Páginas

terça-feira, 27 de abril de 2010


FELIZ ANIVERSÁRIO PHELIP EIH!

É nesse dia o blog Phelip Eih! completa o seu primeiro ano de existência.
Agradecemos a todos os seguidores e outros leitores desse blog e todos que sempre nos apoiaram nesse trabalho.
Que o Senhor nosso Deus nos abençoe e continue a usá-lo a edificar a todos que lêem ele.

Arrependimento e Fé


OBRIGADO!


Como Se Arrepender (parte 2) - James MacDolnald

Arrependimento antes de avivamento

Todas as bênçãos que Deus quer derramar para nós vêm através deste funil de arrependimento; arrependimento em mim antes de avivamento em mim. Quando foi a última vez que Deus tratou com você por algum pecado? Quando foi a última vez que seus olhos se encheram de lágrimas por causa da obra incompleta de santificação em sua vida? Quando foi a última vez que Deus quebrantou seu coração por causa da lacuna entre Jesus e você? Quer avivamento? Arrependimento é o ponto de partida.

Algumas categorias de pecado

O Espírito de Deus não traz convicção sobre generalidades. O Espírito de Deus é como um cirurgião: “Isto precisa ser cortado”. Vamos começar a sondar:

A primeira categoria é orgulho, a segunda é prazer e a terceira é prioridade. Sob a categoria de orgulho: orgulho sobre sua posição. Se você quer ser apresentado, se quer ser conhecido, se quer ser reconhecido, se tem uma posição e está ansioso que os outros saibam quem você é ou o que conquistou, você tem um problema de orgulho. Orgulho é anti-Deus; onde há orgulho, Deus não está.

Logo depois vem o orgulho de prestígio – meu status. Eu preciso de aplauso, preciso de reconhecimento. Depois vem orgulho de poder. “Não preciso de posição e prestígio; tenho poder. Eu governo minha casa.” Dominar os outros, usar minha influência é orgulho. Deus é capaz de humilhar aqueles que andam em orgulho (Daniel 4).

Uma segunda categoria de pecado é prazer. Prazeres não são errados, mas desejá-los com a intensidade errada, na hora errada ou com a pessoa errada torna o prazer pecado. O primeiro na categoria de prazer é sexo: minhas necessidades, quando quero, da maneira que quero, aquilo que quero. É pecado. E, em segundo lugar, uma substância, legal ou ilegal. “Eu tenho que possuir ou conseguir isto.” A compulsão de ter algo além de Deus é pecado. Não esteja sob o domínio de nada além de Deus, seja uma pessoa, uma situação ou uma substância legal ou ilegal. Pela graça de Deus, como seguidor de Jesus, não aceito estar sob o domínio de coisa alguma. Se eu estiver, é pecado.

Em seguida vêm “coisas”. Dizemos a nós mesmos: sei que vou ser feliz quando eu tiver aquele carro, aquela casa, aquela viagem, etc. Por um lado, há pessoas que pensam que as coisas são más em si mesmas e querem fazer votos monásticos. Isso não leva à santidade. Por outro lado, há pessoas que pensam que bênção e riqueza são a mesma coisa. Precisamos de equilíbrio. Salmo 62.10 diz, “...se as vossas riquezas prosperam não ponhais nelas o coração”. Não é errado ter coisas; é errado que elas me possuam! Deus não divide o trono com ninguém. Quando penso que coisas materiais podem me dar felicidade, me satisfazer e me dar algo que só Deus pode dar, isso é idolatria. Se é idolatria, é pecado.

Em terceiro lugar, tem uma categoria geral de prioridades, o bem que não foi feito. Tiago diz que se você sabe fazer o bem e não o faz, é pecado (Tg 4.17). A primeira prioridade é com relação de não cuidar de mim mesmo. O meu corpo é templo do Espírito Santo, e não cuidar de mim – comer excessivamente, não se exercitar, trabalhar demais, não ter lazer, não ser uma pessoa equilibrada ou não viver de maneira saudável – é pecado. Preciso cuidar de mim mesmo. Quero servir a Deus por quantos dias ele me der, mas servir demais ou ter lazer demais não é honrar a Deus. Precisamos de equilíbrio.

