Páginas

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Citação - Charles H. Spurgeon



"Pregue somente a Cristo e não se atenha a outra coisa, não entre em disputas ou discussões, apenas mantenha os olhos fitos na cruz"

domingo, 24 de abril de 2011

O Túmulo da Jesus Está Vazio! - Justin Holcomb


De todas as doutrinas do Cristianismo, nenhuma é mais central que a ressurreição corporal dos mortos de Jesus Cristo. De maneira clara, se Jesus afirmou ser salvador, mas permaneceu morto em um túmulo após uma crucificação brutal, suas declarações eram, e são, vazias. Entretanto, se Jesus de fato ressurgiu dos mortos, então suas declarações sobre deidade, a penalidade de nossos pecados que ele levou em nosso lugar na cruz e suas afirmações sobre a eternidade são comprovadas.


Sem ressurreição, sem futuro

Sem a ressurreição, os cristãos não têm salvador e são deixados sem esperança de uma ressurreição futura, uma vez que o próprio Cristo não ressuscitou. Paulo escreve em 1 Coríntios 15.14,17: “E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé… E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados”. Com essa base apenas, é correto dizer que Paulo via a ressurreição como o eixo central da fé cristã.

Através da história da igreja, a verdade da ressurreição tem sido atacada de todos os ângulos. Novos livros e programas de televisão parecem questionar a verdade da ressurreição ao reciclar velhas teorias sobre o que aconteceu ao corpo de Jesus. Uma vez que a ressurreição é crucial ao Cristianismo, os cristãos devem estar preocupados em dar uma defesa apologética dela.


Relatos historicamente confiáveis

O primeiro passo para defender a ressurreição dos detratores é estabelecer o fato de que os eventos históricos aconteceram como transmitidos pelos Evangelhos. Como William Lane Craig notou em seu livro Reasonable Faith, “a questão é se as narrativas evangélicas são relatos historicamente confiáveis ou lendas”.

A ressurreição pode ser defendida demonstrando que os relatos evangélicos são:

1. Autênticos – eles foram escritos pelos autores que afirmam terem escrito

2. Puros – eles não foram alterados de sua forma original

3. Verdadeiros – os apóstolos não estavam enganados nem eram enganadores

Mesmo Bart Ehrman, o notório crítico do Novo Testamento, diz que “podemos dizer com certa confiança que alguns dos discípulos afirmaram ter visto Jesus vivo”.


Não apenas um túmulo vazio

Em seu impressionante livro The Resurrection of the Son of God, NT Wright estabelece o fato de que os eventos históricos aconteceram como transmitidos nos Evangelhos. Ele traça um mapa de antigas crenças sobre a vida após a morte tanto no mundo Greco-romano quanto no mundo judaico. Então, ele enfatiza o fato de que a crença dos cristãos primitivos sobre a vida após a morte pertencia firmemente a um contexto judaico, embora introduzisse algumas mutações novas e definições mais definidas. Isso, junto com outras características do cristianismo primitivo, força o historiador a ler as narrativas de Páscoa nos Evangelhos não simplesmente como racionalizações tardias da espiritualidade cristão primitiva, mas como relatos de dois eventos verdadeiros: o túmulo vazio de Jesus e suas aparições.

Os relatos dos Evangelhos são historicamente confiáveis, não meras lendas mitológicas embelezadas pelo tempo.

Uma defesa da ressurreição deve dar evidências para a validade histórica dos eventos descritos no Novo Testamento e deve mostrar como a ressurreição de Jesus provê a melhor explicação para esses dados históricos. Nesse texto, focaremos o túmulo vazio de Jesus Cristo.


O túmulo vazio

Uma das partes mais fáceis sobre os dados da ressurreição é estabelecer o fato de que o túmulo está vazio. Porque a localização da sepultura de Jesus era conhecida por aqueles que viviam em Jerusalém, teria sido difícil que as pessoas acreditassem na pregação apostólica da ressurreição de Cristo se não houvesse um túmulo vazio. O enterro de Jesus é largamente atestado em testemunhos primitivos e independentes, tanto bíblicos quanto extrabíblicos.

Além disso, como é frequentemente notado, as mulheres não eram consideradas testemunhas confiáveis na cultura judaica do primeiro século, portanto seria tolice que os autores tivessem construído ficcionalmente um relato envolvendo mulheres a fim de ganhar credibilidade.

Mateus 28.11-15 fala de um mito que se espalhou, entre os judeus, a respeito do corpo de Cristo. Aparentemente, os judeus estavam dizendo que os discípulos roubaram o corpo de Cristo. Isso é significante porque os judeus não negaram que o túmulo estava vazio, mas, pelo contrário, procuraram uma explicação alternativa para a ressurreição. O túmulo vazio é um fato histórico largamente comprovado.

