entercedendo pelos seus.


Há muitos dons e ministérios para cada crente individualmente do corpo de Cristo, mas o ministério da IGREJA como um todo é um: Fazer Missões!

Continua...


Fontes:


O livro de Winfield Bevins chamado "Grow
: Repoducing Through Organic Discipleship"
Paul Washer no semão "Give Your Life Away"

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Citação - Charles H. Spurgeon


"Vocês que são jovens e tentam pregar, não façam isso grandiosamente. A verdadeira grandeza da pregação consiste em que Cristo Jesus seja mostrado grandiosamente nela. Nenhuma outra grandeza é necessária! Mantenham o 'eu' no chão, e ponham Jesus no meio povo, evidentemente crucificado entre eles. Ninguém além de Jesus, ninguém além de Jesus! Deixe-o ser a suma e a substância de seu ensinamento."

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Esse É Meu Rei



"Aplaudi com as mãos, todos os povos; cantai a Deus com voz de triunfo. Porque o SENHOR Altíssimo é tremendo e Rei grande sobre toda a terra."
- Salmo 47:1,2 -

terça-feira, 31 de agosto de 2010

A Fé Cristã é Realmente Racional? - R. C. Sproul


Com absoluta certeza! Ela é intensamente racional. Agora, já me fizeram a seguinte pergunta: "É verdade que o sr. é um racionalista cristão?" Eu respondi: "De maneira nenhuma! Isso é uma contradição, em termos. O racionalista é alguém que abraça uma filosofia que se contrapõe ao cristianismo." Portanto, embora um cristão verdadeiro não seja um racionalista, a fé cristã certamente é racional.


O cristianismo é coerente? É inteligível? Faz sentido? Ele se harmoniza num padrão coerente de verdade, ou ele é o oposto do racional — ele seria irracional? Seria o cristianismo complacente com a superstição e concordaria com cristãos que crêem que o cristianismo é francamente irracional? Penso que isso é um fato muito lamentável. O Deus do cristianismo se dirige à mente das pessoas. Ele fala conosco. Ele tem um livro escrito para o nosso entendimento.


Quando digo que o cristianismo é racional, não quero significar com isso que a verdade do cristianismo em toda a sua majestade possa ser deduzida a partir de alguns princípios lógicos por um filósofo especulativo. Há muita informação sobre a natureza de Deus que podemos encontrar unicamente porque o próprio Deus escolheu revelá-las a nós. Ele revela essas coisas através de seus profetas, através da história, através da Bíblia e através do seu Filho unigênito, Jesus.


Mas o que ele revela é inteligível, podemos entender com nosso intelecto. Ele não nos pede que desprezemos nossas mentes para nos tornarmos cristãos. Há pessoas que pensam que, para se tornarem cristãs, elas precisam deixar seus cérebros em algum lugar do estacionamento. O único pulo que o Novo Testamento nos chama a dar, não é um pulo no escuro, mas é para fora do escuro, para a luz, para aquilo que verdadeiramente podemos entender. Isto não quer dizer que tudo o que a fé cristã afirma é absolutamente claro no que diz respeito às nossas categorias racionais. Não posso entender, por exemplo, como uma pessoa pode ter uma natureza divina e uma natureza humana ao mesmo tempo, que é aquilo que cremos sobre Jesus. Isso é um mistério — mas mistério não é o mesmo que irracional.


Mistério não se aplica somente à religião. Não compreendo inteiramente a força da gravidade. Essas coisas são misteriosas para nós, mas não são irracionais. Uma coisa é dizer: "Não compreendo, com minha mente finita, como isso funciona." Outra coisa diferente é dizer: "Elas são gritantemente contraditórias e irracionais, mas vou acreditar assim mesmo." Não é isso que o cristianismo faz. O cristianismo afirma que há mistérios, mas esses mistérios não podem ser articulados em termos do irracional; se assim fosse, então nos afastaríamos da verdade cristã.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Citação - João Calvino