A segunda prioridade é os outros. Deus dá valor aos relacionamentos e às pessoas. Seja amável, bondoso, perdoador. Abrigar no coração ressentimento e falta de perdão como resultado de alguém que me feriu é um câncer para a alma, e é pecado. Precisamos arrepender-nos disso. “Estou errado, Deus, não posso guardar isso contra ela. Preciso liberá-la disso”.

Guardei o melhor para o final – o maior prioridade é Deus em primeiro lugar. Deus primeiro em meu dia, Deus primeiro em minha semana, primeiro e com a maior prioridade em minha vida. “Não terás outros deuses diante de mim” (Êx 20.3).

Avivamento é apenas um sonho até que sejamos específicos e nos arrependamos de pecados específicos. Não apenas dizer: “Ó Deus, quero ser um cristão melhor”. Precisamos nos arrepender.

Marcas de arrependimento

Em 2 Coríntios 7, vemos cinco marcas de genuíno arrependimento. Uma base bíblica para identificar marcas de arrependimento é Lucas 3.8: “Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento”. Em outras palavras, embora não possa ver dentro do seu coração, quando o arrependimento existe no coração, este é o fruto que estará na árvore. Jesus disse: “Pelos seus frutos os conhecereis” (Mt 7.20). Então, podemos saber se alguém está arrependido, mas talvez não de imediato. A pessoa pode fazer a oração, dizer as palavras e derramar as lágrimas, e, com o tempo, você verá os frutos. É por isso que lemos em Atos 26.20: “...que se arrependessem e se convertessem a Deus, praticando obras dignas de arrependimento”.
A primeira marca de verdadeiro arrependimento é tristeza pelo pecado. Paulo diz em 2 Coríntios 7.9-10: “...fostes contristados segundo Deus... Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação”.
A expressão mais clara sobre os sentimentos que acompanham o arrependimento em toda a Palavra de Deus é tristeza. Mas nem toda a tristeza é arrependimento. O apóstolo Paulo diz que tristeza segundo o mundo é algo como: “Estou triste por sentir-me tão mal”, “Sinto muito que fui descoberto”, “Sinto muito por ter prejudicado tanto minha imagem”, “Sinto muito porque não gostas disso, Deus”. É um “Sinto muito por mim...”, “Sinto muito por mim...” em contraste a uma verdadeira tristeza de coração pelo que fiz contra Deus.

O pecado é antes de tudo uma rejeição a Deus. O pecado diz: “Tu não tens razão sobre isso, Deus. Não vou sofrer por isso, Deus. Tu não podes satisfazer esta necessidade em mim, Deus. Eu preciso possuir isso, Deus”. Pecado é uma rejeição a Deus. Genuíno arrependimento é uma rejeição desse pensamento errado. Começa com uma tristeza santa, angústia da alma. A primeira marca de verdadeiro arrependimento é tristeza pelo pecado. Só Deus pode concedê-la.

A segunda marca é repulsa pelo pecado. Veja o versículo 11: “Porque quanto cuidado não produziu isto mesmo em vós que, segundo Deus, fostes contristados!” O verdadeiro arrependimento de coração é óbvio, é zeloso, tem pressa, diligência. “Estou farto de minha boca fofoqueira.” “Não aguento mais meu olho lascivo.” “Estou cheio desse vício debilitante.”
Note no versículo 11: “que indignação”, um sentimento de forte desconforto e oposição em que o objeto antes desejado se torna repulsivo. “Não desejo aquilo mais. Não o suporto.” Então um dos frutos do arrependimento é repulsa. É quando “nada disponhais para a carne no tocante às suas concupiscências” torna-se realidade (Rm 13.14). Só Deus pode conduzi-lo para um lugar onde você cai em si e vê o pecado pelo que realmente é.

