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quinta-feira, 24 de março de 2011

quarta-feira, 23 de março de 2011

O Que é Idolatria? - Mark Driscoll


O oposto de adoração é idolatria. Todo ser humano, em cada momento de sua vida, hoje e na eternidade está incessantemente fazendo o primeiro ou o último. Sobre esse ponto N. T. Wright diz:

Os cristãos não são definidos pela cor de sua pele, pelo gênero, pela localização geográfica, ou até mesmo, surpreendentemente, por seu bom comportamento. Também não são definidos por um determinado tipo de sentimento religioso que possa ter. Eles são definidos em termos do Deus que eles adoram. É por isso que dizemos no Credo no coração de nossas liturgias regulares: nós somos definidos como pessoas que acreditam nesse Deus. Todas as outras definições da igreja estão abertas a distorções. Nós precisamos de teologia, precisamos de doutrina, porque se não temos, outra coisa virá para ocupar o seu lugar. E qualquer outra marca para a definição da igreja nos moverá na direção da idolatria.

Adoração é um entendimento biblicamente fiel de Deus combinada com uma resposta biblicamente fiel a Ele. Por outro lado, a idolatria é um entendimento antibíblico e infiel de Deus e/ou a resposta antibílbica e infiel a Ele.


Não acredite na propaganda*

Subjacente a idolatria é a mentira. Em João 8:44 Jesus descreve Satanás como “o pai da mentira”. A mentira em suas várias formas diz que você é deus, você pode se tornar um deus, você é uma parte de deus, você é digno de ser adorado como deus, você pode ser a fonte de sua própria identidade de vida e significado, você pode transformar a si mesmo, e pode transformar o mundo e seus problemas de pecado como uma espécie de herói/salvador. A resposta, portanto, não é olhar para fora de Deus para identidade, significado, percepção e salvação. Pelo contrário, a resposta é olhar para dentro de si para identidade, significado, percepção e libertação pessoal. A resposta, diz a mentira, encontra-se em mim e não em um Deus Criador que é separado e que governa sobre mim. É útil para esse processo interior coisas como drogas, transes, yoga, meditação, auto-estima, auto-realização, auto-aperfeiçoamento e auto-ajuda, todas as quais permitem que uma pessoa vá adentro de paz, harmonia, e iluminação, é dito, permitindo-lhe experimentar a unicidade com a consciência divina.


Trocando a verdade pela mentira

Repetindo Jesus, Paulo analisa a adoração e a idolatria brilhantemente em Romanos 1:18-32, contrastando a “mentira” da idolatria e a “verdade” da adoração. Sua declaração tese sobre tudo isso é Romanos 1:25, que fala de idólatras que “mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém”.

A verdade é o que vamos chamar de dualismo (dois-ismo). O dualismo é a doutrina bíblica de que o Criador e a criação são distintos e que a criação está sujeita ao Criador. Visualmente, você pode pensar nisso em termos de dois círculos, sendo um o Deus Criador e o outro contendo toda a Sua criação.

A mentira é o que chamamos de monismo (um-ismo). O monismo é a doutrina pagã e idólatra de que não há distinção entre o Criador e a criação e/ou a negação de que existe um Criador. A forma materialista de monismo é o ateísmo. O monismo espiritual é também frequentemente chamado de Nova Era, Nova Espiritualidade, ou Espiritualidade Integrativa.


A idolatria é interna

Enquanto a idolatria manifesta-se externamente, ela se origina internamente. Isso é primeiro revelado em Ezequiel 14:1-8 quando Deus repreende os anciãos de Israel, que “levantaram os seus ídolos em seus corações”. Na verdade, antes que alguém veja um ídolo com seus olhos, segure-o em suas mãos, fale dele com seus lábios eles o levantam em seus corações. O que isso significa é que eles violaram os dois primeiros dos Dez Mandamentos escolhendo algo como um deus funcional que eles desejam em seus corações, e logo o adorando por suas palavras e atos.

