Páginas

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Citação - JI Packer

"A tristeza pelo pecado e a alegria do perdão de Deus e da segurança de seu amor não se acham longe um do outro, pois o Deus que convence do pecado é o Deus de misericórdia que salva; o arrependimento dos pecados e a confiança de Cristo para o perdão são dois lados de uma mesma moeda. Esse duplo aspecto voltado para Deus é a disciplina básica do viver  de todo o cristão, e é com relação a uma ou outra de suas facetas que obtemos mais vívida compreensão de Deus e nos apegamos mais fortemente a Ele."


segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Tudo Deve Começar Com Jesus


Uma vida cristã bíblica e sadia sempre deve começar com Jesus, não com uma lista de o que fazer e o que não fazer, ou mesmo com princípios próprios.

Como pessoas que foram resgatados de sua vã maneira de viver pelo precioso sangue de Jesus derramado na cruz devemos viver a luz dessa verdade sendo constrangidos pelo amor de Cristo e sabendo que não somos mais donos de nossas vidas, mas que fomos comprados por bom preço. (1Pe 1:18-19; 2Co 5:14-15; 1Co 6:20)

Tendo essas verdades em nós entendemos que temos um Senhor que é chamado nas Escrituras de "a principal pedra de esquina"(1Pe 2:6) e isso significa que assim como uma construção tem seu sustento de seu alicerce para que não venha a cair, o Senhor Jesus deve ser a base de tudo o que fazemos ou faremos (ex. namoro, casamento, procurar um emprego, estudos, etc.). Isso significa ser guiado por Deus, e assim seremos moldados dia apos dia a semelhança de Cristo.

"Tendo feito Jesus seu tudo, ele se tornará tudo para você" - Charles H. Spurgeon

Três conselhos práticos de como fazer isso:

1- Meditando na Palavra de Deus: Não há como conhecermos o Senhor Jesus senão pela Bíblia Sagrada, a perfeita e suficiente revelação de Deus. A Bíblia é um livro sobre Jesus, então devemos nos voltar à ela para conhecer nosso Senhor - vida, obra, mandamentos, etc.

2- Orando: A comunhão com Deus por meio da oração é fundamental para que possamos ser moldados por Deus. Pela oração podemos adorar, pedir pela manifestação do Espírito Santo e aplicação das verdades das Escrituras em nossas vidas para que Deus nos capacite a obedecê-Lo.

3- Servindo: É momento onde podemos externar que o fundamento de nossa vida é Jesus. O serviço, sem dúvida alguma, molda nossa vida.

Isso não são formulas magicas, que nos mudarão do dia para noite, mas com certeza uma maneira bíblica que nos ajudará a sempre ter o senhor Jesus como o começo de tudo o que fazemos, isso com certeza trará glória a Deus e alegria aos nossos corações.

Que Deus nos abençoe!


Versículos para meditar:

* João 15:1-5

* 1 Coríntios 3:11-15

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Seis Princípios Bíblicos para o Culto Corporativo - Mark Driscoll


O Novo Testamento é claro que o povo de Deus está regularmente reunido para o culto corporativo. Isso é aparente pela freqüência do uso da palavra grega ekklesia, que simplesmente significa assembléia do povo de Deus reunido.

Da mesma forma, Hebreus 10:24-25 ordena, “E consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras, não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros”. Quando o povo de Deus se reúne para o culto corporativo, os lideres da igreja devem assegura que os métodos que empregam alinham-se com seis princípios bíblicos para o culto.


1. O culto corporativo deve ser centrado em Deus

O culto não é uma ocasião para ouvirmos sermões sobre nós, cantar canções sobre nós, ou focar em como nos fazer sentir felizes inspirados. Desde que estamos inclinados a nos cultuar como ídolos, culto corporativo é uma importante ocasião para redirecionar nosso culto de volta a Deus.


2. O culto corporativo deve ser inteligível

O culto deve ser inteligível. Isso significa que não só o culto é conduzido em língua conhecida aos ouvintes, mas também que os termos técnicos doutrinais são explicados para que qualquer um entenda o que está sendo dito ou cantado. Isso também significa que o pastor não deve procura impressionar a congregação com seu vasto conhecimento de termos gregos e hebraicos, mas como João Calvino e os outros Reformadores argumentaram, ame seu povo falando-lhes claramente; o pastor deve querer que o povo seja impressionado com Jesus Cristo ao invés de consigo mesmo.


3. O culto corporativo deve ser sensibilizador

Porque há não cristão presentes nos encontros de culto corporativo, as pessoas que lideram esses encontros devem ser hospitaleiras com os não cristãos. Isso inclui que o pregador apresente o evangelho aos não cristãos, alguém explicando porque os encontros da igreja possuem certos elementos tais como a comunhão ou cânticos, e explicar os termos cristãos de maneira que permita que o não cristão entenda o que a Bíblia diz. Isso não significa que o culto inteiro seja sensibilista e designado principalmente como um encontro evangelístico, mas um esforço sincero é fazer com que o não cristão entenda e experimente o evangelho.


4. O culto corporativo não é egoísta

Se alguém quer expressar sua resposta pessoal a Deus de uma maneira que atraia a indevida atenção para eles e distraia a as outras respostas a Deus, eles devem fazer essa coisa em casa em privado. O encontro é para a resposta corporativa a Deus, não apenas resposta individual. No culto, Deus dá a Seu povo verdade, amor, esperança e vida, e qualquer um que distraia os outros de receberem o que Deus tem para eles e focarem em Deus precisa ser repreendido para que possa amadurecer e aprender a considerar os outros superiores a eles, como as Escrituras dizem.


5. O culto corporativo deve ter ordem

Enquanto a bíblia não prescreve ou descreve qualquer ordem de serviço no culto, é importante que tais encontros realmente funcionem com prevenção administrativa suficiente para ser útil e não frustrante ou distraente para os adoradores. Enquanto nem a igreja é perfeita, nem é o objetivo do culto corporativo encontra-se num desempenho impressionante, músicos que não podem manter o tempo, cantores que não podem cantar, auto-falantes com continuo feedbacks de áudio, as longas e estranhas pausas porque ninguém sabe o que está acontecendo ao lado, e pessoas falando em línguas ou profetizando fora da vez de uma maneira que a Bíblia proíbe, são todas coisa que distraem as pessoas de serem capazes de focarem em Deus e falsamente retrata Deus como caótico.


6. O culto corporativo deve ser missional

Os seres humanos, como portadores da imagem de Deus, são produtores de cultura, receptores e interpretes. Subseqüentemente, é sem sentido o cristão ignorar a cultura ou assumir cristianismo, é em si mesmo, uma cultura que existe separada das culturas nas quais a igreja existe. Para ser missional, o encontro da igreja tem que fitar a cultura em vez de ser uma subcultura importada de outro tempo ou lugar. Isso não significa que as antigas tradições (e.g. hinos, credos) não são usados, mas eles são usados porque contribuem para informar fielmente adoração de Deus em vez de perpetuar uma forma antiga que já não é a melhor para o ministério. Ainda, isso deve ser feito com grade reflexão teológica para não ligar a expressão artística e musica em ídolos.


