Páginas

domingo, 13 de março de 2011

1 JOÃO: A Diferença Entre o Verdadeiro e o Falso Cristão - A Palavra de Vida

TEMA: A Palavra de Vida

TEXTO: 1 João 1:1-4

João, em suas primeiras palavras, fala e defende o Senhor Jesus e sua obra.

I- A NATUREZA DIVINA DE JESUS – v.1

> João começa falando da natureza eterna de Jesus, dizendo, “O que era desde o principio”, de forma semelhante como no primeiro versículo do Evangelho de João – Jo 1:1 – “No principio era o verbo, e o verbo estava com Deus e o verbo era Deus.”

- VERBO – grego: Logos – a palavra eterna e criadora de vida.

> Isso significa que Jesus é a Palavra de Deus eterna e de vida;

> Existe algumas seitas como os Testemunhas de Jeová, que afirmam que Jesus foi a primeira criação de Deus. Sendo uma divindade inferior e não igual a Deus. Jesus é a segunda pessoa do Universo, o ser gerado por Deus (Cl 1:15; Ap 3:14: Hb 1:5).

- Esses são argumentos facilmente refutáveis:

1º) A Bíblia diz que TODAS as coisas foram criadas por Ele (Jesus) e sem Ele nada do que foi feito se fez, isso deveria incluí-lo, então isso significa que para Cristo ter sido criado era necessário que Ele mesmo já existisse e houvesse de criado. Então isso prova que Ele é eterno (Jo 1:2-3; Cl 1:16).

2º) Quando a Bíblia chama Jesus de “o primogênito de toda a criação” significa que Ele é superior à criação, acima de todas autoridades, e o cabeça da igreja, pois nem sempre a palavra PRIMOGÊNITO, na Bíblia, significa o primeiro que nasceu. Esta palavra é usada várias vezes para mostrar a posição de honra ou privilégio que alguém recebeu (Cl 1:15; Ap 3:14).[5]

3º) Esse é um comentário incrível de C.S. Lewis sobre Cristo ser gerado de Deus (Na verdade é a idéia do que ele disse):

- Tudo o que é CRIADO é feito de algo diferente de seu criado, isto é, quando alguém cria um robô, com toda certeza o robô será feito com matérias diferentes dos homens que são de pele e osso; e sim serão feitos de ferro, cobres e outros metais. Por outro lado, tudo o que é GERADO é da mesma natureza de quem ou o que o gerou, por exemplo, uma mãe, quando gera um filho, o filho será de pele e osso como a mãe, a mesma natureza. O mesmo acontece com Deus e Jesus, Seu Filho, Deus só pode gerar Deus, isso significa que se Jesus foi gerado de Deus Ele também é Deus.[6]

> Com isso João afirma que ele e os outros discípulos viram o verbo de Deus.

II- A NATUREZA HUMANA DE JESUS – v.2

> Depois de falar da divindade de Jesus, o Verbo de Deus, a Palavra da vida, agora ele fala do verbo que “se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1:14).

> Jesus é a vida manifestada. Para se conhecer a vida é necessário saber que há a morte. E nós estávamos mortos em nossos delitos e pecados, e separados de Deus (Ef 2:5; Rm 3:23).

> O próprio Deus foi quem enviou Seu Filho, isso nos mostra que Ele é amor (Jo 3:16).

> Os discípulos viram, testificaram e por isso anunciaram essa vida.

> Se realmente tivermos um encontro com o Senhor e fomos transformados também devemos anunciar essa vida eterna aos que estão mortos espiritualmente.

> Jesus como homem implica que ele tinha fome, sono, sede, cansaço, etc. como os seres humanos, e assim ele foi manifestado (Mt 4:2; Mt 8:24; Jo 4:6,7).

III- A COMUNHÃO COM DEUS – v.3

> Os viram, ouviram, e anunciaram essas coisas para que possamos ter comunhão com Deus.

> Lembrando novamente que a condição do homem era de separação de Deus (Rm 3:23).

> Quando nos arrependemos e depositamos nossa confiança em Jesus somos reconciliados com Deus e passamos ter comunhão com Deus (Mc 1:15; Jo 3:16; 2 Co 5:18).

> Quando João fala sobre comunhão com Deus, ele já está desfrutando da comunhão com o Pai e com Filho que o próprio o Jesus disse que deveríamos ter (Jo 17:11).

> Deus não gosta de divisão e sim de união. Quando vimos o Deus triuno; o Pai, o Filho e Espírito Santo em união plena. Dessa forma nosso Deus deseja a comunhão entre Seus filhos e consigo mesmo.

> Isto implica em amor, renuncia, devoção, etc.

> Não há nada melhor do que a comunhão com Deus, mesmo o pecado, e por isso devemos ansiar e buscar por essa comunhão por Cristo, nosso Senhor.

IV- A FELICIDADE COMPLETA – v.4

> A felicidade completa é um dos propósitos pelo qual João escreveu essa carta.

> Essa felicidade é o resultado de nossa comunhão com Deus. Isso não significa que jamais passaremos por aflições, tristezas, etc; mas que independente de nossa situação confiamos em Deus, por isso somos felizes.

> João batista nos conta uma grande verdade quando afirma que seu gozo (alegria) só será completo quando ele diminuísse e o Senhor Jesus crescesse, e o nosso também será (Jo 3:29-30).

> A felicidade no céu só será eterna porque o próprio Deus será tudo o que desejamos, e isso é maravilhoso.

> Devemos diminuir e exaltar Jesus em nossos corações.

CONCLUSÃO

Todas essas coisas só são possíveis por causa da Palavra da Vida, que é Jesus. Ele deve ser o centro de nossas vidas, o que queremos ser, quem queremos adorar e conhecer todos os dias.



Notas:

[5] Dennis Allan, Apostila “Um Estudo do Apocalipse de Jesus Cristo”, 2006.

[6] C.S. Lewis, Cristianismo Puro e Simples:

O que Deus gera é Deus, assim como o que o homem gera é homem. O que Deus cria não é Deus, assim como o que o homem faz não é homem. É por isso que os homens não são filhos de Deus no mesmo sentido em que Cristo o é. Podem se parecer com Deus em certos aspectos, mas não são coisas da mesma espécie. Os homens são mais semelhantes a estátuas ou quadros de Deus. [...]”

Nenhum comentário:

Postar um comentário