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sábado, 31 de julho de 2010

Nosso Salvador e Nossa Esperança - Vincent Cheung


… de Deus nosso Salvador e de Cristo Jesus nossa esperança… (1 Timóteo 1.1)

Deus deseja se revelar como Salvador. Como Paulo explica em outro lugar, Deus escolheu se revelar ao formar duas linhas de humanidade e na maneira como ele se relaciona com elas. Ele preparou algumas pessoas para destruição, e nelas revela sua justiça, ira e poder na forma que ele as pune e na forma que ele as torturará para sempre no inferno. Ele também demonstra sua paciência ao tolerá-los por um longo tempo, em vez de exterminá-los antes do tempo apontado. Por outro lado, ele preparou alguns para salvação, e neles ele demonstra seu amor e misericórdia, e sua bondade e generosidade. Esses são aqueles a quem ele escolheu, e que receberiam dele fé em Jesus Cristo.

A vontade de Deus é que os seus escolhidos o conheçam como Salvador e se relacionem com ele como Salvador. Isso é extraordinário, visto que outros tipos de criaturas não o conhecem dessa forma e não podem se relacionar com ele dessa forma. Por exemplo, os anjos que pecaram foram condenados e expulsos de sua presença. Deus não fez nenhum esforço para redimi-los. E aqueles anjos que permaneceram fiéis não precisam de salvação. Todavia, ao se revelar como Salvador àqueles que escolheu para salvação, Deus demonstra esse aspecto de sua natureza e caráter aos santos anjos também.

A revelação de Deus como Salvador demanda a admissão que a humanidade caiu numa condição que querer tal resgate divino. O “braço de carne” – a força, inteligência e cooperação da humanidade – não pode salvar. Não pode resolver nem mesmo os problemas naturais deste mundo, muito menos absolver os homens das demandas da justiça divina e arrebatá-los do fogo do inferno. Portanto, a porta para a revelação de Deus como Salvador é a percepção do homem como pecador.

Além do mais, Deus se revelou como Salvador de uma maneira específica e pessoal, isto é, em Jesus Cristo o Filho de Deus. Em sua sabedoria e decreto soberano, Deus fez de Cristo o único caminho pelo qual podemos conhecê-lo como Salvador. Ele não salva à parte de Jesus Cristo. Dessa forma, Jesus é a única esperança para a humanidade. Os não cristãos não têm nenhuma base para pensar que eles serão declarados justos diante do trono de Deus, ou para pensar que algo bom acontecerá a eles após a morte. Eles enganam a si mesmos quando se apegam aos seus falsos deuses e superstições, incluindo sua ciência e filosofia, e aqueles que confiam em suas boas obras não conseguirão nada melhor.

Por outro lado, estou certo que serei declarado justo diante do trono de Deus, pois estou certo que Jesus já foi declarado justo por Deus. Minha certeza não reside em algo em mim ou algo que tenha feito, mas na justiça perfeita de Cristo. E Cristo é a base da minha esperança, minha expectação, de que a bondade, misericórdia e gozo que é cheio de glória me aguardam do outro lado da morte. E isso não porque eu tenha conseguido essas recompensas por minhas boas obras. Não, até mesmo os melhores esforços são como lixo e imundícia diante da santidade de Deus – eles não passam pelo teste. Mas eu sei que Cristo foi testado e aprovado, e que ele assegurou todas essas coisas para mim. Ele me deu fé nele, de forma que por minha afiliação com ele, compartilho de sua herança da parte do Pai. O nível de minha estima por Cristo é o meu nível de confiança com respeito à minha salvação, pois ele é o meu Salvador e minha Esperança.

Traduzido por: Felipe Sabino de Araújo Neto – Julho/2009

http://www.vincentcheung.com/

Fonte: Monergismo

domingo, 18 de julho de 2010

Júbilo no Céu e Arrependimento - Edward Payson


Payson foi um pregador e escritor norte americano. Obteve sua graduação pela universidade de Harvard, em 1803, e foi diretor de uma importante escola em Portland. Foi o pastor da Igreja Congregacional de Portland, de 1807 até 1827, ano de sua morte.