Lembrando os elementos do culto corporativo

Quando o povo de Deus se reúne, os lideres da igreja também são requisitados para assegurar aquilo o que a Bíblia ordena que seja feito realmente seja feito. Há certos elementos que a Escritura prescreve para os serviços do culto corporativo reunidos como igreja. Muitos teólogos se referem a esses como elementos do culto corporativo, e eles incluem o seguinte:

1. Pregação (2 Timóteo 4:2)

2. Sacramentos do Batismo e da Mesa do Senhor (Mateus 28:19; 1 Coríntios 11:17-34)

3. Oração (1 Timóteo 2:1)

4. Leitura da Escritura (1 Timóteo 4:13)

5. Ofertas (2 Coríntios 8-9)

6. Canção e música (Colossense 3:16)

Deus em sua grande sabedoria tem dado princípios claros e práticos para guiar o culto corporativo de seu povo.



Fonte: The Resurgence

Tradução: Phelipe

sábado, 13 de agosto de 2011

Citação - Martinho Lutero


"Portanto, meu querido irmão, aprenda Cristo e o aprenda crucificado; aprenda a orar a ele, perdendo toda esperança em si mesmo e diga: 'Tu, Senhor Jesus, és a minha justiça, eu sou o teu pecado; tomaste em ti mesmo o que não eras e deste-me o que não sou'."

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

O PARADIGMA: Tornando-se Mais Semelhantes a Cristo - John Stott


Lembro-me muito claramente de que há vários anos, sendo um cristão ainda jovem, a questão que me causava perplexidade (e a alguns amigos meus também) era esta: Qual é o propósito de Deus para o seu povo? Uma vez que tenhamos nos convertido, uma vez que tenhamos sido salvos e recebido vida nova em Jesus Cristo, o que vem depois? É claro que conhecíamos a famosa declaração do Breve Catecismo de Westminster: “O fim principal do homem é glorificar a Deus, e gozá-lo para sempre”. Sabíamos disso e críamos nisso. Também refletíamos sobre algumas declarações mais breves, como uma de apenas sete palavras: “Ama a Deus e ao teu próximo”. Mas de algum modo, nenhuma delas, nem outra que pudéssemos citar, parecia plenamente satisfatória. Portanto, quero compartilhar com vocês o entendimento que pacificou minha mente à medida que me aproximo do final de minha peregrinação neste mundo. Esse entendimento é: Deus quer que seu povo se torne semelhante a Cristo. A vontade de Deus para o seu povo é que sejamos conformes à imagem de Cristo.

Sendo isso verdade, quero propor o seguinte: em primeiro lugar, demonstrarmos a base bíblica do chamado para sermos conformes à imagem de Cristo; em segundo, extrairmos do Novo Testamento alguns exemplos; em terceiro, tirarmos algumas conclusões práticas a respeito. Tudo isso relacionado a nos assemelharmos a Cristo.

Então, vejamos primeiro a base bíblica do chamado para sermos semelhantes a Cristo. Essa base não se limita a uma passagem só. Seu conteúdo é substancial demais para ser encapsulado em um único texto. De fato, essa base consiste de três textos, os quais, aliás, faríamos muito bem em incorporar conjuntamente à nossa vida e visão cristã: Romanos 8:29, 2 Coríntios 3:18 e 1 João 3:2. Vamos fazer uma breve análise deles.

Romanos 8:29 diz que Deus predestinou seu povo para ser conforme à imagem do Filho, ou seja, tornar-se semelhante a Jesus. Todos sabemos que Adão, ao cair, perdeu muito — mas não tudo — da imagem divina conforme a qual fora criado. Deus, todavia, a restaurou em Cristo. Conformar-se à imagem de Deus significa tornar-se semelhante a Jesus: O propósito eterno de predestinação divina para nós é tornar-nos conformes à imagem de Cristo.

O segundo texto é 2 Coríntios 3:18: “E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito”. Portanto é pelo próprio Espírito que habita em nós que somos transformados de glória em glória — que visão magnífica! Nesta segunda etapa do processo de conformação à imagem de Cristo, percebemos que a perspectiva muda do passado para o presente, da predestinação eterna de Deus para a transformação que ele opera em nós agora pelo Espírito Santo. O propósito eterno da predestinação divina de nos tornar como Cristo avança, tornando-se a obra histórica de Deus em nós para nos transformar, por intermédio do Espírito Santo, segundo a imagem de Jesus.

Isso nos leva ao terceiro texto: 1 João 3:2: “Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é”. Não sabemos em detalhes como seremos no último dia, mas o que de fato sabemos é que seremos semelhantes a Cristo. Não precisamos saber de mais nada além disso. Contentamo-nos em conhecer a verdade maravilhosa de que estaremos com Cristo e seremos semelhantes a ele, eternamente.

Aqui há três perspectivas: passado, presente e futuro. Todas apontam na mesma direção: há o propósito eterno de Deus, pelo qual fomos predestinados; há o propósito histórico de Deus, pelo qual estamos sendo transformados pelo Espírito Santo; e há o propósito final ou escatológico de Deus, pelo qual seremos semelhantes a ele, pois o veremos como ele é. Estes três propósitos — o eterno, o histórico e o escatológico — se unem e apontam para um mesmo objetivo: a conformação do homem à imagem de Cristo. Este, afirmo, é o propósito de Deus para o seu povo. E a base bíblica para nos tornarmos semelhantes a Cristo é o fato de que este é o propósito de Deus para o seu povo.

Prosseguindo, quero ilustrar essa verdade com alguns exemplos do Novo Testamento. Em primeiro lugar, creio ser importante que nós façamos uma afirmação abrangente como a do apóstolo João em 1 João 2:6: “Aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou”. Em outras palavras, se nos dizemos cristãos, temos de ser semelhantes a Cristo. Este é o primeiro exemplo do Novo Testamento: temos de ser como o Cristo Encarnado.

Alguns de vocês podem ficar horrorizados com essa idéia e rechaçá-la de imediato. “Ora”, me dirão, “não é óbvio que a Encarnação foi um evento absolutamente único, não sendo possível reproduzi-lo de modo algum?” Minha resposta é sim e não. Sim, foi único no sentido de que o Filho de Deus revestiu-se da nossa humanidade em Jesus de Nazaré, uma só vez e para sempre, o que jamais se repetirá. Isso é verdade. Contudo, há outro sentido no qual a Encarnação não foi um evento único: a maravilhosa graça de Deus manifestada na Encarnação de Cristo deve ser imitada por todos nós. Nesse sentido, a Encarnação não foi única, exclusiva, mas universal. Somos todos chamados a seguir o supremo exemplo de humildade que ele nos deu ao descer dos céus para a terra. Por isso Paulo diz em Filipenses 2:5-8: “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz”. Precisamos ser semelhantes a Cristo em sua Encarnação no que diz respeito à sua admirável humildade, uma humilhação auto-imposta que está por trás da Encarnação.

Em segundo lugar, precisamos ser semelhantes a Cristo em sua prontidão em servir. Agora, passemos de sua Encarnação à sua vida de serviço; de seu nascimento à sua vida; do início ao fim. Quero convidá-los a subir comigo ao cenáculo onde Jesus passou sua última noite com os discípulos, conforme vemos no evangelho de João, capítulo 13: “Tirou a vestimenta de cima e, tomando uma toalha, cingiu-se com ela. Depois, deitou água na bacia e passou a lavar os pés aos discípulos e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido”. Ao terminar, retomou seu lugar e disse-lhes: “Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Porque eu vos dei o exemplo” — note-se a palavra — “para que, como eu vos fiz, façais vós também”.

Há cristãos que interpretam literalmente esse mandamento de Jesus e fazem a cerimônia do lava-pés em dia de Ceia do Senhor ou na Quinta-feira Santa — e podem até estar certos em fazê-lo. Porém, vejo que a maioria de nós fez apenas uma transposição cultural do mandamento de Jesus: aquilo que Jesus fez, que em sua cultura era função de um escravo, nós reproduzimos em nossa cultura sem levarmos em conta que nada há de humilhante ou degradante em o fazermos uns pelos outros.

