Páginas

sábado, 31 de julho de 2010

Nosso Salvador e Nossa Esperança - Vincent Cheung


… de Deus nosso Salvador e de Cristo Jesus nossa esperança… (1 Timóteo 1.1)

Deus deseja se revelar como Salvador. Como Paulo explica em outro lugar, Deus escolheu se revelar ao formar duas linhas de humanidade e na maneira como ele se relaciona com elas. Ele preparou algumas pessoas para destruição, e nelas revela sua justiça, ira e poder na forma que ele as pune e na forma que ele as torturará para sempre no inferno. Ele também demonstra sua paciência ao tolerá-los por um longo tempo, em vez de exterminá-los antes do tempo apontado. Por outro lado, ele preparou alguns para salvação, e neles ele demonstra seu amor e misericórdia, e sua bondade e generosidade. Esses são aqueles a quem ele escolheu, e que receberiam dele fé em Jesus Cristo.

A vontade de Deus é que os seus escolhidos o conheçam como Salvador e se relacionem com ele como Salvador. Isso é extraordinário, visto que outros tipos de criaturas não o conhecem dessa forma e não podem se relacionar com ele dessa forma. Por exemplo, os anjos que pecaram foram condenados e expulsos de sua presença. Deus não fez nenhum esforço para redimi-los. E aqueles anjos que permaneceram fiéis não precisam de salvação. Todavia, ao se revelar como Salvador àqueles que escolheu para salvação, Deus demonstra esse aspecto de sua natureza e caráter aos santos anjos também.

A revelação de Deus como Salvador demanda a admissão que a humanidade caiu numa condição que querer tal resgate divino. O “braço de carne” – a força, inteligência e cooperação da humanidade – não pode salvar. Não pode resolver nem mesmo os problemas naturais deste mundo, muito menos absolver os homens das demandas da justiça divina e arrebatá-los do fogo do inferno. Portanto, a porta para a revelação de Deus como Salvador é a percepção do homem como pecador.

Além do mais, Deus se revelou como Salvador de uma maneira específica e pessoal, isto é, em Jesus Cristo o Filho de Deus. Em sua sabedoria e decreto soberano, Deus fez de Cristo o único caminho pelo qual podemos conhecê-lo como Salvador. Ele não salva à parte de Jesus Cristo. Dessa forma, Jesus é a única esperança para a humanidade. Os não cristãos não têm nenhuma base para pensar que eles serão declarados justos diante do trono de Deus, ou para pensar que algo bom acontecerá a eles após a morte. Eles enganam a si mesmos quando se apegam aos seus falsos deuses e superstições, incluindo sua ciência e filosofia, e aqueles que confiam em suas boas obras não conseguirão nada melhor.

Por outro lado, estou certo que serei declarado justo diante do trono de Deus, pois estou certo que Jesus já foi declarado justo por Deus. Minha certeza não reside em algo em mim ou algo que tenha feito, mas na justiça perfeita de Cristo. E Cristo é a base da minha esperança, minha expectação, de que a bondade, misericórdia e gozo que é cheio de glória me aguardam do outro lado da morte. E isso não porque eu tenha conseguido essas recompensas por minhas boas obras. Não, até mesmo os melhores esforços são como lixo e imundícia diante da santidade de Deus – eles não passam pelo teste. Mas eu sei que Cristo foi testado e aprovado, e que ele assegurou todas essas coisas para mim. Ele me deu fé nele, de forma que por minha afiliação com ele, compartilho de sua herança da parte do Pai. O nível de minha estima por Cristo é o meu nível de confiança com respeito à minha salvação, pois ele é o meu Salvador e minha Esperança.

Traduzido por: Felipe Sabino de Araújo Neto – Julho/2009

http://www.vincentcheung.com/

Fonte: Monergismo

Nenhum comentário:

Postar um comentário