Eu acredito, porém, que você pode cultivar um coração arrependido. Você pode buscar ao Senhor. “...arai o campo de pousio; porque é tempo de buscar ao Senhor, até que ele venha, e chova a justiça sobre vós” (Os 10.12), e: “Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração” (Jr 29.13). Você pode buscar a Deus por arrependimento. Se pedir pão, ele lhe dará uma pedra? Deus não é relutante em conceder arrependimento, mas não creio que seja algo fácil de se conseguir: tristeza pelo pecado e repulsa pelo pecado. “Que cuidado... que indignação...”

A terceira característica do arrependimento é restituição a outros. Note também que em 2 Coríntios 7.11 Paulo diz: “que defesa”. É a idéia de empenhar-se para consertar as consequências do pecado. Quando você está realmente arrependido, você não vê a hora de acertar tudo com as pessoas que seu pecado feriu. Muitas pessoas na igreja dizem estar bem com Deus, mas não estão bem com aqueles que foram feridos pelo seu pecado. “Se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens” (Rm 12.18).

Que Deus nos perdoe por afirmarmos que estamos bem com ele, levantando mãos “santas” para ele, ao mesmo tempo em que ignoramos totalmente como nosso pecado afetou outros. Versículo 11 diz: “Em tudo destes prova de estardes inocentes neste assunto”. Você já fez tudo o que poderia ser exigido. Empenhou-se para ver o relacionamento restaurado.

Fonte: O Arauto da Sua Vinda, Ano 27 nº 1 - Janeiro/Fevereiro 2009

quarta-feira, 21 de abril de 2010

[REFORMANDA - SOLA SCRIPTURA] John Piper - 10 razões por que sou grato pela Bíblia inspirada por Deus

1. A Bíblia desperta a fé, a origem de toda a obediência.

Portanto, a fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Cristo. (Romanos 10:17)

2. A Bíblia liberta-nos do pecado.

Saberás a verdade, e a verdade fará com que sejas livre. (João 8:32)

3. A Bíblia liberta-nos de Satanás.

E ao servo do Senhor não convém contender, mas sim ser manso para com todos, apto a ensinar, paciente quando enganado, instruindo com mansidão os que resistem, se porventura Deus lhes dará arrependimento para conhecerem a verdade, e tornarem a despertar e desprendendo-se dos laços do diabo, em que a vontade dele, estão presos. (2 Timóteo 2:24-26)

4. A Bíblia santifica.

Santifica-os naverdade; a Tua palavra é a verdade. (João 17:17)

5. A Bíblia liberta-nos da corrupção e dá poder à divindade.

O Seu poder divino concedeu-nos tudo relacionado com a vida e a divindade, através da verdadeira sabedoria Dele que nos chamou pela sua própria glória e excelência. Pelas quais Ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção que há no mundo pelo desejo. (2 Pedro 1:3-4)

6. A Bíblia oferece amor.

E peço isto, que o vosso amor abunde mais e mais em ciência e todo o conhecimento. (Filipenses 1:9)

Ora o fim do mandamento é o amor de um coração puro e de uma boa consciência e de uma fé não fingida. (1 Timóteo 1:5)

7. A Bíblia salva.

Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina; persevera nestas coisas, porque fazendo isto te salvarás tanto a ti mesmo como aos que te ouvem. (1 Timóteo 4:16)

Portanto, no dia de hoje vos protesto que estou limpo do sangue de todos. Porque nunca deixei de vos anunciar todo o conselho de Deus. (Actos 20:26-27)

[Eles] perecerão, porque eles não recerberam o amor da verdadede maneira a serem salvos. (2 Tessalonicenses 2:10)

8. A Bíblia dá alegria.

Tenho-vos dito isto, para que o meu gozo permaneça em vós, e o vosso gozo seja completo. (João 15:11)

9. A Bíblia revela o Senhor.

E continuou o Senhor a aparecer em Silo, porquanto o Senhor se manifestava a Samuel em Silo pela palavra do Senhor. (1 Samuel 3:21)

10. Portanto, a Bíblia é a fundação para a minha casa e vida alegre e o ministério e esperança da eternidade com Deus.



Por John Piper. © Desiring God. Website: desiringGod.org
Original:
10 Reasons Why I Am Thankful for the God-Breathed Bible
Tradução:
Olivia Monteiro. Websie: pt.gospeltranslations.org

Via: voltemosaoevangelho.blogspot.com

Jesus é Deus - parte 5

5. Jesus é Onipresente

Mateus 18:20 – “Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.”