Em terceiro lugar, temos de ser semelhantes a Cristo em seu amor. Isso me lembra especificamente Efésios 5:2: “Andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave”. Observe que o texto se divide em duas partes. A primeira fala de andarmos em amor, um mandamento no sentido de que toda a nossa conduta seja caracterizada pelo amor, mas a segunda parte do versículo diz que ele se entregou a si mesmo por nós, descrevendo não uma ação contínua, mas um aoristo, um tempo verbal passado, fazendo uma clara alusão à cruz. Paulo está nos conclamando a sermos semelhantes a Cristo em sua morte, a amarmos com o mesmo amor que, no Calvário, altruistamente se doa.

Observe a idéia que aqui se desenvolve: Paulo está nos instando a sermos semelhantes a Cristo na Encarnação, ao Cristo que lava os pés dos irmãos e ao Cristo crucificado. Esses três acontecimentos na vida de Cristo nos mostram claramente o que significa, na prática, sermos conformes à imagem de Cristo.

Em quarto lugar, temos de ser semelhantes a Cristo em sua abnegação paciente. No exemplo a seguir, consideraremos não o ensino de Paulo, mas o de Pedro. Cada capítulo da primeira carta de Pedro diz algo sobre sofrermos como Cristo, pois a carta tem como pano de fundo histórico o início da perseguição. Especialmente no capítulo 2 de 1 Pedro, os escravos cristãos são instados a, se castigados injustamente, suportarem e não retribuírem o mal com o mal. E Pedro prossegue dizendo que para isto mesmo fomos chamados, pois Cristo também sofreu, deixando-nos o exemplo — outra vez a mesma palavra — para seguirmos os seus passos. Este chamado para sermos semelhantes a Cristo em meio ao sofrimento injusto pode perfeitamente se tornar cada vez mais significativo à medida que as perseguições se avolumam em muitas culturas do mundo atual.

No quinto e último exemplo que quero extrair do Novo Testamento, precisamos ser semelhantes a Cristo em sua missão. Tendo examinado os ensinos de Paulo e de Pedro, veremos agora os ensinos de Jesus registrados por João. Em João 17:18, Jesus, orando, diz: “Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo”, referindo-se a nós. E na Comissão, em João 20:21, Jesus diz: “Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio”. Estas palavras carregam um significado imensamente importante. Não se trata apenas da versão joanina da Grande Comissão; é também uma instrução no sentido de que a missão dos discípulos no mundo deveria ser semelhante à do próprio Cristo. Em que aspecto? Nestes textos, as palavras-chave são “envio ao mundo”. Do mesmo modo como Cristo entrou em nosso mundo, nós também devemos entrar no “mundo” das outras pessoas. É como explicou, com muita propriedade, o Arcebispo Michael Ramsey há alguns anos: “Somente à medida que sairmos e nos colocarmos, com compaixão amorosa, do lado de dentro das dúvidas do duvidoso, das indagações do indagador e da solidão do que se perdeu no caminho é que poderemos afirmar e recomendar a fé que professamos”.

Quando falamos em “evangelização encarnacional” é exatamente disto que falamos: entrar no mundo do outro. Toda missão genuína é uma missão encarnacional. Temos de ser semelhantes a Cristo em sua missão. Estas são as cinco principais formas de sermos conformes à imagem de Cristo: em sua Encarnação, em seu serviço, em seu amor, em sua abnegação paciente e em sua missão.

Quero, de modo bem sucinto, falar de três conseqüências práticas da assemelhação a Cristo.

Primeira: A assemelhação a Cristo e o sofrimento. Por si só, o tema do sofrimento é bem complexo, e os cristãos tentam compreendê-lo de variados pontos de vista. Um deles se sobressai: aquele segundo o qual o sofrimento faz parte do processo da transformação que Deus faz em nós para nos assemelharmos a Cristo. Seja qual for a natureza do nosso sofrimento — uma decepção, uma frustração ou qualquer outra tragédia dolorosa —, precisamos tentar enxergá-lo à luz de Romanos 8:28-29. Romanos 8:28 diz que Deus está continuamente operando para o bem do seu povo, e Romanos 8:29 revela que o seu bom propósito é nos tornar semelhantes a Cristo.

Segunda: A assemelhação a Cristo e o desafio da evangelização. Provavelmente você já se perguntou: “Por que será que, até onde percebo, em muitas situações os nossos esforços evangelísticos freqüentemente terminam em fracasso?” As razões podem ser várias e não quero ser simplista, mas uma das razões principais é que nós não somos parecidos com o Cristo que anunciamos. John Poulton, que abordou o tema num livreto muito pertinente, intitulado A Today Sort of Evangelism, escreveu:

“A pregação mais eficaz provém daqueles que vivem conforme aquilo que dizem. Eles próprios são a mensagem. Os cristãos têm de ser semelhantes àquilo que falam. A comunicação acontece fundamentalmente a partir da pessoa, não de palavras ou idéias. É no mais íntimo das pessoas que a autenticidade se faz entender; o que agora se transmite com eficácia é, basicamente, a autenticidade pessoal”.

Isto é assemelhar-se à imagem de Cristo. Permitam-me dar outro exemplo. Havia um professor universitário hindu na Índia que, certa vez, identificando que um de seus alunos era cristão, disse-lhe: “Se vocês, cristãos, vivessem como Jesus Cristo viveu, a Índia estaria aos seus pés amanhã mesmo”. Eu penso que a Índia já estaria aos seus pés hoje mesmo se os cristãos vivessem como Jesus viveu. Oriundo do mundo islâmico, o Reverendo Iskandar Jadeed, árabe e ex-muçulmano, disse: “Se todos os cristãos fossem cristãos — isto é, semelhantes a Cristo —, hoje o islã não existiria mais”.

Isto me leva ao terceiro ponto: Assemelhação a Cristo e presença do Espírito Santo em nós. Nesta noite falei muito sobre assemelhação a Cristo, mas será que ela é alcançável? Por nossas próprias forças é evidente que não, mas Deus nos deu seu Santo Espírito para habitar em nós e nos transformar de dentro para fora. William Temple, que foi arcebispo na década de 40, costumava ilustrar este ponto falando sobre Shakespeare:

“Não adianta me darem uma peça como Hamlet ou O Rei Lear e me mandarem escrever algo semelhante. Shakespeare era capaz, eu não. Também não adianta me mostrarem uma vida como a de Jesus e me mandarem viver de igual modo. Jesus era capaz, eu não. Porém, se o gênio de Shakespeare pudesse entrar e viver em mim, então eu seria capaz de escrever peças como as dele. E se o Espírito Santo puder entrar e habitar em mim, então eu serei capaz de viver uma vida como a de Jesus”.

Para concluir, um breve resumo do que tentamos pensar juntos aqui hoje: O propósito de Deus é nos tornar semelhantes a Cristo. O modo como Deus nos torna conformes à imagem de Cristo é enchendo-nos do seu Espírito. Em outras palavras, a conclusão é de natureza trinitária, pois envolve o Pai, o Filho e o Espírito Santo.


_________________________________________

Fonte do original em inglês: http://www.langhamp artnership. org/2007/ 08/06/john- stott-address- at-keswick/

Tradução: F. R. Castelo Branco Outubro 2007.