Só o túmulo de Cristo estar vazio não significa necessariamente que a ressurreição aconteceu. De fato, existem quatro hipóteses alternativas para a ressurreição que têm se desenvolvido pelos anos.


Teoria da conspiração

Primeiro, alguns oferecem a hipótese da conspiração, que diz que os discípulos roubaram o corpo de Cristo e continuaram a mentir sobre sua aparição a eles. Nesse relato, a ressurreição foi uma farsa.

Essa hipótese não é apoiada normalmente entre os acadêmicos modernos por muitas razões:

1. A hipótese não leva em consideração que os discípulos acreditavam na ressurreição. É altamente improvável que numerosos discípulos estariam desejosos de dar suas vidas defendendo uma invenção.

2. É improvável que a ideia da ressurreição tivesse passado pelas mentes dos discípulos. O estudioso William Lane Craig escreve: “Se seu Messias favorito tivesse sido crucificado, então, ou você iria para casa ou você conseguiria outro Messias. Mas a ideia de roubar o corpo de Jesus e dizer que Deus o ressuscitou dos mortos é dificilmente algo que teria passado pela mente dos discípulos”.

3. Essa hipótese não consegue explicar as aparições pós-ressurreição de Cristo.


Morte aparente

A segunda hipótese que tenta explicar a ressurreição é a hipótese da morte aparente. Esse ponto de vista diz que Jesus não estava completamente morto quando foi retirado da cruz. No túmulo, Jesus foi reanimado e escapou, convencendo, assim, os discípulos de sua ressurreição.

Esse posto de vista é difícil de sustentar por algumas razões:

1. É improvável que um homem semimorto tivesse sido capaz de se levantar para caminhar, quanto mais mover a pedra que selava o túmulo, sobrepujar os guardas romanos e fugir.

2. Essa teoria não consegue explicar a alegação dos discípulos quanto à ressurreição de Cristo, pois se eles o tivessem visto depois que ele foi reanimado, teriam simplesmente pensado que ele nunca morreu.

3. É tolice pensar que os romanos, que aperfeiçoaram a arte de matar, teriam deixado alguém escapar por não assegurarem que ele estivesse morto.

4. Finalmente, dada a tortura física descrita nos relatos evangélicos, é altamente improvável que Jesus pudesse ter sobrevivido.


Túmulo errado

Terceiro, a hipótese do túmulo errado sugere que as mulheres perderam-se em seu caminho e acidentalmente tropeçaram sobre o protetor de um túmulo vazio. Quando ele diz “Jesus não está aqui”, as mulheres estavam tão desorientadas que elas correram e, mais tarde, o relato delas foi desenvolvido em um mito da ressurreição.

Como as outras teorias, virtualmente quase ninguém sustenta essa posição. Existem pelo menos três razões:

1. Primeiro, essa teoria não explica as aparições pós-ressurreição e é ilegítimo pensar que um erro simples teria levado um judeu do primeiro século a pensar que uma ressurreição tenha acontecido.

2. À luz da evidência primitiva disponível a respeito da localização do túmulo de Jesus, é quase impossível que as mulheres pudessem ter confundido sua localização.

3. Essa hipótese enfatiza que o protetor do túmulo disse que Cristo não estava ali, mas ignora a frase seguinte: “Ele ressuscitou!”.


Corpo removido

Quarto, alguns propõem a hipótese do corpo removido para explicar a ressurreição de Jesus. Essa teoria diz que José de Arimateia pôs Jesus em seu próprio túmulo, porém, mais tarde, o moveu para o cemitério dos criminosos. Os discípulos não estavam cientes de que o corpo de Jesus foi movido e, portanto, inferiram erroneamente que ele tinha ressuscitado dos mortos.

Devido à natureza espúria dessa teoria, virtualmente nenhum acadêmico moderno a sustenta:

1. Essa teoria não pode explicar as aparições pós-ressurreição de Cristo ou a origem da fé cristã.

2. É duvidoso que José não tenha corrigido o erro dos discípulos ao simplesmente mostrar onde ele pôs o corpo de Jesus.

3. O cemitério dos criminosos, muito provavelmente, era bem próximo ao local da crucificação, portanto faria pouco sentido que José não tivesse simplesmente enterrado Jesus ali, em primeiro lugar. De fato, era contra a lei judaica permitir que um corpo fosse movido depois que já tivesse sido enterrado.


A ressurreição realmente aconteceu

À luz dessas hipóteses falhas que tentam contestar a ressurreição, quem deseja negar a ressurreição de Cristo é deixado com o mistério inexplicável do túmulo vazio após três dias da morte de Cristo.