Eu vos afirmo que, de igual modo, há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende (Lucas 15.10).

Por que os habitantes do céu se regozijam por pecadores arrependidos?... Deus não se alegra com o arrependimento de pecadores porque isso acrescenta alguma coisa à sua felicidade ou glória essencial. Ele é infinitamente glorioso e feliz; e continuará assim, embora todos os homens na terra e os anjos no céu se precipitassem loucamente no inferno... Então, por que Deus se regozija quando nos arrependemos?

Ele se regozija porque seus eternos propósitos de graça e seus compromissos com o Filho se cumprem. As Escrituras nos ensinam que todos os que se arrependem foram escolhidos por Deus, em Cristo Jesus, antes que o mundo existisse e dados a Cristo como povo de Deus, no pacto de redenção...

Deus se regozija quando pecadores se arrependem porque trazê-los ao arrependimento é uma obra dEle mesmo. É uma conseqüência do dom de seu Filho, uma conseqüência realizada pelo poder de seu Espírito. As Escrituras nos informam que Ele se alegra em suas obras. Com razão Deus se alegra nelas, pois são muito boas. Se Deus se regozija em suas outras obras, Ele se regozija muito mais nesta obra, visto que ela é a maior, a mais gloriosa e a mais digna de suas obras. Nesta obra, a imagem de Satanás é destruída, e a imagem de Deus é restaurada em uma alma imortal. Nesta obra, um filho da ira é transformado em herdeiro da glória. Nesta obra, um tição fumegante é removido das chamas eternas e plantado entre as estrelas do firmamento, no céu, para resplandecer ali com fulgor crescente e para sempre! E isso não é uma obra digna de Deus, uma obra em que Ele pode... se alegrar?

Deus se regozija com o arrependimento de pecadores porque isso Lhe dá oportunidade de exercer misericórdia e mostrar seu amor a Cristo, ao perdoá-los por causa dEle. Cristo é o Filho amado de Deus, que sempre se compraz nEle. Deus ama o Filho, como ama a Si mesmo, com infinito amor, uma amor que é inconcebível por nós quanto ao seu poder criativo e à sua duração eterna. Deus ama a Cristo não somente por causa da relação íntima e da união inseparável que existe entre Eles, mas também por causa da santidade e excelência perfeita de seu caráter, especialmente a infinita benevolência que Ele demonstrou em realizar e consumar a grande obra da redenção do homem. Visto que a natureza do amor consiste em manifestar-se a si mesmo em atos de bondade para com o objeto amado, Deus não pode fazer outra coisa senão revelar seu amor por Cristo e mostrar a todos os seres inteligentes quão perfeitamente Ele se agrada do caráter e da conduta de Cristo como Mediador...

Deus se regozija quando pecadores se arrependem porque se satisfaz em vê-los livres da tirania e das conseqüências do pecado. Deus é luz — perfeita santidade. Deus é amor — pura benevolência. A sua santidade e a sua benevolência fazem com que Ele se alegre quando pecadores são libertos do pecado. O pecado é aquela coisa abominável que Deus odeia. Ele odeia o pecado como uma coisa má ou perniciosa, repugnante ou destrutiva. O pecado é a praga, a lepra, a morte de criaturas inteligentes. Infecta e envenena as faculdades dessas criaturas. Lança-as nas maiores profundezas de culpa e miséria. Contamina-as com uma mancha que não pode ser removida por todas as águas dos oceanos, nem por todo o fogo do inferno, uma mancha que nada pode limpar, exceto o sangue de Cristo.

A malignidade da natureza do pecado é tal que, se pudesse ter acesso às regiões celestiais, logo transformaria os anjos em demônios e o céu, em inferno... O pecado já transformou os anjos em demônios. Já converteu o mundo, transformando em prisão aquilo que outrora era paraíso... Trouxe a morte ao mundo, bem como todas as nossas aflições... Agora mesmo o pecado anda com passadas gigantescas em nosso mundo escravizado, propagando ruína e infelicidade em inúmeras formas. Conflitos e discórdias, guerras e derramamento de sangue, fome e pestilência, doença e sofrimento seguem o rastro do pecado...