________________________________________
« Rev. John Stott foi Reitor Emérito da Paróquia Anglicana de All Souls, em Londres, ex-Capelão de SM a Rainha da Inglaterra, escritor e conferencista internacional. Pregou este Sermão na Convenção de Keswick, em 17 de julho de 2007; a Convenção de Keswick é um encontro periódico de evangélicos de inspiração pietista, na Inglaterra, com a presença de centenas de líderes de diversas denominações e países.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Como a Idolatria é Prejudicial Individual e Socialmente? - Mark Driscoll


Nós fomos criados para adorar a Deus e criar uma cultura na qual Deus é adorado em tudo da vida. Posteriormente, quando a é cometida a idolatria, toda a vida está implicada, prejudicial a indivíduos e a sociedades. Essa realidade nega o mito popular de que a idolatria não é prejudicial, ou que é apenas uma questão pessoal que não implica a sociedade em geral, como se nós fossemos indivíduos isolados não afetados ou que afetam os outros.


A idolatria destrói os idolatras

Em primeiro lugar, a idolatria prejudica os indivíduos que dela participam. Comentando sobre o livro de 1849 do filosofo dinamarquês Soren Kierkegaard, The Sickness Unto Death, Tim Keller diz,

Pecado é a recusa desesperada para encontrar sua identidade mais profunda em seu relacionamento e serviço a Deus. Pecado é procurar tornar-se a si mesmo, para obter uma identidade aparte dele... A maioria das pessoas pensa do pecado primeiramente como “quebrar as regras divinas”, mas Kierkegaard sabe que o primeiro de todos os Dez Mandamentos é “não terás outros deuses diante de mim”. Assim, de acordo com a Bíblia, a principal maneira de definir o pecado não é apenas o de fazer coisas ruins, mas a realização de coisas boas em coisa última. É buscando estabelecer um sentido do ‘eu’ fazendo outra coisa mais importante para o seu significado, propósito e felicidade do que seu relacionamento com Deus. (The Reason for God)


Nossa identidade é nosso ídolo

Tudo aquilo que baseamos nossa identidade e valor torna-se “endeusado”; esse objeto de adoração logo determina o que temos em glória e para o que vivemos. Se esse objeto é outra coisa senão Deus, somos idolatras adorando as coisas criadas. Para a maioria das pessoas, a sua proverbial “diz” que acontece quando eles se apresentam: Eles primeiro dizem seus nomes e, em seguida, dizem algo para efeito de, “Eu sou um [em branco]”. Como eles preenchem o espaço em branco (por exemplo, a educação, a vocação, numero de filhos, bairro que vivem) muitas vezes revela o que eles têm endeusado e estão construindo suas vidas por diante.

O problema que se seguiu é que nosso casamento, filhos, aparência, riqueza, sucesso, carreira, performasse religiosa, partido político, causa, relacionamento amoroso, posse, hobby, prazer, status, e poder ruem sob o peso de ser deus para nós. Em relação a instabilidade de uma identidade baseada em outra coisa senão a obra salvadora de Jesus Cristo para nos reivindicar como seu próprio, diz Keller,

Se alguma coisa ameaça a sua identidade você não ficará apenas ansioso, mas paralisados de medo. Se você perder a sua identidade por meio das falhas de alguém você não ficará apenas ressentido, mas preso a amargura. Se você perdê-la por seus próprios fracassos, você vai odiar ou desprezar a si mesmo como um fracasso enquanto você viver. Somente se a sua identidade é construída sobre Deus e seu amor, diz Kierkegaard, você pode ter um ‘eu’ que pode se aventurar em qualquer coisa, enfrentar qualquer coisa... Uma identidade não baseada em Deus também leva inevitavelmente a formas profundas de dependência. Quando tornamos coisas boas em coisa ultimas, somos, por assim dizer, espiritualmente viciados. Se tirarmos nosso sentido de vida de nossa família, nosso trabalho, uma causa, ou alguma realização que não seja Deus, eles nos escravizam. Temos que tê-los.


O amor de Deus é o fundamento de nossa identidade

Como portadores da imagem de Deus só teremos uma identidade verdadeira, duradoura, profunda, satisfatória, e suficientemente enraizada no amor de Deus. Keller diz,

Lembre-se disto – se você não vive para Jesus você viverá para outra coisa. Se você vive para a carreira e você não fizer bem, pode se punir toda a sua vida e você se sentirá como um fracassado. Se você vive para seus filhos e eles não se saem bem em tudo você poderia estar absolutamente em tormento porque você se sente sem valor como pessoa.

Se Jesus é o centro e Senhor e você o desaponta, ele lhe perdoará. Sua carreira não pode morrer por seus pecados. Você pode dizer: “Se eu fosse um cristão sairia por ai perseguido pela culpa o tempo todo!” Mas todos nós estamos sendo perseguidos pela culpa, porque temos de ter uma identidade e deve haver algum padrão de viver pela qual temos essa identidade. O que quer que você baseie sua vida – você tem que viver para isto. Jesus é o único Senhor para quem você pode viver quem morreu por você – aquele que deu seu último fôlego por você. Isso soa opressivo? Isso explica porque aqueles cujo ídolo é a beleza se tornam frenéticos para manterem suas aparências, mesmo se isso os leve para os transtornos alimentares, abuso de cirurgias estéticas e um pânico à medida que envelhecem. Da mesma forma, isso ajuda a explicar por que aqueles que são os mais ricos e famosos entre nós lutam com o abuso de substancias, depressão e até mesmo desejos suicidas.


A idolatria destrói sociedades

A idolatria também prejudica as sociedades nas quais ela é praticada, ao grau que é praticada. Em seu livro “Ídolos para Destruição”, Hebert Schlossberg pesquisa os vários ídolos da vida e do pensamento. De acordo com Schlossberg, o principal erro do nosso tempo decorre da tentativa de divinizar os vários aspectos da criação: história, natureza, humanidade, economia, natureza e poder político. Somente a afirmação e aplicação da distinção Criador-criatura pode aponta o caminho para fora disso. As questões, então, são essencialmente religiosas e moral; não vamos escapar de nossos dilemas com alguma nova forma de organização política ou um novo sistema econômico.

Schlossberg é enfático em ressaltar que só porque uma cultura se afasta de Deus, ela ainda se volta para algo para substituir Deus:

A sociedade ocidental, em se afastar da fé cristã, voltou-se para outras coisas. Esse processo é comumente chamado de secularização, mas que transmite apenas o aspecto negativo. A palavra conota o afastamento da adoração a Deus, enquanto ignora o fato de que algo está sendo colocado em seu lugar.


Se você idolatrar, você demoniza

Um dos grandes males da idolatria é que se idolatramos também devemos demonizar, como Jonathan Edwards corretamente ensinou em A Natureza da Verdadeira Virtude.

* Se idolatramos nossa raça, devemos demonizar as outras raças.

* Se idolatramos nosso gênero, devemos demonizar os outros gêneros.

* Se idolatramos nossa nação, devemos demonizar as outras nações.

* Se idolatramos nosso partido político, devemos demonizar os outros partidos políticos.

* Se idolatramos nossa classe socioeconômica, devemos demonizar as outras classes.

* Se idolatramos nosso família, devemos demonizar as outras famílias.

* Se idolatramos nosso sistema teológico, devemos demonizar os outros sistemas teológicos.

* Se idolatramos nossa igreja, devemos demonizar as outras igrejas.