As idéias de Martinho Lutero sobre a idolatria – que a idolatria começa no coração do adorador – estão entre o mais perceptivos que o mundo já conheceu. Lutero diz,

Muitos pensam que tem Deus e todas as coisas em abundância quando tem dinheiro e posses, ele confia nelas e gaba-se delas com tal firmeza e segurança quanto aos cuidados de qualquer um. Eis que tal homem tem um deus, por nome Mamom, e.g., dinheiro e posses, nos quais ele coloca todo seu coração, e que são os ídolos mais comuns na terra. ... Assim, também, qualquer que confia e se gaba de que possui grandes habilidades, prudência, poder, favor, amizade e honra tem também um deus, mas não o verdadeiro e único Deus. ... Por isso repito que a explicação principal dessa questão é que para ter um deus é ter algo em que o coração confia totalmente. ... É assim com toda idolatria, pois não consiste unicamente em erigir uma imagem e adorá-la, mas sim no coração. ... Pergunte e examine ao seu coração com diligência, e você vai descobrir se ele se une somente a Deus ou não. Se você tem um coração que não pode esperar nada Dele a não ser o que é bom, especialmente na necessidade e angústia, e que, além disso, renuncia e abandona tudo o que não é Deus, então você tem o único Deus verdadeiro. Se, pelo contrário, une-se a qualquer outra coisa, de que espera melhor e ajuda do que de Deus, e não se refugia Nele, mas na adversidade foge Dele, então você tem um ídolo, um outro Deus.


Maneiras de evitar a idolatria

Para aqueles que querem evitar a idolatria, as idéias a seguir podem ser úteis:

* Tenha cuidado de fazer uma coisa boa, como casamento, sexo, filhos, saúde, sucesso, ou estabilidade financeira, uma coisa final, ou que Jesus chamou de “tesouro”.

* Evitar participar de qualquer comunidade religiosa onde as claras verdades reivindicadas das Escrituras são ignoradas enquanto práticas contemplativas e místicas são favorecidas simplesmente por sua experiência espiritual.

* Tenha cuidado com qualquer igreja ou ministério em que os atos de misericórdia e gestão ambiental são desprovidos de uma teologia da cruz e acaba sendo pouco mais do que culto a pessoas e coisas criadas.

* E tome cuidado para não adorar uma coisa boa como um deus coisa para aquilo que é uma coisa má.


(*) No inglês é a palavra ‘hype’ que significa, basicamente, publicidade exagerada, positiva ou promoção de um produto através da mídia. Portanto, acreditando que o ‘hype’ seria confiar na publicidade sobre o que está se referindo.


Fonte: The Resurgence

Tradução: Phelipe

Blog: pheliprey.blogspot.com

domingo, 13 de março de 2011

1 JOÃO: A Diferença Entre o Verdadeiro e o Falso Cristão - A Palavra de Vida

TEMA: A Palavra de Vida

TEXTO: 1 João 1:1-4

João, em suas primeiras palavras, fala e defende o Senhor Jesus e sua obra.

I- A NATUREZA DIVINA DE JESUS – v.1

> João começa falando da natureza eterna de Jesus, dizendo, “O que era desde o principio”, de forma semelhante como no primeiro versículo do Evangelho de João – Jo 1:1 – “No principio era o verbo, e o verbo estava com Deus e o verbo era Deus.”

- VERBO – grego: Logos – a palavra eterna e criadora de vida.

> Isso significa que Jesus é a Palavra de Deus eterna e de vida;

> Existe algumas seitas como os Testemunhas de Jeová, que afirmam que Jesus foi a primeira criação de Deus. Sendo uma divindade inferior e não igual a Deus. Jesus é a segunda pessoa do Universo, o ser gerado por Deus (Cl 1:15; Ap 3:14: Hb 1:5).

- Esses são argumentos facilmente refutáveis:

1º) A Bíblia diz que TODAS as coisas foram criadas por Ele (Jesus) e sem Ele nada do que foi feito se fez, isso deveria incluí-lo, então isso significa que para Cristo ter sido criado era necessário que Ele mesmo já existisse e houvesse de criado. Então isso prova que Ele é eterno (Jo 1:2-3; Cl 1:16).