Se desejamos ver a consumação desses males e conhecer toda a extensão da miséria que o pecado tende a produzir, temos de segui-lo até ao mundo eterno. Temos de descer às regiões aonde não chegam a paz e a esperança. Ali, pela luz da revelação, contemplamos o pecado tiranizando suas vitimas infelizes com furor incontrolável, fomentando o fogo inextinguível e aguçando os dentes dos vermes imortais. Ali, vemos anjos e arcanjos, tronos e domínios, principados e potestades destituídos de sua glória e beleza primitivas, presos em cadeias eternas e vociferando furor e maldade contra Aquele em cuja presença eles, antes, se alegravam e cujo louvor entoavam. Seguindo-os através das longas eras da eternidade e vendo-os a se aprofundarem cada vez mais nos insondáveis abismos da ruína, blasfemando perpetuamente de Deus, por causa de suas misérias, e recebendo a punição dessas blasfêmias em acréscimos contínuos à sua infelicidade. Essas são as conseqüências do pecado. Essa é a inevitável condenação do impenitente.

Dessas profundezas de angústia e desespero, olhe para as mansões dos benditos e veja a que sublimidade de glória e felicidade a graça de Deus levará todo pecador que se arrepende. Veja em indescritível êxtase de alegria, amor e adoração aqueles que foram assim favorecidos, contemplando a Deus face a face, refletindo sua imagem perfeita, resplandecendo com um fulgor semelhante ao de seu glorioso Redentor. Veja-os repletos de toda a plenitude da Divindade e banhando-se naqueles rios de deleite que fluem para sempre à destra de Deus... Veja isso e diga se a infinita santidade e benevolência não pode se regozijar apropriadamente em todo pecador que, por meio do arrependimento, escapa das misérias e se assegura da felicidade aqui descrita de modo tão imperfeito!

Por que o Filho de Deus se regozija quando o pecador se arrepende?... Se perguntássemos por que Cristo se alegra por pecadores que se arrependem, responderíamos: porque lhes dá vida e nutrição espiritual; porque os redimiu, com seu precioso sangue, da miséria e desespero eternos. Cristo participa com o Pai e o Espírito Santo do gozo proveniente de outras razões. Todavia, o arrependimento é uma causa de alegria especial para Ele mesmo. Há muito fora predito que Cristo veria o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficaria satisfeito (Is 53.11). Em outras palavras, Ele veria os efeitos de seus sofrimentos no arrependimento e salvação de pecadores e consideraria isso uma recompensa suficiente por todos os labores e tristezas que Lhe foram designados e pelos quais teve de passar. Essa predição se cumpre todos os dias. Nosso Emanuel vê o fruto do penoso trabalho de sua alma em todo pecador que se arrepende e se regozija no fato de que suas agonias não foram sofridas em vão...

Quem pode imaginar as emoções com as quais o Filho de Davi contempla uma alma imortal sendo atraída aos seus pés pelos laços do amor, uma alma que Ele resgatou do leão rugidor pagando um preço tão infinito? Se amamos, valorizamos em qualquer objeto e nele nos regozijamos em proporção ao labor, sofrimento e preço que nos custou, para que o obtivéssemos, Cristo ama, valoriza e se regozija muito mais em todo pecador que se arrepende! Seu amor e gozo são indescritíveis, inconcebíveis e infinitos... E, permita-me acrescentar, se Ele se regozija em pecadores que se arrependem, qual será o seu gozo quanto todas as pessoas forem reunidas, de toda língua, raça e nação, e apresentadas imaculadas diante do trono de seu Pai?... Quão grande deve ser o gozo e a felicidade que satisfaz à benevolência de Cristo!

Por que os anjos se alegram a respeito de cada pecador que se arrepende? Eles se regozijam quando pecadores se arrependem porque Deus é glorificado, e suas perfeições são manifestadas em outorgar-lhes o arrependimento e a remissão dos pecados. As perfeições de Deus são vistas somente em suas obras. Suas perfeições morais são vistas apenas, ou pelos menos principalmente, em suas obras de graça. Deus manifesta mais de Si mesmo e mais de sua glória essencial em trazer um pecador ao arrependimento e perdoar seus pecados, por amor a Cristo, do que em todas as maravilhas da criação... Nesta obra, as criaturas podem ver, se posso assim dizer, o próprio coração de Deus.