Isso explica as grandes polaridades e acrimônias que afligem toda a sociedade. Se alguma outra coisa além da graça amorosa de Deus é a fonte de nossa identidade e valor, devemos defender tratando tudo e todos, que podem chamar nosso ídolo na questão, como um inimigo a ser demonizado, para que possamos permanecer nos sentido superiores do que as outras pessoas e salvar com o nosso ídolo.

Curiosamente, algumas pessoas estão cientes deste fato e idolatram a tolerância e a diversidade, como se fossem mais justos por causa de sua abertura de espírito. No entanto, mesmo aqueles que idolatram a tolerância e a diversidade devem demonizar aqueles que julgam ser intolerantes com certas diversidades. Simplificando, todo mundo que idolatra também demoniza e ao fazê-lo é um hipócrita que contribui para rasgar uma estrutura social de amor, paz e bondade que eles pretendem servir.


Adaptado de Doctrine: What Christians Should Believe por Mark Driscoll e Gerry Breshears

Fonte: The Resurgence

Tradução: Phelipe

sexta-feira, 15 de julho de 2011

“Evitar a tentação?”

A pergunta que me foi feita em uma conversa com alguns amigos de minha igreja. Estávamos falando sobre se santificar para Deus, permanecer em oração, e se encher da Palavra de Deus, quando um dos meus amigos disse “tá certo, mas depois de fazermos essas coisas temos que ver se estamos prontos para resistir a tentação”, ou seja, ele queria ir atrás de uma tentação para ver se conseguiria resistir. Eu disse “não! Temos que evitar a tentação”.

Esse fato, para mim, foi meio que engraçado porque pude ver que não só esse amigo, mas ainda existem pessoas que acham que podem ser “super crentes”, se colocando em risco de pecar só para comprovar que pode resistir.

Então, eu quero compartilhar as orientações sobre o assunto que deixei para meu amigo baseado no que Jesus disse:

1. Mateus 4:7 – “Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus.”(ênfase minha) No deserto, quando Jesus estava sendo tentado pelo diabo ele foi bem claro sobre a vontade de Deus para nossa vida. Jesus poderia muito bem fazer o que estava sendo sugerido pelo adversário, pois ele é o Filho de Deus, mas ele sabia que se podemos evitar a tentação é para fazermos assim, não precisamos provar nada a ninguém.

2. Mateus 6:13 – “E não nos conduzas à tentação; mas livra-nos do mal”.(ênfase minha) Na oração do “Pai Nosso” o Senhor nos ensina que devemos pedir ao Pai para que não nos leve para onde haja qualquer risco de pecarmos. Então por que procurar se na verdade deveríamos estar fugindo da tentação?

3. Mateus 26:41 – “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade o espírito está pronto, mas a carne é fraca”.(ênfase minha) Outra lição importante que Jesus nos deixa. A cautela e a oração são fundamentais não só na tentação, mas com ele disse “para que não entreis em tentação.

Claro que também seremos tentados em alguma área de nossa vida e quando acontecer que possamos ficar firmes em resisti-la, mas não significa devemos sair por aí procurando por isso.

Que Deus nos ajude!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Como a Adoração nos Transforma? - Mark Driscoll


Porque adoramos de nossa maneira no pecado, em última análise, precisamos adorar fora de nossa maneira. Quando cristãos cometem pecado, eles não cessam de adorar. Contudo, sua adoração é dirigida para longe do Criador em direção as coisas criadas. Arrependimento é o ato de abandonar o pecado e voltar-se a Deus confiando em Jesus Cristo que é o perfeito adorador. Este fato ajuda os idólatras a se tornarem adoradores. João só tinha isso em mente quando sumarizou sua epístola inteira com a frase final, “guardai-vos dos ídolos” (1 João 5:21).


Conheça seu ídolo

Depois de um sermão sobre namoro, uma jovem que afirmava ser cristã, estava namorando, dormindo, e vivendo com um não-cristão veio à frente para orar. Ela me pediu para orar para que Deus salvasse seu namorado para que, então, eles pudessem se casar e ser uma família cristã. Eu então citei Romanos 11:36-12:1 para ela: “A Ele seja a glória eternamente. Amém. Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional”. Eu expliquei a moça que sua cama era um altar pagão, e quando ele se deita nela com seu namorado, ela estava apresentando seu corpo como um sacrifício vivo ao cara como seu deus real, e a fornicação deles era sua adoração idolatra da coisa criada, nomeadamente seu namorado. Então, ela estava escolhendo o cara em vez de Jesus como a pessoa mais importante de sua vida, a base de sua identidade, a fonte da sua alegria e amor e esperança por afeição.


Lágrimas entre dois deuses

Um jovem rapaz sofreu por alguns meses e os vários medicamentos que ele tomou não o ajudaram. Ele era um novo-cristão e sua família era declaradamente anticristã e estava muito irritada que ele tinha se convertido ao cristianismo e que estava grandemente alegre com coisas como atender na igreja, comunhão, e leitura da Bíblia. Sua extensa e imediata família era muito fechada, eles estavam o evitando e zombando dele de uma maneira para fazê-lo parar de praticar sua fé. Quando isso não funcionou, seus pais cortaram sua escola particular, o que o requeria começar a trabalhar por longas horas para pagar seu caminho pela escola. A situação recentemente se elevou quando seus pais descobriram que ele havia conhecido uma moça cristã e ele a amava e estava considerando o casamento com ela e os dois possivelmente atendiam ao seminário e se preparavam para vida ministerial juntos. Seus pais o sentaram diante do resto da família e ele foi xingado e repreendido por horas. Era obvio que ele amava Jesus e sua família e aquela sua preocupação era causada por ser forçado escolher entre eles.

Expliquei-lhe que sua ansiedade e subseqüentes ataques de pânico foram o resultado de estar em conflito entre o temor do Senhor e o medo do homem. Provérbios 29:25 diz, “O medo do homem arma um laço, mas quem confia no Senhor está seguro”. De fato, a família desse homem tina fixado a armadilha em que ele estava, enquanto tentavam controlá-lo através do medo do homem. O conselheiro bíblico Ed Welch diz:

O temor, no sentido bíblico... inclui ter medo de alguém, mas se estende a manter alguém em reverência, ser controlado ou dominado por pessoas, adorar outras pessoas, colocar sua confiança nas pessoas, precisar das pessoas... o temor do homem pode ser resumido dessa forma: Nós substituímos Deus pelas pessoas. Em vez de um temor biblicamente orientada no Senhor, temos medo dos outros... Quando estamos em nossa adolescência, é chamado de “pressão dos pares”. Quando estamos velhos, é chamado de “agradar as pessoas”. Recentemente, tem sido chamado de “condependência”.

A única maneira de sair de seu pânico era temer a Deus como Provérbios 1:7 diz: “O temor do Senhor é o principio do conhecimento”. Enquanto ele não deve deixar de amar sua família, orar por sua família, e honrar seus pais enquanto guarda seu coração da amargura, ele precisava obedecer a Deus, mesmo se isso significa desobedecer a sua família. Se ele estivesse obedecido os seus pais, ele estaria os transformando em um ídolo acima de Deus como Senhor de sua vida. Por outro lado, se ele estivesse obedecido, ele deixaria de ser controlado pelo ídolo de sua família. Desde que ele estava os usando para tudo, desde o apoio financeiro para identidade e aprovação ao longo dos anos, liberá-los como ídolo lhe permitiria realmente parar de usá-los e começar a amá-los, fazendo e dizendo o que era verdadeiro e melhor para eles sem ter em conta o julgamento dele.