Mateus 28:20 – “...e eis que estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém”

João 3:13 – “Ora, ninguem subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho de Homem, que está no céu.”

6. Jesus é Onipotente

Mateus 8:27 – “E aqueles homens se maravilharam, dizendo: Que homem é este, que até os ventos e o mar lhe obedecem?”

Mateus 28:18 – “E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra.”

7. Jesus é Onisciente

Mateus 9:4 – “Mas Jesus, conhecendo os seus pensamentos, disse: Por que pensais mal em vosso coração?”

(ver também: Mateus 12:25, Mateus 22:18, Marcos 2:8, Lucas 5:22, Lucas 6:8, Lucas 9:46-48)

João 1:48 – “Disse-lhe Natanael: De onde me conheces tu? Jesus lhe respondeu e disse-lhe: Antes que Filipe te chamasse, te vi eu estando tu debaixo da figuera.”

João 2:24-25 – “Mas o mesmo Jesus não confiava neles, porque a todos conhecia e não necessitava de que alguém testificasse do homem, porque ele bem sabia o que havia no homem.

João 4:28-29 – “Deixou, pois, a mulher o seu cântaro, e foi à cidade, e disse àqueles homens: Vinde e vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito; porventura, não é este o Cristo?

João 6:64 – “Vinde e vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito; porventura, não é este o Cristo?

João 18:4 – “Sabendo, pois, Jesus todas as coisas que sobre ele haviam de vir, adiantou-se e disse-lhes: A quem buscais?

Colossenses 2:3 – “Em [Jesus] quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência.


segunda-feira, 19 de abril de 2010

Como Se Arrepender (parte 1) - James MacDolnald

*O texto a seguir foi adaptado de uma mensagem ministrada na Conferência “Heart-Cry for Revival” (Clamor do Coração por Avivamento) em abril de 2008, na Carolina do Norte, EUA.

Em determinada época da minha vida, tive um sonho que Deus usou para falar comigo. Eu estava passando por um período muito seco, espiritualmente. Começava a orar por algo e logo mais parecia estar mendigando do que orando. Tome muito cuidado com essa atitude de mendigar a Deus por coisas, porque passa a idéia de que precisa mais daquela coisa do que dele. É como se estivesse dizendo: “Tu não és suficiente para mim, Senhor; preciso daquilo”.

Eu conhecia bem as promessas das Escrituras, como, por exemplo: “...tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco” (Mc 11.24). Eu reivindicava o cumprimento de tais promessas – e quando isso não acontecia, ficava desapontado. Comecei a pregar uma série de mensagens na igreja, intitulada Deus está operando mesmo quando não posso vê-lo, porque nenhum outro tema fazia sentido para mim. Orava e jejuava e dizia: “Senhor, não posso continuar assim. Não posso mais ministrar se não sair desse lugar seco”.

Foi então que tive o sonho. No sonho, vi Deus operando de forma muito poderosa, como só acontece em sonhos. Vi Deus passando pelo país inteiro, como um rio inundando e lavando a terra. Fiquei ali, observando, e uma imensa alegria enchia meu interior, alegria verdadeira, alegria de alma. Superava e ofuscava tudo que antes eu conhecesse por alegria.

Quando me levantei de manhã, havia um esboço na minha mente. Tinha estes cinco pontos:

Deus no trono: um quadro de santidade. Precisamos voltar a vê-lo assim. Perdemos a visão de um Deus elevado e exaltado. Deus é glória inefável. Ele habita em luz inacessível. Ninguém pode ver Deus e viver. Nosso Deus é um fogo consumidor (Hb 12.29). Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo (Hb 10.31). Precisamos voltar a ver Deus no trono: um quadro de santidade.