Desta obra, os próprios anjos aprendem mais do caráter moral de Deus do que eram capazes de aprender antes. Eles sabiam que Deus era sábio e poderoso, pois viram a sua obra em criar todas as coisas. Sabiam que Deus era bom, pois os fizera perfeitamente santos e felizes. Sabiam que Deus era justo, porque O viram expulsar os seus irmãos rebeldes do céu para o inferno, por causa de seus pecados. Mas, enquanto não O viram outorgar arrependimento e remissão de pecados, por meio de Cristo, não sabiam que Ele era misericordioso. Não sabiam que Ele poderia perdoar um pecador.

Oh! que hora foi aquela quando esta grande verdade foi conhecida pela primeira vez no céu, quando o primeiro penitente foi perdoado! Uma nova canção foi colocada nos lábios dos anjos. E, embora tenham começado a entoá-la com indescritíveis emoções de amor, admiração e louvor, suas vozes se ergueram a um nível elevado, e eles experimentaram alegrias que não sentiam antes! Oh! como o som jubiloso: “Sua misericórdia dura para sempre”, se propagou de coro em coro, ecoou pelas abóbadas celestes e vibrou no peito de todos os anjos extasiados! E como eles clamaram a uma voz: “Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem” (Lc 2.14).

A misericórdia de Deus não é a única perfeição revelada nesta obra. Há mais poder e sabedoria demonstradas em trazer um pecado ao arrependimento do que em criar um mundo! Portanto, assim como os filhos de Deus cantaram e rejubilaram juntos quando Deus lançou os fundamentos da terra, assim também eles se regozijam com maior razão ao contemplarem as maravilhas da novacriação na alma de homens! Eles se deleitam em ver o começo da vida espiritual naqueles que, por muito tempo, estivavam mortos em delitos e pecados; em ver a luz e a ordem irrompendo nas trevas e confusão natural da mente; em ver a imagem de Satanás desaparecendo e as primeiras características peculiares da imagem de Deus surgindo na alma. Com satisfação inexpressível, eles vêem os corações de pedra transformados em corações de carne; observam as primeiras lágrimas do arrependimento que jorram dos olhos dos pecadores e ouvem as súplicas formuladas com imperfeição, os clamores infantis dos jovens filhos da graça. Com máxima prontidão, eles descem de sua habitação bendita para ministrar ao nascidos de novo, herdeiro da salvação. E cercam-no em hostes jubilosas, celebrando o seu nascimento com canções de louvor. Eles clamam: “Olhem, outro troféu da graça soberana e conquistadora!” Vejam outro cativo que o Filho de Davi libertou da escravidão ao pecado, outra ovelha do seu rebanho resgatado das garras do leão e da mandíbulas do urso! Vejam os principados e poderes das trevas frustrados. Vejam o homem forte banido. Vejam o reino de Jesus se expandindo. Vejam a imagem de nossos Deus multiplicada. Vejam outra voz afinada para unir-se nos aleluias dos coros celestiais. Isto é, ó nosso Criador, obra de tuas mãos. Glória a Deus nas alturas! Este é, ó adorável Emanuel, o fruto de teus sofrimentos. Hosana ao Filho de Davi! Adoração, honra e poder sejam tributados Àquele que se assenta no trono e ao Cordeiro para sempre!...

Ó meus amigos, deixem-se persuadir... deixem-se persuadir para dar júbilo a Deus, ao seu Filho e aos anjos benditos, fazendo deste dia um tempo festivo no céu, por arrependerem-se.

O arrependimento é um volver-se do pecado para Deus, por meio de Jesus Cristo; e a fé é a aceitação de Cristo para retornarmos a Deus. Assim, todo aquele que crê se arrepende, e todo que se arrepende crê. (Charles Hodge)




Extraído de “Joy in Heaven over Repenting Sinners”, em The Complete Works of Edward Payson, vol. III, reimpresso por Sprinkle Publications.