Se Jesus pode te perdoar, você pode também

Uma mulher revelou que tinha tido alguns abortos pouco antes de se tornar uma cristã, casando-se com um homem piedoso, e dar a luz a seus próprios filhos saudáveis. Ela explicou que tinha sido atormentada por seus pecados e não sabia como sair do poço de desespero que estava vivendo. Com lágrimas escorrendo pelo rosto, ela explicou como confessou o seu pecado de matar seus próprios filhos a Deus e acreditava que a morte de Jesus Cristo pagou sua pena e garanti-lhe perdão. Curiosamente, eu expliquei a ela que enquanto seu pecado foi certamente grave, eu não entendia porque ela não estava apreciando o perdão. Ela disse que era porque embora Deus a tenha perdoado, ela não podia se perdoar. Eu explique que ela tinha se tornado seu próprio ídolo, o senhor, e deus funcional de sua vida. Em dizer que Jesus a tinha perdoado e ela não conseguia perdoar a si mesmo, ela estava na verdade dizendo que ela era um deus acima de Jesus. Apesar de seu Deus inferior, Jesus, estivesse perdoando, seu deus supremo, ela mesmo, não estava.


Você deve destruir seu ídolo, não modificar seu comportamento

Numa sessão de aconselhamento pastoral, um homem confessou ser sexualmente viciado em pornografia e masturbação, e era culpado de cometer adultério com sua esposa; mesmo praticando sexo homossexual. Ele estava se encontrando com um conselheiro que não era um cristão e estava simplesmente tentando modificar seu comportamento invés de destruir seu ídolo. Suas perguntas para mim foram todas sobre mudança de comportamento e estava tentando descobrir como não ter acesso a televisão ou a internet no caminho.

Para ser justo, ele sabia que o pecado leva a morte e que estava matando ele, sua esposa e seu casamento. Ele tinha boas intenções, mas tinha sido apontado na direção errada em busca de uma solução. Eu expliquei que enquanto precisamos não tentar nossa carne e que as mudanças que ele fez eram provavelmente boas, elas não foram suficientes porque a verdadeira questão não era a internet, mas a idolatria. O que ele precisava não era a modificação de comportamento, mas transformação de adoração.

Na sua condenação de idolatria, Paulo predisse o mesmo estilo de vida que este homem estava vivendo (Romanos 1:25-28). Aqueles que falham em adorar a Deus seu Criador adoram aquilo que é criado. Isso pode ser qualquer pessoa ou coisa criada, mas frequentemente é a adoração do ”eu” e do sexo. Por quê? Porque, de tudo o que Deus fez, o corpo humano é o ápice da obra criativa de Deus (Gênesis 1:21). Este fato faz suas paixões e prazeres o mais provável candidato para a falsa adoração idólatra. Em nossa época, isso inclui um vício pela beleza, pornografia, pecado sexual, embriaguez, abuso de droga, prazer das pessoas, medo do homem, e a gula como Paulo disse, uma vez que para algumas pessoas, seu deus é a barriga.

Para este homem, o verdadeiro problema era que ele estava adorando o corpo criado ao invés do Deus Criador. Ele estava quebrando tanto o primeiro quanto o segundo mandamento, que o levou a quebrar o sétimo.


Sua casa “perfeita” como um ídolo

Ao entrar na casa de uma jovem mãe cansada, ela lamentou que sua casa não estava arrumada. Ela também descreveu como orou a Jesus para que seus filhos fossem mais organizados e limpos, mas Jesus não foi de nenhuma ajuda em tudo. Enquanto eu olhava ao redor da casa, ela realmente parecia muito limpa e arrumada para ser ocupada por crianças. Havia alguns brinquedos no chão, mas que era sobre isso. Mais tarde, em nossa visita, ela realmente disse, “Tudo é perfeito até que as crianças o arruínem”.

Sua casa se tornou seu ídolo. Sempre que seus filhos deixavam um brinquedo fora do lugar ou derramavam suco, eles não estavam simplesmente pecando ou cometendo um erro. Para ela, eles estavam destruindo sua vida e vandalizando seu perfeito lar celestial. Ou, para dizer de outra forma, eles não estavam adorando seu ídolo. Então, ela orou a Jesus, pedindo-lhe que tornassem seus filhos em adoradores de ídolo, que nunca deixem nada fora do lugar ou fizessem bagunça. Sua frustração com Jesus foi que ele não respeitou seu domínio em sua casa/reino e estava se recusando a se submeter a suas regras e servir seu ídolo.

Além disso, ela estava fazendo seus próprios filhos miseráveis, com exceção de uma filha que trabalhava para manter a casa limpa, como a sua mãe, e repreendeu seus irmãos; ela estava se transformando em uma segunda geração, adoradora de ídolo de justiça própria. Para piorar as coisas, quando o pai chegava em casa do trabalho, ele pegaria uma cerveja, sentaria em sua cadeira, assistiria a televisão e se desligaria de sua esposa e seus filhos, ignorando o que estava acontecendo na casa. Seu ídolo era o seu conforto, e sua cerveja, cadeira, televisão de tela plana eram seus salvadores funcionais. Salvadores que ele decidiu adorar além de Jesus, que o queria para aplicar o evangelho a ele, sua esposa e seus filhos para que eles pudessem destruir seus ídolos e vivessem somente como adoradores de Deus; esperando o dia em que eles passassem a curtir a casa perfeita que Jesus está preparando para nós.


O coração humano é uma fábrica de ídolos

Os exemplos são intermináveis, porque como bem disse João Calvino, o coração humano é uma fábrica de ídolos. Felizmente, como procuramos e destruímos nossos ídolos pela graça de Deus, nossas vidas são transformadas em atos de adoração para glória de Deus, nossa alegria, e bem dos outros quando apreciamos e administramos as coisas criadas sem endeusá-las, e amar as pessoas em vez de usá-las.


Adaptado de Doctrine: What Christians Should Believe by Mark Driscoll & Gerry Breshears

Fonte: The Resurgence

Tradução: Phelipe

quinta-feira, 12 de maio de 2011

O Que É O Amor?


O amor é sofredor, e benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecencia, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.



- 1ª Carta aos Coríntios 13:4-7 -

segunda-feira, 9 de maio de 2011

1 JOÃO: A Diferença Entre o Verdadeiro e o Falso Cristão - Andando na Luz


TEMA: Andando na Luz

TEXTO: 1 João 1:5-2:2

- Contexto: Nos primeiros quatro versículos João trata sobre a divindade de Jesus, de Sua encarnação e nossa comunhão com Deus.

- Agora, o autor faz uma comparação entre a luz e as trevas, verdade e mentira.


I – DEUS É LUZ

* Deus é luz e não trevas. A luz significa a santidade de Deus enquanto que as trevas são o símbolo do pecado (Jo 1:4,5).

* Quando João afirma que Deus é luz, ele está destacando um dos mais importantes atributos de Deus, que Ele não compactua com o pecado (Is 59:2; Sl 5:4).

* O que é interessante destacar, é que a mensagem que os discípulos ouviram, quando ainda inconversos da parte do Senhor Jesus, é sobre a natureza de Deus (João 17:3).

* Deus, na maioria das vezes, quando se apresenta a alguém nas Escrituras, sempre revela um ou mais atributos:

- Moisés – Ex 3:1-5

- Isaías – Is 6:1-5

- Os 3 jovens na fornalha de fogo ardente – Dn 3:20-25

- E mesmo no Salmo 24:7

* Hoje em dia existe uma grande falta de conhecimento do Deus verdadeiro. Como quando Paulo esteve em Atenas (At 17:16-23).