Pecado no espelho: um quadro de quebrantamento. Na igreja, hoje, vemos pecado nos jornais e na vizinhança; conseguimos enxergar pecado por toda parte, menos no espelho, quando estamos olhando para nós mesmos. A maioria dos cristãos é muito deficiente quando se trata de enxergar seu próprio pecado. Se você perguntar a um cristão típico: “Em que aspecto de sua vida Deus está tratando agora, no sentido de santificá-la? O que ele está fazendo?”, ele responderá: “Não sei”.

O ego na lama: um quadro de arrependimento. Queremos subir a níveis mais elevados, mas não queremos descer antes. Toda nossa celebração superficial nunca toca o âmago da questão. Isaías dizia que eram “ofertas vãs” (Is 1.13). O ego na lama significa descer aos lugares mais humilhantes. Até onde seu ego já foi rebaixado?

Cristo na cruz: um quadro de graça. A graça só é impressionante quando é vista como o remédio para um problema visto e reconhecido. Graça sem pecado é inútil. É um remédio para uma doença que não admito possuir. Por outro lado, quando você vê pecado no espelho e o ego na lama, a graça é incrivelmente maravilhosa.

O Espírito no controle: um quadro de poder. O Senhor me deu Oséias 6.1-3 como tema desse esboço: “Vinde, e tornemos para o Senhor, porque ele nos despedaçou, e nos sarará; fez a ferida, e a ligará...” Eu amo especialmente esta promessa: “Como a alva a sua vinda é certa”. O sol nasceu hoje de manhã? Então, da mesma forma, Deus saiu para realizar sua obra no mundo, assim como faz todos os dias.

Primeiro passo no avivamento

Meu tema é o ponto central na lista acima: o ego na lama: um quadro de arrependimento. Arrependimento é o funil pelo qual passa todo avivamento. Você quer que seu coração seja tocado? Quer alcançar um lugar mais alto em Deus? Comece com arrependimento.

A palavra avivamento não está na Bíblia como substantivo. O verbo avivar (vivificar), porém, está. “Vivifica-nos, e invocaremos o teu nome” (Sl 80.18). “Desvia os meus olhos para que não vejam a vaidade, e vivifica-me no teu caminho” (Sl 119.37). “Estou aflitíssimo; vivifica-me, Senhor, segundo a tua palavra” (Sl 119.107, uma oração durante tempo de provação).

Arrependimento é o primeiro passo para o avivamento. Uma passagem clássica no Novo Testamento encontra-se em 2 Coríntios 7, que mostra uma verdade importante: arrependimento é uma boa coisa.

A igreja em Corinto era uma igreja problemática. Era composta de pessoas mundanas, sectárias, carnais. Paulo escreveu algumas cartas aos coríntios, duas das quais foram preservadas no Novo Testamento. Além disso, ele passou pela cidade de Corinto várias vezes.

As coisas que estavam acontecendo lá estavam entristecendo o coração de Paulo. Na segunda carta aos Coríntios, ele faz referência a uma carta anterior: “Porquanto, ainda que vos tenha contristado com a carta, não me arrependo; embora já me tenha arrependido (vejo que aquela carta vos contristou por breve tempo)...” (2 Co 7.8).
Nessa carta anterior, ele havia escrito, com termos bem fortes, mais ou menos o seguinte: “Vocês estão fazendo isso e aquilo. Parem de agir assim!” Paulo os amava e sabia que era difícil para eles ouvir palavras como essas. Dá a impressão de que ele teve alguns momentos de dúvida. “Será que falei demais? Fui duro demais com eles? Eu os amo. Não quero afastá-los.” Se você já passou por algo assim, sabe que esse tipo de situação parte o coração. Você não quer falar muito. Se não dá para apanhar o fruto, pelo menos não o machuque!

Entretanto, a igreja em Corinto precisava ouvir essas palavras, e alguém precisava dizê-las. Paulo disse que foram contristados ou feridos pela verdade apenas “por breve tempo”. Por quê? O Espírito Santo penetrou seus corações, sentiram-se contristados (com convicção de pecados) e se arrependeram.