Traduzido por: Pr. Wellington Ferreira

Copyright© Editora FIEL 2010.

O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.

terça-feira, 6 de julho de 2010

"Que Deus te Amaldiçoe" - R.C Sproul


"Pois todos quantos são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque escrito está: Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las... Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro."
Gálatas 3:10,13

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Como Testemunhar À Uma Testemunha De Jeová - Ray Comfort

Eu corri para descer a escada ao som de um cão latindo e nossa campainha. Quando eu a abri, dois rapazes bem vestido na minha frente. Eu os cumprimentei com um caloroso, "Oi", a que um deles perguntou em perfeito Inglês, "Você conhece qualquer família de língua espanhola por aqui?"

"Na vizinhança existe uma família que fala espanhol. Do outro lado da estrada, há uma família da Indonésia, em seguida, uma indiana, depois, um inglês, e eu sou chinês. Quer ver uma foto de mim em um cruzeiro?"

Eles educadamente disseram que não, então eu rapidamente abri minha carteira e mostrei-lhes uma imagem de Tom Cruise com a palavra, “EU,” na sua testa. Eles riram.

"Então o que é que vocês estão vendendo?"

"Nada."

“Vocês são mórmons?"

"Não."

“Testemunhas de Jeová?"

"Sim".

“Diga-me. Eu tenho uma faca nas costas. Tenho três minutos para viver. Meu sangue e vida estão sendo drenada de mim. Eu sei que vou morrer. O que você vai dizer para mim. Como eu posso entrar no Reino?”

Eles olharam um para o outro. Em seguida, olharam para mim. Houve um morto silêncio. Era óbvio que eles não sabiam o que me dizer.

"Vamos lá pessoal. Estou morrendo. Tenho três minutos!"

Um deles disse, "eu não sei. Há muitas coisas que você tem que fazer." As outras em um eco, “muitas”.

Então o primeiro disse "Você tem que aprender. Você tem que adquirir conhecimento..."

“E sobre o ladrão na cruz? Qual o conhecimento que ele recebeu? Como ele pode aprender alguma coisa? Ele não podia virar as páginas de um livro - ele foi pregado a uma cruz. Ele provavelmente não podia ler nada. Mas Jesus disse-lhe, "Hoje você vai ficar comigo no Paraíso".

"Temos que ir agora."

"Vamos lá pessoal. Isso é importante. Gostaria de saber como entrar no Reino de Jeová. Quais são seus nomes?"

"Jonathan".

“Javier".

"Vocês se consideram boas pessoas?"

"Um... Sim."

"Você já disse uma mentira?"

"Sim".

“O que isso faz de você?"

"Um mentiroso."

Javier disse que ele havia roubado e depois ficou muito quieto. Jonathan disse que nunca tinha roubado perfídia, nem sequer olhou para uma mulher com luxúria. Nunca.

"Você é gay?"

"Não."

"A razão pela qual ainda não fiz isso porque eu nasci na verdade."

Eu expliquei, "Temos de enfrentar uma perfeita Lei no Dia do Juízo e não há nada que você e eu podemos fazer para nos salvar. Só o sangue de Jesus. Ele morreu por nós. Ele tomou o nosso castigo sobre si e, agora, Deus pode nos salvar através de sua misericórdia. É por isso que o ladrão foi salvo. Ele não fez nada para salvar-se porque ele não podia. Só Deus dá misericórdia e da graça para nos salvar. A Bíblia diz: 'Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie’. "Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas, segundo sua misericórdia, nos salvou”. Apocalipse 21:8 diz que todos os mentirosos terão sua parte no lago de fogo. Por isso que você precisa de Jesus Cristo, para levar seus pecados para longe. No momento em que você se arrepender e confiar nele, Deus vai te perdoar e te concederá a vida eterna.”

"Mas estamos fazendo o que Jesus fez."

"Ele ia de porta em porta?"

"Sim. Ele passou pelas cercanias e pregou o evangelho".

"Mas você está pregando o evangelho diferente daquele que ele pregava. A Bíblia diz que não há nada que você e eu podemos fazer para merecer o favor de Jeová - para ganhar a vida eterna. Somos salvos pela misericórdia de Deus. Essa é a forma como o ladrão na cruz pode ser salvo. Nós não somos salvos por fazer alguma coisa.”