* O objetivo de nossa pregação hoje deve ser a de levar os pecadores ao conhecimento de Deus, porque quando se apresenta o Deus das Escrituras, eles terão a mesma reação de Moisés diante dos atributos de Deus.

- EXÔDO 34:6-8 – “Passando, pois, o SENHOR perante ele, clamou: O SENHOR, O SENHOR Deus, misericordioso e piedoso, tardio em irar-se e grande em beneficência e verdade; que guarda a beneficência em milhares; que perdoa a iniqüidade, e as transgressões e o pecado; que ao culpado não tem por inocente; que visita a iniqüidade dos pais sobre os filhos e sobre os filhos do filhos até a terceira e quarta geração. E Moisés apressou-se, e inclinou a cabeça a terra, adorou”.

* Deus é pleno e não há variação nele (e.g. ing e iang). (Ml 3:6)

* Só podemos conhecer a Deus por Jesus, porque ele é a revelação de Deus aos homens, ele é a luz (Jo 1:14; 8:12; 12.46).

* O gnósticos dizem que Deus existe, mas Ele está muito longe de nós e por isso não podemos conhecê-lo, mas as Escrituras dizem o contrário, que Deus quer esse relacionamento e é possível termos (2Co 5:18-20).

- Depois de afirmar que Deus é luz, agora ele faz uma distinção entre:


II- A VERDADEIRA E FALSA COMUNHÃO – VV. 6-7

1. A Falsa Comunhão – v. 6

* Muitas pessoas pensam que conhecem a Deus e tem um relacionamento com Ele, mas na verdade, eles têm comunhão com o “deus” criado por suas mentes pecaminosas, e isto é idolatria (Ex 20:4).

* A principal marca de alguém que não tem um relacionamento com Deus é a falta de mudança em sua vida (e.g. Eu creio em Deus e continuo roubando, mentindo, me prostituindo, etc.) – EX: um ator de filme pornográfico (http://www.genizahvirtual.com/2010/04/kid-bengala-agora-e-gospel-e-evangeliza.html)

* Tais pessoas vivem uma mentira, blasfemam o nome de Deus e não O conhecem.

2. A Verdadeira Comunhão – v. 7

* Se andamos em conhecimento de Deus significa que nascemos de novo (Jo 3:3).

* A verdadeira comunhão com Deus começa quando somos feitos nova criatura (2Co 5:17).

* Andar na luz significa está em Cristo, no Caminho (Jo 14:6).

* O pecado nos impedia de nos aproximar de Deus, e ele foi removido por Jesus na Sua morte expiatória na Cruz por nós (2Co 5:21).


III. TER COMUNHÃO COM DEUS NÃO SIGNIFICA QUE NÃO ESTAMOS PROPENSO A PECAR – vv. 8-10

* É fato que não somos perfeitos, e não seremos enquanto habitarmos esse mundo pecaminoso, e se negarmos que não temos pecados somos mentirosos.

- O próprio apóstolo Paulo afirmou que tinha pecado.

ROMANOS 7:19-24 – “Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço. Ora, se eu faço o que não quero, já não faço eu, mas o pecado que habita em mim. Acho então esta lei em mim, que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo. Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo nos meus membros outra lei, que batalha contra a lei do meu entendimento, e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meu membros. Miserável homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?”

* O que é pior em negar que temos pecados, é que confrontamos a Deus. Se eu perguntasse a você sobre isso, quem você me responderá que está com a verdade, Deus que nunca mente (Nm 23:19) ou o homem caído em pecados?

* E o que é mais importante é que quando negamos que temos pecado, provavelmente não temos Jesus, a Verdade (Jo 14:6).

* É por isso que devemos nos arrepender, confessar nossos pecados e Deus com certeza nos perdoará e nos purificará por Jesus.


CONCLUSÃO

* O outro objetivo pelo qual essa carta foi escrita, foi para que não pequemos, mas caso aconteça Jesus é por nós. Que ele morreu pelos nossos pecados e por aqueles que ainda não o conhecem, os Seus eleitos. – CAP 2:1-2.

* Devemos nos examinar e testar a nós mesmo segundo as Escrituras se de fato estamos na luz (2Co 13:5).

Primeira Conferência Cante as Escrituras

É com muita alegria e louvor a Deus que anunciamos a Primeira Conferência Cante as Escrituras, que ocorrerá na Igreja Batista Central de Fortaleza (de Pedras), no Ceará [como chegar?]. Acontecerá dia 21 de maio (sábado) das 19:00h às 21:00h. Iremos defender, através de uma análise bíblica, as três premissas básicas de nosso manifesto: “A música cristã deve ser centrada nas Escrituras“, “A música cristã deve ser baseada nos Atributos de Deus” e “A música cristã deve expor Cristo“.


Com o intuito de cobrir parcialmente alguns gastos e abençoar outras vidas, a conferência não será gratuita. Mas sem desespero! A entrada custará UM REAL + 1 kg de alimento não perecível. O dinheiro cobrirá gastos, os alimentos serão doados para a ação social da própria IBC.


Pregador: Yago Martins, diretor-fundador do Cante as Escrituras, membro do Ministério Voltemos ao Evangelho e da Missão GAP.


Se você mora no Nordeste do Brasil, especialmente no Ceará, não perca essa oportunidade. Esperamos você lá para juntos proclamarmos uma música gospel mais cristã!


NOTA: A conferência será transmitida ao vivo por twitcam. Siga o Twitter do Cante as Escrituras e esteja online dia 21, às 17:00 horas para conferir.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Citação - Charles H. Spurgeon



"Pregue somente a Cristo e não se atenha a outra coisa, não entre em disputas ou discussões, apenas mantenha os olhos fitos na cruz"

domingo, 24 de abril de 2011

O Túmulo da Jesus Está Vazio! - Justin Holcomb


De todas as doutrinas do Cristianismo, nenhuma é mais central que a ressurreição corporal dos mortos de Jesus Cristo. De maneira clara, se Jesus afirmou ser salvador, mas permaneceu morto em um túmulo após uma crucificação brutal, suas declarações eram, e são, vazias. Entretanto, se Jesus de fato ressurgiu dos mortos, então suas declarações sobre deidade, a penalidade de nossos pecados que ele levou em nosso lugar na cruz e suas afirmações sobre a eternidade são comprovadas.


Sem ressurreição, sem futuro

Sem a ressurreição, os cristãos não têm salvador e são deixados sem esperança de uma ressurreição futura, uma vez que o próprio Cristo não ressuscitou. Paulo escreve em 1 Coríntios 15.14,17: “E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé… E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados”. Com essa base apenas, é correto dizer que Paulo via a ressurreição como o eixo central da fé cristã.

Através da história da igreja, a verdade da ressurreição tem sido atacada de todos os ângulos. Novos livros e programas de televisão parecem questionar a verdade da ressurreição ao reciclar velhas teorias sobre o que aconteceu ao corpo de Jesus. Uma vez que a ressurreição é crucial ao Cristianismo, os cristãos devem estar preocupados em dar uma defesa apologética dela.


Relatos historicamente confiáveis

O primeiro passo para defender a ressurreição dos detratores é estabelecer o fato de que os eventos históricos aconteceram como transmitidos pelos Evangelhos. Como William Lane Craig notou em seu livro Reasonable Faith, “a questão é se as narrativas evangélicas são relatos historicamente confiáveis ou lendas”.