Paulo escreveu: “Agora me alegro, não porque fostes contristados, mas porque fostes contristados para arrependimento” (v. 9). Em outras palavras, Paulo disse: “Agora estou tão feliz que disse aquelas palavras. Foi duro por um tempo. Eu não os queria perder, mas agora vejo que o Espírito Santo usou minhas palavras para trazer convicção, e isso quebrantou seu coração. Agora vocês se arrependeram, e estou muito contente que Deus tenha feito isso”.
Eis a chave: arrependimento.

Arrependimento em toda a Bíblia

Era essa a mensagem que se ouviu da boca de cada mensageiro bíblico. É impossível não percebê-la no Velho Testamento. Todos os profetas pregavam a mesma mensagem: “Arrependa-se!”. Ezequiel, Isaías e Oséias a pregavam: “Arrependa-se!”. A mesma mensagem foi pregada vez após vez após vez. Por quê? Porque é o funil pelo qual passa toda graça! Se Deus conseguir nos levar a um lugar de arrependimento, a partir daí tudo será abençoado. Contudo, enquanto não chegarmos a essa posição, nosso serviço para o Senhor será ineficaz.

Alguns argumentam que os entusiastas por avivamento só pregam do Velho Testamento. Vá ao Novo Testamento, então. Veja João Batista; sobre o quê ele pregava? “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mt 3.2). E os discípulos? Em Marcos 6.12, lemos que “saindo eles, pregavam ao povo que se arrependesse”. E, em Lucas 15.7, que “haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento”.

E na igreja primitiva? No dia de Pentecoste, mais de 3 mil pessoas se converteram. Qual foi o assunto naquela ocasião? “Arrependei-vos!” Era esse o assunto em Atos 2. E, novamente, em Atos 3.19,20: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados, a fim de que da presença do Senhor venham tempos de refrigério...”

Vocês querem tempos de refrigério, querem mesmo? Arrependam-se, para que venham tempos de refrigério. E a exortação em Atos 17.30: “Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos em toda parte se arrependam”.

Talvez você pense que era essa a mensagem dos apóstolos, mas não o coração de Jesus para nós. Leia Apocalipse 2.16: “Portanto, arrepende-te...”. Foi a mensagem de Jesus para a igreja em Pérgamo. “…e se não, venho a ti sem demora, e contra eles pelejarei com a espada da minha boca.” Em Apocalipse 3.19, Jesus diz: “A quantos amo…” Hoje, que tipo de mensagem daríamos à Igreja? “A quantos amo, eu abençôo? Paparico? A quantos amo, favoreço com toda sorte de maravilha?” Não é assim que Jesus age. “Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso, e arrepende-te.” Esse é o coração do Senhor para nós hoje, desejando que alcancemos um lugar de genuíno arrependimento.

O que é arrependimento?

Eu acho que a maioria das pessoas não sabem o que é arrependimento. Elas vivem a vida cristã e o processo de santificação de acordo com 1 João 1.9: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça". "Se confessarmos os nossos pecados..." – você sabe o que isso significa? Eu ouvi um estudioso da Bíblia dizer uma vez que confessar significa dizer o que Deus diz. O que Deus diz sobre pecado? Ele diz que é pecado. Então, o que eu digo? "É pecado, Deus. Perdoa-me, Deus, eu pequei novamente.” 1 João 1.9 diz: “…fiel e justo para nos perdoar”. “Sinto muito, Deus. Perdoa-me, Deus.” Que conceito medíocre de confissão!

Antes que você possa dizer o que Deus diz sobre pecado, você precisa ver o que ele vê. Arrependimento é o processo de ver o que Deus vê. Você nunca confessará de verdade enquanto não se arrepender antes. Confissão é fácil se vier depois do processo extremamente difícil de arrependimento. Se arrependimento fosse fácil, todos estariam se arrependendo. A maioria dos cristãos está presa em um ciclo de pecado, confissão, pecado, confissão, pecado, tomando posse da graça, citando 1 João 1.9 – mas sem qualquer mudança. Arrependimento é o processo de ver o pecado como Deus o vê. Não é uma coisa fácil de se fazer.