"Temos, pois, que deter-nos na Palavra de Deus que nos descreve a Deus de um modo perfeito pelas suas obras. Nela se julgam suas obras não segundo a perversidade de nosso juízo, senão segundo a regra da eterna verdade. Ali aprendemos que nosso único e eterno Deus é a origem e fonte de toda vida, justiça, sabedoria, poder, bondade e clemência; que dEle procede, sem exceção alguma, todo bem; e que, portanto, a Ele se deve com justiça todo louvor. E embora todas estas coisas aparecem claramente em qualquer parte do céu e da terra, em definitiva só a Palavra de Deus nos fará compreender sempre e com toda verdade o fim principal para o qual tendem, qual é seu valor, e em que sentido devemos interpretá-las. Então aprofundaremos em nós mesmos e aprenderemos como manifesta o Senhor em nós sua vida, sua sabedoria, seu poder; e como operam em nós sua justiça, sua clemência e sua bondade."


Fonte: Cinco Solas

sábado, 31 de julho de 2010

Nosso Salvador e Nossa Esperança - Vincent Cheung


… de Deus nosso Salvador e de Cristo Jesus nossa esperança… (1 Timóteo 1.1)

Deus deseja se revelar como Salvador. Como Paulo explica em outro lugar, Deus escolheu se revelar ao formar duas linhas de humanidade e na maneira como ele se relaciona com elas. Ele preparou algumas pessoas para destruição, e nelas revela sua justiça, ira e poder na forma que ele as pune e na forma que ele as torturará para sempre no inferno. Ele também demonstra sua paciência ao tolerá-los por um longo tempo, em vez de exterminá-los antes do tempo apontado. Por outro lado, ele preparou alguns para salvação, e neles ele demonstra seu amor e misericórdia, e sua bondade e generosidade. Esses são aqueles a quem ele escolheu, e que receberiam dele fé em Jesus Cristo.

A vontade de Deus é que os seus escolhidos o conheçam como Salvador e se relacionem com ele como Salvador. Isso é extraordinário, visto que outros tipos de criaturas não o conhecem dessa forma e não podem se relacionar com ele dessa forma. Por exemplo, os anjos que pecaram foram condenados e expulsos de sua presença. Deus não fez nenhum esforço para redimi-los. E aqueles anjos que permaneceram fiéis não precisam de salvação. Todavia, ao se revelar como Salvador àqueles que escolheu para salvação, Deus demonstra esse aspecto de sua natureza e caráter aos santos anjos também.

A revelação de Deus como Salvador demanda a admissão que a humanidade caiu numa condição que querer tal resgate divino. O “braço de carne” – a força, inteligência e cooperação da humanidade – não pode salvar. Não pode resolver nem mesmo os problemas naturais deste mundo, muito menos absolver os homens das demandas da justiça divina e arrebatá-los do fogo do inferno. Portanto, a porta para a revelação de Deus como Salvador é a percepção do homem como pecador.

Além do mais, Deus se revelou como Salvador de uma maneira específica e pessoal, isto é, em Jesus Cristo o Filho de Deus. Em sua sabedoria e decreto soberano, Deus fez de Cristo o único caminho pelo qual podemos conhecê-lo como Salvador. Ele não salva à parte de Jesus Cristo. Dessa forma, Jesus é a única esperança para a humanidade. Os não cristãos não têm nenhuma base para pensar que eles serão declarados justos diante do trono de Deus, ou para pensar que algo bom acontecerá a eles após a morte. Eles enganam a si mesmos quando se apegam aos seus falsos deuses e superstições, incluindo sua ciência e filosofia, e aqueles que confiam em suas boas obras não conseguirão nada melhor.

Por outro lado, estou certo que serei declarado justo diante do trono de Deus, pois estou certo que Jesus já foi declarado justo por Deus. Minha certeza não reside em algo em mim ou algo que tenha feito, mas na justiça perfeita de Cristo. E Cristo é a base da minha esperança, minha expectação, de que a bondade, misericórdia e gozo que é cheio de glória me aguardam do outro lado da morte. E isso não porque eu tenha conseguido essas recompensas por minhas boas obras. Não, até mesmo os melhores esforços são como lixo e imundícia diante da santidade de Deus – eles não passam pelo teste. Mas eu sei que Cristo foi testado e aprovado, e que ele assegurou todas essas coisas para mim. Ele me deu fé nele, de forma que por minha afiliação com ele, compartilho de sua herança da parte do Pai. O nível de minha estima por Cristo é o meu nível de confiança com respeito à minha salvação, pois ele é o meu Salvador e minha Esperança.