2º) Quando a Bíblia chama Jesus de “o primogênito de toda a criação” significa que Ele é superior à criação, acima de todas autoridades, e o cabeça da igreja, pois nem sempre a palavra PRIMOGÊNITO, na Bíblia, significa o primeiro que nasceu. Esta palavra é usada várias vezes para mostrar a posição de honra ou privilégio que alguém recebeu (Cl 1:15; Ap 3:14).[5]

3º) Esse é um comentário incrível de C.S. Lewis sobre Cristo ser gerado de Deus (Na verdade é a idéia do que ele disse):

- Tudo o que é CRIADO é feito de algo diferente de seu criado, isto é, quando alguém cria um robô, com toda certeza o robô será feito com matérias diferentes dos homens que são de pele e osso; e sim serão feitos de ferro, cobres e outros metais. Por outro lado, tudo o que é GERADO é da mesma natureza de quem ou o que o gerou, por exemplo, uma mãe, quando gera um filho, o filho será de pele e osso como a mãe, a mesma natureza. O mesmo acontece com Deus e Jesus, Seu Filho, Deus só pode gerar Deus, isso significa que se Jesus foi gerado de Deus Ele também é Deus.[6]

> Com isso João afirma que ele e os outros discípulos viram o verbo de Deus.

II- A NATUREZA HUMANA DE JESUS – v.2

> Depois de falar da divindade de Jesus, o Verbo de Deus, a Palavra da vida, agora ele fala do verbo que “se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1:14).

> Jesus é a vida manifestada. Para se conhecer a vida é necessário saber que há a morte. E nós estávamos mortos em nossos delitos e pecados, e separados de Deus (Ef 2:5; Rm 3:23).

> O próprio Deus foi quem enviou Seu Filho, isso nos mostra que Ele é amor (Jo 3:16).

> Os discípulos viram, testificaram e por isso anunciaram essa vida.

> Se realmente tivermos um encontro com o Senhor e fomos transformados também devemos anunciar essa vida eterna aos que estão mortos espiritualmente.

> Jesus como homem implica que ele tinha fome, sono, sede, cansaço, etc. como os seres humanos, e assim ele foi manifestado (Mt 4:2; Mt 8:24; Jo 4:6,7).

III- A COMUNHÃO COM DEUS – v.3

> Os viram, ouviram, e anunciaram essas coisas para que possamos ter comunhão com Deus.

> Lembrando novamente que a condição do homem era de separação de Deus (Rm 3:23).

> Quando nos arrependemos e depositamos nossa confiança em Jesus somos reconciliados com Deus e passamos ter comunhão com Deus (Mc 1:15; Jo 3:16; 2 Co 5:18).

> Quando João fala sobre comunhão com Deus, ele já está desfrutando da comunhão com o Pai e com Filho que o próprio o Jesus disse que deveríamos ter (Jo 17:11).

> Deus não gosta de divisão e sim de união. Quando vimos o Deus triuno; o Pai, o Filho e Espírito Santo em união plena. Dessa forma nosso Deus deseja a comunhão entre Seus filhos e consigo mesmo.

> Isto implica em amor, renuncia, devoção, etc.

> Não há nada melhor do que a comunhão com Deus, mesmo o pecado, e por isso devemos ansiar e buscar por essa comunhão por Cristo, nosso Senhor.

IV- A FELICIDADE COMPLETA – v.4

> A felicidade completa é um dos propósitos pelo qual João escreveu essa carta.

> Essa felicidade é o resultado de nossa comunhão com Deus. Isso não significa que jamais passaremos por aflições, tristezas, etc; mas que independente de nossa situação confiamos em Deus, por isso somos felizes.

> João batista nos conta uma grande verdade quando afirma que seu gozo (alegria) só será completo quando ele diminuísse e o Senhor Jesus crescesse, e o nosso também será (Jo 3:29-30).

> A felicidade no céu só será eterna porque o próprio Deus será tudo o que desejamos, e isso é maravilhoso.