Arrependimento é mudança em todas as maneiras e em todos os níveis. Arrependimento não é mudar de cônjuge, de emprego, de endereço ou de amigos. Arrependimento é mudar no lugar em que é mais necessário. Arrependimento é mudar o interior da pessoa – a maneira como penso, como vejo, como sinto. Arrependimento não leva à mudança; arrependimento é mudança. Arrependimento é reconhecer o pecado pelo que é, seguido por uma tristeza do coração e culminando em uma mudança de comportamento. Você não se arrepende, e arrepende, e arrepende, e arrepende sobre as mesmas coisas, vez após vez. Não é que não possamos ter recaídas, mas arrependimento é mudança. Não penso mais sobre o pecado da mesma forma.

Arrependimento é minha mente, minhas emoções, minha vontade; é a totalidade de quem eu sou. Pense sobre a história do filho pródigo (Lc 15.11-32). Ele roubou a herança e acabou indo morar com porcos. Então, de repente, a Bíblia diz que ele caiu em si. Teve uma mudança de mente.

A Bíblia diz que arrependimento é um ato realizado em Deus (Jo 3.21). Você não o consegue fazer por si mesmo. Em Atos 5.31, diz: "Deus, porém, com a sua destra, o exaltou a Príncipe e Salvador, a fim de conceder a Israel o arrependimento e a remissão dos pecados." Deus oferece isso a você. E veja em Atos 11.18: "E ouvindo eles estas coisas, apaziguaram-se e glorificaram a Deus, dizendo: Logo, também aos gentios foi por Deus concedido o arrependimento para a vida".

Em 2 Timóteo 2.25, encontramos uma passagem clássica sobre o arrependimento ser uma obra de Deus. Paulo diz que os servos de Deus devem disciplinar "com mansidão os que se opõem, na expectativa de que Deus lhes conceda não só o arrependimento para conhecerem a verdade...".

Você não consegue ver a verdade por si mesmo. Se você ou alguém que você ama é prisioneiro do pecado, fica impossível para vocês enxergá-lo. Quando o filho pródigo estava naquele chiqueiro e voltou à razão, foi porque Deus o havia tocado. De repente, ele olhou em volta de si e pensou: “O que estou fazendo aqui?”.

Portanto, em primeiro lugar, ele teve uma mudança de mente. Depois teve uma mudança de coração. Ele teve este sentimento: “Não sou mais digno de ser chamado filho. Mereço ser escravo”. Passou a pensar de modo diferente sobre si mesmo. Antes ele estava inchado, mas depois voltou à razão e caiu em si.

Ele teve uma mudança de mente e uma mudança de coração, mas ainda faltava uma outra parte do arrependimento. Quando alguém realmente está se arrependendo, a vontade começa a unir-se à mente e a formar um plano. “Levantar-me-ei e irei ter com meu pai e lhe direi...” Quando a pessoa está verdadeiramente arrependida, não precisa dizer-lhe o que fazer. Ela descobre por si mesma quando Deus faz a obra em seu coração. Arrependimento é mente, é emoção, é vontade.


James MacDonald é pastor da Harvest Bible Chapel, Rolling Meadows, Illinois, EUA.

Fonte: O Arauto da Sua Vinda, Ano 27 nº 1 - Janeiro/Fevereiro 2009

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Citação - Charles H. Spurgeon


O púlpito deveria ser um pedestal para a cruz, mas ai de mim! Às vezes, a mesma cruz é utilizada apenas como suporte para a fama do pregador.
Do púlpito, podemos falar com eloquência, podemos mostrar gênio, podemos nos expressar com a poesia, podemos espalhar a luz da ciência, podemos impor preceitos morais, mas a menos que se faça de Cristo o centro da pregação, temos esquecido o nosso objetivo e não fazemo nada de bom . Satanás treme somente diante da cruz. Se vamos destruir o seu poder e estender este Reino santo e misericordioso, que é justiça, paz e alegria no Espírito Santo, devemos fazê-lo através do meio da cruz.


Charles Spurgeon.
FONTE: http://www.cristianievangelici.com/
VIA: http://www.projetospurgeon.com.br/