Traduzido por: Felipe Sabino de Araújo Neto – Julho/2009

http://www.vincentcheung.com/

Fonte: Monergismo

domingo, 18 de julho de 2010

Júbilo no Céu e Arrependimento - Edward Payson


Payson foi um pregador e escritor norte americano. Obteve sua graduação pela universidade de Harvard, em 1803, e foi diretor de uma importante escola em Portland. Foi o pastor da Igreja Congregacional de Portland, de 1807 até 1827, ano de sua morte.

Eu vos afirmo que, de igual modo, há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende (Lucas 15.10).

Por que os habitantes do céu se regozijam por pecadores arrependidos?... Deus não se alegra com o arrependimento de pecadores porque isso acrescenta alguma coisa à sua felicidade ou glória essencial. Ele é infinitamente glorioso e feliz; e continuará assim, embora todos os homens na terra e os anjos no céu se precipitassem loucamente no inferno... Então, por que Deus se regozija quando nos arrependemos?

Ele se regozija porque seus eternos propósitos de graça e seus compromissos com o Filho se cumprem. As Escrituras nos ensinam que todos os que se arrependem foram escolhidos por Deus, em Cristo Jesus, antes que o mundo existisse e dados a Cristo como povo de Deus, no pacto de redenção...

Deus se regozija quando pecadores se arrependem porque trazê-los ao arrependimento é uma obra dEle mesmo. É uma conseqüência do dom de seu Filho, uma conseqüência realizada pelo poder de seu Espírito. As Escrituras nos informam que Ele se alegra em suas obras. Com razão Deus se alegra nelas, pois são muito boas. Se Deus se regozija em suas outras obras, Ele se regozija muito mais nesta obra, visto que ela é a maior, a mais gloriosa e a mais digna de suas obras. Nesta obra, a imagem de Satanás é destruída, e a imagem de Deus é restaurada em uma alma imortal. Nesta obra, um filho da ira é transformado em herdeiro da glória. Nesta obra, um tição fumegante é removido das chamas eternas e plantado entre as estrelas do firmamento, no céu, para resplandecer ali com fulgor crescente e para sempre! E isso não é uma obra digna de Deus, uma obra em que Ele pode... se alegrar?

Deus se regozija com o arrependimento de pecadores porque isso Lhe dá oportunidade de exercer misericórdia e mostrar seu amor a Cristo, ao perdoá-los por causa dEle. Cristo é o Filho amado de Deus, que sempre se compraz nEle. Deus ama o Filho, como ama a Si mesmo, com infinito amor, uma amor que é inconcebível por nós quanto ao seu poder criativo e à sua duração eterna. Deus ama a Cristo não somente por causa da relação íntima e da união inseparável que existe entre Eles, mas também por causa da santidade e excelência perfeita de seu caráter, especialmente a infinita benevolência que Ele demonstrou em realizar e consumar a grande obra da redenção do homem. Visto que a natureza do amor consiste em manifestar-se a si mesmo em atos de bondade para com o objeto amado, Deus não pode fazer outra coisa senão revelar seu amor por Cristo e mostrar a todos os seres inteligentes quão perfeitamente Ele se agrada do caráter e da conduta de Cristo como Mediador...

Deus se regozija quando pecadores se arrependem porque se satisfaz em vê-los livres da tirania e das conseqüências do pecado. Deus é luz — perfeita santidade. Deus é amor — pura benevolência. A sua santidade e a sua benevolência fazem com que Ele se alegre quando pecadores são libertos do pecado. O pecado é aquela coisa abominável que Deus odeia. Ele odeia o pecado como uma coisa má ou perniciosa, repugnante ou destrutiva. O pecado é a praga, a lepra, a morte de criaturas inteligentes. Infecta e envenena as faculdades dessas criaturas. Lança-as nas maiores profundezas de culpa e miséria. Contamina-as com uma mancha que não pode ser removida por todas as águas dos oceanos, nem por todo o fogo do inferno, uma mancha que nada pode limpar, exceto o sangue de Cristo.