> Devemos diminuir e exaltar Jesus em nossos corações.

CONCLUSÃO

Todas essas coisas só são possíveis por causa da Palavra da Vida, que é Jesus. Ele deve ser o centro de nossas vidas, o que queremos ser, quem queremos adorar e conhecer todos os dias.



Notas:

[5] Dennis Allan, Apostila “Um Estudo do Apocalipse de Jesus Cristo”, 2006.

[6] C.S. Lewis, Cristianismo Puro e Simples:

O que Deus gera é Deus, assim como o que o homem gera é homem. O que Deus cria não é Deus, assim como o que o homem faz não é homem. É por isso que os homens não são filhos de Deus no mesmo sentido em que Cristo o é. Podem se parecer com Deus em certos aspectos, mas não são coisas da mesma espécie. Os homens são mais semelhantes a estátuas ou quadros de Deus. [...]”

sábado, 12 de março de 2011

1 JOÃO: A Diferença Entre o Verdadeiro e o Falso Cristão - Introdução


Hoje vou começar a postar as anotações que levei ao púlpito quando preguei uma série de mensagens em minha igreja sobre a 1ª Epístola de João. Lembrando que não são textos, mas esboços que utilizei e espero que ajudem os irmão em Cristo tanto referente a pregação quanto na devocional e por serem tão simples espero que seja usado para evangelizar.

A parte da introdução sobre a Epístola está incluso no primeiro esboço, mas decidi colocar separado.

TÍTULO: 1 JOÃO – A Diferença Entre o Verdadeiro e o Falso Cristão

INTRODUÇÃO À EPÍSTOLA

Sobre o autor:

- Foi o mesmo João que escreveu o Evangelho que tem o seu nome; ele era um judeu devoto, era pescador, tinha por irmão o apostolo Tiago, era filho de Zebedeu, provavelmente o mais novo dos doze discípulos; entre os três discípulos mais próximos de Jesus (Pedro, Tiago e João), João era o mais achegado com Jesus, tanto que ele é conhecido como o discípulo a quem ele muito amava (Mt 4:21; Mc 3:17; Mc 14:13; Jo 13:23).

Sobre a epístola:

- De um ponto de vista estritamente literário, 1 João poderia ser classificada como um sermão ou um discurso teológico. A razão é que não se encontra na carta qualquer menção de autor, destinatária, introdução saudação e despedida. Essa carta provavelmente foi direcionada para as pequenas congregações da Ásia Menor que necessitavam de instruções e conselhos que os ajudassem a viver a plenitude da vida cristã em Cristo.[1]

- A razão principal pela qual João escreveu essa carta está em 1 João 5:13:

“Esta coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna, e para que creias no nome do Filho de Deus.”

- Tradicionalmente, se admite que foi escrito em Éfeso, por volta dos anos 90 d.C.[2]

- Na carta o autor demonstra preocupação com alguns ensinos, que não estão explícitos, mas nota-se pela continua repetição de alguns temas nessa carta. O autor não diz quais eram as doutrinas e nem quem eram os causadores de sua preocupação, mas provavelmente, tratava-se de alguns ensinamentos que, sob o nome genérico de “gnosticismo”, começavam desde então a infiltrar-se nos círculos cristãos da Ásia Menor.[3]

- A epistola inteira é um testemunho com respeito ao “Verbo da Vida” (1:1).[4]




Notas:

[1] Bíblia de Estudo Almeida, Introdução da Epístola de 1 João, Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

[2] Bíblia de Estudo Almeida, Introdução da Epístola de 1 João, Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

[3] Bíblia de Estudo Almeida, Introdução da Epístola de 1 João, Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

[4] Bíblia de Estudo Almeida, Introdução da Epístola de 1 João, Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.









terça-feira, 8 de março de 2011

Citação - A.W. Pink



"O fundamento de todo verdadeiro conhecimento de Deus deve ser uma clara apreensão mental de Suas perfeições como reveladas nas Escrituras. Não se pode confiar, adorar ou servir a um Deus desconhecido".