A ressurreição pode ser defendida demonstrando que os relatos evangélicos são:

1. Autênticos – eles foram escritos pelos autores que afirmam terem escrito

2. Puros – eles não foram alterados de sua forma original

3. Verdadeiros – os apóstolos não estavam enganados nem eram enganadores

Mesmo Bart Ehrman, o notório crítico do Novo Testamento, diz que “podemos dizer com certa confiança que alguns dos discípulos afirmaram ter visto Jesus vivo”.


Não apenas um túmulo vazio

Em seu impressionante livro The Resurrection of the Son of God, NT Wright estabelece o fato de que os eventos históricos aconteceram como transmitidos nos Evangelhos. Ele traça um mapa de antigas crenças sobre a vida após a morte tanto no mundo Greco-romano quanto no mundo judaico. Então, ele enfatiza o fato de que a crença dos cristãos primitivos sobre a vida após a morte pertencia firmemente a um contexto judaico, embora introduzisse algumas mutações novas e definições mais definidas. Isso, junto com outras características do cristianismo primitivo, força o historiador a ler as narrativas de Páscoa nos Evangelhos não simplesmente como racionalizações tardias da espiritualidade cristão primitiva, mas como relatos de dois eventos verdadeiros: o túmulo vazio de Jesus e suas aparições.

Os relatos dos Evangelhos são historicamente confiáveis, não meras lendas mitológicas embelezadas pelo tempo.

Uma defesa da ressurreição deve dar evidências para a validade histórica dos eventos descritos no Novo Testamento e deve mostrar como a ressurreição de Jesus provê a melhor explicação para esses dados históricos. Nesse texto, focaremos o túmulo vazio de Jesus Cristo.


O túmulo vazio

Uma das partes mais fáceis sobre os dados da ressurreição é estabelecer o fato de que o túmulo está vazio. Porque a localização da sepultura de Jesus era conhecida por aqueles que viviam em Jerusalém, teria sido difícil que as pessoas acreditassem na pregação apostólica da ressurreição de Cristo se não houvesse um túmulo vazio. O enterro de Jesus é largamente atestado em testemunhos primitivos e independentes, tanto bíblicos quanto extrabíblicos.

Além disso, como é frequentemente notado, as mulheres não eram consideradas testemunhas confiáveis na cultura judaica do primeiro século, portanto seria tolice que os autores tivessem construído ficcionalmente um relato envolvendo mulheres a fim de ganhar credibilidade.

Mateus 28.11-15 fala de um mito que se espalhou, entre os judeus, a respeito do corpo de Cristo. Aparentemente, os judeus estavam dizendo que os discípulos roubaram o corpo de Cristo. Isso é significante porque os judeus não negaram que o túmulo estava vazio, mas, pelo contrário, procuraram uma explicação alternativa para a ressurreição. O túmulo vazio é um fato histórico largamente comprovado.

Só o túmulo de Cristo estar vazio não significa necessariamente que a ressurreição aconteceu. De fato, existem quatro hipóteses alternativas para a ressurreição que têm se desenvolvido pelos anos.


Teoria da conspiração

Primeiro, alguns oferecem a hipótese da conspiração, que diz que os discípulos roubaram o corpo de Cristo e continuaram a mentir sobre sua aparição a eles. Nesse relato, a ressurreição foi uma farsa.

Essa hipótese não é apoiada normalmente entre os acadêmicos modernos por muitas razões:

1. A hipótese não leva em consideração que os discípulos acreditavam na ressurreição. É altamente improvável que numerosos discípulos estariam desejosos de dar suas vidas defendendo uma invenção.

2. É improvável que a ideia da ressurreição tivesse passado pelas mentes dos discípulos. O estudioso William Lane Craig escreve: “Se seu Messias favorito tivesse sido crucificado, então, ou você iria para casa ou você conseguiria outro Messias. Mas a ideia de roubar o corpo de Jesus e dizer que Deus o ressuscitou dos mortos é dificilmente algo que teria passado pela mente dos discípulos”.

3. Essa hipótese não consegue explicar as aparições pós-ressurreição de Cristo.


Morte aparente

A segunda hipótese que tenta explicar a ressurreição é a hipótese da morte aparente. Esse ponto de vista diz que Jesus não estava completamente morto quando foi retirado da cruz. No túmulo, Jesus foi reanimado e escapou, convencendo, assim, os discípulos de sua ressurreição.

Esse posto de vista é difícil de sustentar por algumas razões:

1. É improvável que um homem semimorto tivesse sido capaz de se levantar para caminhar, quanto mais mover a pedra que selava o túmulo, sobrepujar os guardas romanos e fugir.

2. Essa teoria não consegue explicar a alegação dos discípulos quanto à ressurreição de Cristo, pois se eles o tivessem visto depois que ele foi reanimado, teriam simplesmente pensado que ele nunca morreu.

3. É tolice pensar que os romanos, que aperfeiçoaram a arte de matar, teriam deixado alguém escapar por não assegurarem que ele estivesse morto.

4. Finalmente, dada a tortura física descrita nos relatos evangélicos, é altamente improvável que Jesus pudesse ter sobrevivido.


Túmulo errado

Terceiro, a hipótese do túmulo errado sugere que as mulheres perderam-se em seu caminho e acidentalmente tropeçaram sobre o protetor de um túmulo vazio. Quando ele diz “Jesus não está aqui”, as mulheres estavam tão desorientadas que elas correram e, mais tarde, o relato delas foi desenvolvido em um mito da ressurreição.

Como as outras teorias, virtualmente quase ninguém sustenta essa posição. Existem pelo menos três razões:

1. Primeiro, essa teoria não explica as aparições pós-ressurreição e é ilegítimo pensar que um erro simples teria levado um judeu do primeiro século a pensar que uma ressurreição tenha acontecido.

2. À luz da evidência primitiva disponível a respeito da localização do túmulo de Jesus, é quase impossível que as mulheres pudessem ter confundido sua localização.

3. Essa hipótese enfatiza que o protetor do túmulo disse que Cristo não estava ali, mas ignora a frase seguinte: “Ele ressuscitou!”.


Corpo removido

Quarto, alguns propõem a hipótese do corpo removido para explicar a ressurreição de Jesus. Essa teoria diz que José de Arimateia pôs Jesus em seu próprio túmulo, porém, mais tarde, o moveu para o cemitério dos criminosos. Os discípulos não estavam cientes de que o corpo de Jesus foi movido e, portanto, inferiram erroneamente que ele tinha ressuscitado dos mortos.

Devido à natureza espúria dessa teoria, virtualmente nenhum acadêmico moderno a sustenta:

1. Essa teoria não pode explicar as aparições pós-ressurreição de Cristo ou a origem da fé cristã.

2. É duvidoso que José não tenha corrigido o erro dos discípulos ao simplesmente mostrar onde ele pôs o corpo de Jesus.

3. O cemitério dos criminosos, muito provavelmente, era bem próximo ao local da crucificação, portanto faria pouco sentido que José não tivesse simplesmente enterrado Jesus ali, em primeiro lugar. De fato, era contra a lei judaica permitir que um corpo fosse movido depois que já tivesse sido enterrado.


A ressurreição realmente aconteceu

À luz dessas hipóteses falhas que tentam contestar a ressurreição, quem deseja negar a ressurreição de Cristo é deixado com o mistério inexplicável do túmulo vazio após três dias da morte de Cristo.


Fonte: The Resurgence

Via Tradução: Ipródigo


Justin Holcomb é um pastor na Mars Hill Church e director do Resurgence. Ele também é um professor. Ele tem dois mestrados pelo Reformed Theological Seminary e PhD da Universidade de Emory. adjunto de teologia no Reformed Theological Seminary.