A malignidade da natureza do pecado é tal que, se pudesse ter acesso às regiões celestiais, logo transformaria os anjos em demônios e o céu, em inferno... O pecado já transformou os anjos em demônios. Já converteu o mundo, transformando em prisão aquilo que outrora era paraíso... Trouxe a morte ao mundo, bem como todas as nossas aflições... Agora mesmo o pecado anda com passadas gigantescas em nosso mundo escravizado, propagando ruína e infelicidade em inúmeras formas. Conflitos e discórdias, guerras e derramamento de sangue, fome e pestilência, doença e sofrimento seguem o rastro do pecado...

Se desejamos ver a consumação desses males e conhecer toda a extensão da miséria que o pecado tende a produzir, temos de segui-lo até ao mundo eterno. Temos de descer às regiões aonde não chegam a paz e a esperança. Ali, pela luz da revelação, contemplamos o pecado tiranizando suas vitimas infelizes com furor incontrolável, fomentando o fogo inextinguível e aguçando os dentes dos vermes imortais. Ali, vemos anjos e arcanjos, tronos e domínios, principados e potestades destituídos de sua glória e beleza primitivas, presos em cadeias eternas e vociferando furor e maldade contra Aquele em cuja presença eles, antes, se alegravam e cujo louvor entoavam. Seguindo-os através das longas eras da eternidade e vendo-os a se aprofundarem cada vez mais nos insondáveis abismos da ruína, blasfemando perpetuamente de Deus, por causa de suas misérias, e recebendo a punição dessas blasfêmias em acréscimos contínuos à sua infelicidade. Essas são as conseqüências do pecado. Essa é a inevitável condenação do impenitente.

Dessas profundezas de angústia e desespero, olhe para as mansões dos benditos e veja a que sublimidade de glória e felicidade a graça de Deus levará todo pecador que se arrepende. Veja em indescritível êxtase de alegria, amor e adoração aqueles que foram assim favorecidos, contemplando a Deus face a face, refletindo sua imagem perfeita, resplandecendo com um fulgor semelhante ao de seu glorioso Redentor. Veja-os repletos de toda a plenitude da Divindade e banhando-se naqueles rios de deleite que fluem para sempre à destra de Deus... Veja isso e diga se a infinita santidade e benevolência não pode se regozijar apropriadamente em todo pecador que, por meio do arrependimento, escapa das misérias e se assegura da felicidade aqui descrita de modo tão imperfeito!

Por que o Filho de Deus se regozija quando o pecador se arrepende?... Se perguntássemos por que Cristo se alegra por pecadores que se arrependem, responderíamos: porque lhes dá vida e nutrição espiritual; porque os redimiu, com seu precioso sangue, da miséria e desespero eternos. Cristo participa com o Pai e o Espírito Santo do gozo proveniente de outras razões. Todavia, o arrependimento é uma causa de alegria especial para Ele mesmo. Há muito fora predito que Cristo veria o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficaria satisfeito (Is 53.11). Em outras palavras, Ele veria os efeitos de seus sofrimentos no arrependimento e salvação de pecadores e consideraria isso uma recompensa suficiente por todos os labores e tristezas que Lhe foram designados e pelos quais teve de passar. Essa predição se cumpre todos os dias. Nosso Emanuel vê o fruto do penoso trabalho de sua alma em todo pecador que se arrepende e se regozija no fato de que suas agonias não foram sofridas em vão...

Quem pode imaginar as emoções com as quais o Filho de Davi contempla uma alma imortal sendo atraída aos seus pés pelos laços do amor, uma alma que Ele resgatou do leão rugidor pagando um preço tão infinito? Se amamos, valorizamos em qualquer objeto e nele nos regozijamos em proporção ao labor, sofrimento e preço que nos custou, para que o obtivéssemos, Cristo ama, valoriza e se regozija muito mais em todo pecador que se arrepende! Seu amor e gozo são indescritíveis, inconcebíveis e infinitos... E, permita-me acrescentar, se Ele se regozija em pecadores que se arrependem, qual será o seu gozo quanto todas as pessoas forem reunidas, de toda língua, raça e nação, e apresentadas imaculadas diante do trono de seu Pai?... Quão grande deve ser o gozo e a felicidade que satisfaz à benevolência de Cristo!