"Isso quer dizer que eu posso acreditar em Jesus e, em seguida, tornar a mentir e roubar?"

"Não. Isso é hipocrisia, e os hipócritas não vão entrar no Reino. Você tem que somente se arrepender e confiar em Jesus Cristo para a sua salvação, e não tentar subornar a Jeová. Eu não devo fazer boas obras e pregar o evangelho para ser perdoado. Faço isso porque estou perdoado, e que a diferença é a vida e a morte, céu e inferno. Obrigado, amigos, por falarem comigo.”

"Obrigado."

Não houve argumentos sobre a divindade de Cristo, porque eu não deixei que a conversa fosse nessa direção. É importante lembrar que as Testemunhas de Jeová vêm os cristãos como errados "Trinitarismo", enquanto eles vêem a si próprios como protetores da glória de Jeová. Então eles vão ser incrivelmente teimosos de Jeová, sobre a questão da partilha de Sua glória com outro.

Quando Pedro disse que Jesus era o Cristo, o Filho do Deus Vivo, Jesus lhe disse, "Bendito és tu, Simão Bar Jonas, não foi a carne e o sangue que revelou isto a você, mas meu Pai que está nos céus," (Mateus 16:17). Assim, penso que a melhor maneira de alguém descobrir quem é Jesus, é por revelação do próprio Deus. Se eu tivesse começado citando versos bíblicos para fazer algum ponto sobre Jesus sendo Deus - "E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Aquele que se manifestou em carne foi justificado em espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo e recebido acima, na glória” (1 Timóteo 3:16, itálico acrescentado) ou" No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus" (João 1:1, itálico acrescentado) que teria começado citando de cor e, em seguida, eles teriam caído de volta no argumento da única e verdadeira tradução. Testemunhas de Jeová também negam a existência do Céu e inferno. Eles acreditam no aniquilamento, e que o Reino de Deus virá a esta terra, e será criado por milhares de anos. Os cristãos não podem sequer chegar ao acordo sobre questões das profecias e, por isso, deliberadamente permanecem afastado delas.

Tudo o que fiz foi segurar a verdade contra o erro e deixei os resultados nas mãos de Deus. Charles Spurgeon disse: "Ouvi dizer que se houver um pau torto, e pretende mostrar como é torto, não precisa de palavras resíduas na descrição. Pegue uma reta e coloque ao lado dela, e a coisa é feita diretamente.”

Todas as religiões têm as suas raízes na idolatria. Eles têm uma compreensão errada da natureza de Deus e a Seus virtuosos atributos. Quando você olha atentamente as suas crenças, torna-se evidente que são confeccionados dos ramos infrutíferos de auto-retidão. Eles pensam que podem subornar Deus com suas obras. Tal como os judeus do qual Paulo falou - eles sempre estabelecerão a sua própria justiça, sendo ignorantes da justiça, que é de Deus (cf. Romanos 10:3). A lei coloca o machado à raiz. Revela uma perfeita retidão e mata esperança de auto-salvação. Ela mostra a pessoa farisaica que o salto que ele está tentando fazer para o Céu é infinitamente além do seu alcance.

Eu tinha percebido que Javier havia se safado de acordo com o que eu estava dizendo. Quando ele perguntou novamente o meu nome, olhei diretamente para ele e disse que eles poderiam voltar a qualquer momento. Nós apertamos as mãos e saímos em boas condições. Eu entrei me sentindo muito bem porque eu tinha evitado fazer o que a Bíblia diz que não se deve fazer - para argumentar:

“E rejeita as questões tolas e desassisadas, sabendo que geram contendas; e ao servo do Senhor não convém contender, mas sim ser brando para com todos, apto para ensinar, paciente; corrigindo com mansidão os que resistem, na esperança de que Deus lhes conceda o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade, e que se desprendam dos laços do Diabo (por quem haviam sido presos), para cumprirem a vontade de Deus.”

(2 Timóteo 2:23-26)

Fonte: The Way of The Master