Por que os anjos se alegram a respeito de cada pecador que se arrepende? Eles se regozijam quando pecadores se arrependem porque Deus é glorificado, e suas perfeições são manifestadas em outorgar-lhes o arrependimento e a remissão dos pecados. As perfeições de Deus são vistas somente em suas obras. Suas perfeições morais são vistas apenas, ou pelos menos principalmente, em suas obras de graça. Deus manifesta mais de Si mesmo e mais de sua glória essencial em trazer um pecador ao arrependimento e perdoar seus pecados, por amor a Cristo, do que em todas as maravilhas da criação... Nesta obra, as criaturas podem ver, se posso assim dizer, o próprio coração de Deus.

Desta obra, os próprios anjos aprendem mais do caráter moral de Deus do que eram capazes de aprender antes. Eles sabiam que Deus era sábio e poderoso, pois viram a sua obra em criar todas as coisas. Sabiam que Deus era bom, pois os fizera perfeitamente santos e felizes. Sabiam que Deus era justo, porque O viram expulsar os seus irmãos rebeldes do céu para o inferno, por causa de seus pecados. Mas, enquanto não O viram outorgar arrependimento e remissão de pecados, por meio de Cristo, não sabiam que Ele era misericordioso. Não sabiam que Ele poderia perdoar um pecador.

Oh! que hora foi aquela quando esta grande verdade foi conhecida pela primeira vez no céu, quando o primeiro penitente foi perdoado! Uma nova canção foi colocada nos lábios dos anjos. E, embora tenham começado a entoá-la com indescritíveis emoções de amor, admiração e louvor, suas vozes se ergueram a um nível elevado, e eles experimentaram alegrias que não sentiam antes! Oh! como o som jubiloso: “Sua misericórdia dura para sempre”, se propagou de coro em coro, ecoou pelas abóbadas celestes e vibrou no peito de todos os anjos extasiados! E como eles clamaram a uma voz: “Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem” (Lc 2.14).

A misericórdia de Deus não é a única perfeição revelada nesta obra. Há mais poder e sabedoria demonstradas em trazer um pecado ao arrependimento do que em criar um mundo! Portanto, assim como os filhos de Deus cantaram e rejubilaram juntos quando Deus lançou os fundamentos da terra, assim também eles se regozijam com maior razão ao contemplarem as maravilhas da novacriação na alma de homens! Eles se deleitam em ver o começo da vida espiritual naqueles que, por muito tempo, estivavam mortos em delitos e pecados; em ver a luz e a ordem irrompendo nas trevas e confusão natural da mente; em ver a imagem de Satanás desaparecendo e as primeiras características peculiares da imagem de Deus surgindo na alma. Com satisfação inexpressível, eles vêem os corações de pedra transformados em corações de carne; observam as primeiras lágrimas do arrependimento que jorram dos olhos dos pecadores e ouvem as súplicas formuladas com imperfeição, os clamores infantis dos jovens filhos da graça. Com máxima prontidão, eles descem de sua habitação bendita para ministrar ao nascidos de novo, herdeiro da salvação. E cercam-no em hostes jubilosas, celebrando o seu nascimento com canções de louvor. Eles clamam: “Olhem, outro troféu da graça soberana e conquistadora!” Vejam outro cativo que o Filho de Davi libertou da escravidão ao pecado, outra ovelha do seu rebanho resgatado das garras do leão e da mandíbulas do urso! Vejam os principados e poderes das trevas frustrados. Vejam o homem forte banido. Vejam o reino de Jesus se expandindo. Vejam a imagem de nossos Deus multiplicada. Vejam outra voz afinada para unir-se nos aleluias dos coros celestiais. Isto é, ó nosso Criador, obra de tuas mãos. Glória a Deus nas alturas! Este é, ó adorável Emanuel, o fruto de teus sofrimentos. Hosana ao Filho de Davi! Adoração, honra e poder sejam tributados Àquele que se assenta no trono e ao Cordeiro para sempre!...

Ó meus amigos, deixem-se persuadir... deixem-se persuadir para dar júbilo a Deus, ao seu Filho e aos anjos benditos, fazendo deste dia um tempo festivo no céu, por arrependerem-se.

O arrependimento é um volver-se do pecado para Deus, por meio de Jesus Cristo; e a fé é a aceitação de Cristo para retornarmos a Deus. Assim, todo aquele que crê se arrepende, e todo que se arrepende crê. (Charles Hodge)




Extraído de “Joy in Heaven over Repenting Sinners”, em The Complete Works of Edward Payson, vol. III, reimpresso por Sprinkle Publications.

Traduzido por: Pr. Wellington Ferreira

Copyright© Editora FIEL 2010.

O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.

terça-feira, 6 de julho de 2010

"Que Deus te Amaldiçoe" - R.C Sproul


"Pois todos quantos são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque escrito está: Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las... Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro."
Gálatas 3:10,13

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Como Testemunhar À Uma Testemunha De Jeová - Ray Comfort

Eu corri para descer a escada ao som de um cão latindo e nossa campainha. Quando eu a abri, dois rapazes bem vestido na minha frente. Eu os cumprimentei com um caloroso, "Oi", a que um deles perguntou em perfeito Inglês, "Você conhece qualquer família de língua espanhola por aqui?"

"Na vizinhança existe uma família que fala espanhol. Do outro lado da estrada, há uma família da Indonésia, em seguida, uma indiana, depois, um inglês, e eu sou chinês. Quer ver uma foto de mim em um cruzeiro?"

Eles educadamente disseram que não, então eu rapidamente abri minha carteira e mostrei-lhes uma imagem de Tom Cruise com a palavra, “EU,” na sua testa. Eles riram.

"Então o que é que vocês estão vendendo?"

"Nada."

“Vocês são mórmons?"

"Não."

“Testemunhas de Jeová?"

"Sim".

“Diga-me. Eu tenho uma faca nas costas. Tenho três minutos para viver. Meu sangue e vida estão sendo drenada de mim. Eu sei que vou morrer. O que você vai dizer para mim. Como eu posso entrar no Reino?”

Eles olharam um para o outro. Em seguida, olharam para mim. Houve um morto silêncio. Era óbvio que eles não sabiam o que me dizer.

"Vamos lá pessoal. Estou morrendo. Tenho três minutos!"

Um deles disse, "eu não sei. Há muitas coisas que você tem que fazer." As outras em um eco, “muitas”.

Então o primeiro disse "Você tem que aprender. Você tem que adquirir conhecimento..."

“E sobre o ladrão na cruz? Qual o conhecimento que ele recebeu? Como ele pode aprender alguma coisa? Ele não podia virar as páginas de um livro - ele foi pregado a uma cruz. Ele provavelmente não podia ler nada. Mas Jesus disse-lhe, "Hoje você vai ficar comigo no Paraíso".

"Temos que ir agora."

"Vamos lá pessoal. Isso é importante. Gostaria de saber como entrar no Reino de Jeová. Quais são seus nomes?"

"Jonathan".

“Javier".

"Vocês se consideram boas pessoas?"

"Um... Sim."

"Você já disse uma mentira?"

"Sim".

“O que isso faz de você?"

"Um mentiroso."

Javier disse que ele havia roubado e depois ficou muito quieto. Jonathan disse que nunca tinha roubado perfídia, nem sequer olhou para uma mulher com luxúria. Nunca.

"Você é gay?"

"Não."

"A razão pela qual ainda não fiz isso porque eu nasci na verdade."

Eu expliquei, "Temos de enfrentar uma perfeita Lei no Dia do Juízo e não há nada que você e eu podemos fazer para nos salvar. Só o sangue de Jesus. Ele morreu por nós. Ele tomou o nosso castigo sobre si e, agora, Deus pode nos salvar através de sua misericórdia. É por isso que o ladrão foi salvo. Ele não fez nada para salvar-se porque ele não podia. Só Deus dá misericórdia e da graça para nos salvar. A Bíblia diz: 'Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie’. "Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas, segundo sua misericórdia, nos salvou”. Apocalipse 21:8 diz que todos os mentirosos terão sua parte no lago de fogo. Por isso que você precisa de Jesus Cristo, para levar seus pecados para longe. No momento em que você se arrepender e confiar nele, Deus vai te perdoar e te concederá a vida eterna.”

"Mas estamos fazendo o que Jesus fez."

"Ele ia de porta em porta?"

"Sim. Ele passou pelas cercanias e pregou o evangelho".

"Mas você está pregando o evangelho diferente daquele que ele pregava. A Bíblia diz que não há nada que você e eu podemos fazer para merecer o favor de Jeová - para ganhar a vida eterna. Somos salvos pela misericórdia de Deus. Essa é a forma como o ladrão na cruz pode ser salvo. Nós não somos salvos por fazer alguma coisa.”

"Isso quer dizer que eu posso acreditar em Jesus e, em seguida, tornar a mentir e roubar?"

"Não. Isso é hipocrisia, e os hipócritas não vão entrar no Reino. Você tem que somente se arrepender e confiar em Jesus Cristo para a sua salvação, e não tentar subornar a Jeová. Eu não devo fazer boas obras e pregar o evangelho para ser perdoado. Faço isso porque estou perdoado, e que a diferença é a vida e a morte, céu e inferno. Obrigado, amigos, por falarem comigo.”

"Obrigado."

Não houve argumentos sobre a divindade de Cristo, porque eu não deixei que a conversa fosse nessa direção. É importante lembrar que as Testemunhas de Jeová vêm os cristãos como errados "Trinitarismo", enquanto eles vêem a si próprios como protetores da glória de Jeová. Então eles vão ser incrivelmente teimosos de Jeová, sobre a questão da partilha de Sua glória com outro.

Quando Pedro disse que Jesus era o Cristo, o Filho do Deus Vivo, Jesus lhe disse, "Bendito és tu, Simão Bar Jonas, não foi a carne e o sangue que revelou isto a você, mas meu Pai que está nos céus," (Mateus 16:17). Assim, penso que a melhor maneira de alguém descobrir quem é Jesus, é por revelação do próprio Deus. Se eu tivesse começado citando versos bíblicos para fazer algum ponto sobre Jesus sendo Deus - "E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Aquele que se manifestou em carne foi justificado em espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo e recebido acima, na glória” (1 Timóteo 3:16, itálico acrescentado) ou" No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus" (João 1:1, itálico acrescentado) que teria começado citando de cor e, em seguida, eles teriam caído de volta no argumento da única e verdadeira tradução. Testemunhas de Jeová também negam a existência do Céu e inferno. Eles acreditam no aniquilamento, e que o Reino de Deus virá a esta terra, e será criado por milhares de anos. Os cristãos não podem sequer chegar ao acordo sobre questões das profecias e, por isso, deliberadamente permanecem afastado delas.

Tudo o que fiz foi segurar a verdade contra o erro e deixei os resultados nas mãos de Deus. Charles Spurgeon disse: "Ouvi dizer que se houver um pau torto, e pretende mostrar como é torto, não precisa de palavras resíduas na descrição. Pegue uma reta e coloque ao lado dela, e a coisa é feita diretamente.”

Todas as religiões têm as suas raízes na idolatria. Eles têm uma compreensão errada da natureza de Deus e a Seus virtuosos atributos. Quando você olha atentamente as suas crenças, torna-se evidente que são confeccionados dos ramos infrutíferos de auto-retidão. Eles pensam que podem subornar Deus com suas obras. Tal como os judeus do qual Paulo falou - eles sempre estabelecerão a sua própria justiça, sendo ignorantes da justiça, que é de Deus (cf. Romanos 10:3). A lei coloca o machado à raiz. Revela uma perfeita retidão e mata esperança de auto-salvação. Ela mostra a pessoa farisaica que o salto que ele está tentando fazer para o Céu é infinitamente além do seu alcance.

Eu tinha percebido que Javier havia se safado de acordo com o que eu estava dizendo. Quando ele perguntou novamente o meu nome, olhei diretamente para ele e disse que eles poderiam voltar a qualquer momento. Nós apertamos as mãos e saímos em boas condições. Eu entrei me sentindo muito bem porque eu tinha evitado fazer o que a Bíblia diz que não se deve fazer - para argumentar:

“E rejeita as questões tolas e desassisadas, sabendo que geram contendas; e ao servo do Senhor não convém contender, mas sim ser brando para com todos, apto para ensinar, paciente; corrigindo com mansidão os que resistem, na esperança de que Deus lhes conceda o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade, e que se desprendam dos laços do Diabo (por quem haviam sido presos), para cumprirem a vontade de Deus.”

(2 Timóteo 2:23-26)

Fonte: The Way of The Master