Fonte: The Resurgence

Via Tradução: Ipródigo


Justin Holcomb é um pastor na Mars Hill Church e director do Resurgence. Ele também é um professor. Ele tem dois mestrados pelo Reformed Theological Seminary e PhD da Universidade de Emory. adjunto de teologia no Reformed Theological Seminary.


sexta-feira, 22 de abril de 2011

Carry My Cross - Third Day (Legendado)

Nesse dia de Sexta da Paixão fica aí um vídeo com uma canção da banda Third Day sobre o sofrimento do Senhor Jesus. Devemos, no entanto, entender que a obra do Cristo não se resume apenas aos sofrimetos físicos, mas não podemos ignorá-los.



segunda-feira, 11 de abril de 2011

O Que É Adoração? - Mark Driscoll


Adoração, corretamente entendida, começa com a doutrina da Trindade e a doutrina da Imagem. No seu magnífico livro sobre adoração, Harold Best descreve a Trindade como a Continua Vertente Exclusiva que continuamente derrama-se entre as pessoas da Trindade em incessante comunicação, amor, amizade e alegria. Segue-se que os humanos criados a imagem de Deus também seriam incessantes adoradores com vertentes contínuos. Best diz,

Nós fomos criados vertendo continuamente. Note que eu não disse que fomos criados para ser vertentes contínuos*. Nem posso dizer que fomos criados para adorar. Isso sugeriria que Deus é uma pessoa incompleta cujo necessita de algo fora de Si mesmo (adoração) para completar Seu próprio sentido. Pode até mesmo não ser seguro dizer que fomos criados para adorar, porque a inferência pode ser sacada de que a adoração é uma capacidade que pode ser separada e eventualmente relegada a uma das varias categorias do ser. Eu acredito que é estrategicamente importante, portanto, dizer que formos criados vertendo continuamente, fomos criados nessa condição, naquele instante, Imago Dei.


Adoração é a essência de quem somos

Na verdade, a adoração não é apenas um aspecto de nosso ser, mas a essência do nosso ser como portadores da imagem de Deus. Como resultado, tudo na vida é adoração incessante. Na prática, isso significa que, embora a adoração inclua a reunião corporativa da igreja, entoando canções e formas litúrgicas, não é limitado por essas coisas, definido apenas como essas coisas, ou expresso apenas nessas coisas, porque adoração nunca pára. Na verdade, estamos continuamente nos dando ou nos derramando por uma pessoa, causa, experiência, desempenho ou status. Infelizmente, como a doutrina da queda revela, muito de como nos vertemos e o que nos vertemos na adoração é alguém ou alguma coisa que não seja o Deus Criador Trinitário.


Estamos sempre adorando

Como a doutrina da imagem revela, os seres humanos são incessantes adoradores. Nós não fomos criados para adorar, mas somos criados adorando. Todos adoram o tempo todo. Ateus, agnósticos, cristãos e todos entre eles são incessantes adoradores. Todos, em todos os lugares, o tempo todo, estão sempre adorando. Enquanto o objeto e o método de adoração variam, o ato de adoração não.


Adoração é contínua

Best sintetiza seus pensamentos sobre adoração dizendo: “Eu trabalhei na definição para adoração que acredito cobrir todas as condições humanas possíveis. É essa: a adoração é a vertente contínua de tudo o que sou, tudo o que faço e tudo que posso até me tornar em função da escolha ou a escolha de deus”.

Uma das seções mais perspicaz das Escrituras sobre adoração é Hebreus 13:15-17, que diz:

Através dele, então vamos continuar a oferecer um sacrifício de louvor a Deus, isto é, o fruto de lábios que reconhecem o seu nome. Não negligencie fazer o bem e compartilhar o que você tem, pois tais sacrifícios são agradáveis ​​a Deus. Obedeçam aos seus líderes e submetam-se eles, pois eles velam por vossas almas, como aqueles que terão de prestar contas. Deixe-os fazer isso com alegria e não gemendo, pelo que não seria nenhuma vantagem para você.


Adoração é

Nesse post vemos que adoração inclui:

1. Louvor

2. Proclamação (lábios que confessam seu nome)

3. Serviço (fazer o bem como uma demonstração do evangelho para o mundo)

4. Participação (compartilhar com os outros como uma demonstração de graça ao mundo)

5. Sacrifício (dando do tempo, talento e tesouro)

6. Submissão (respeitando a autoridade divina colocada sobre você, de modo a crescer em sabedoria e santidade)


(*) A palavra em inglês é “continuous outpourers” que significa ser alguém que se joga sobre algo, que se dedica a algo ou alguém sempre. No caso da adoração significa nos voltarmos a Deus ou outra coisa para cultuar e servir.


Fonte: The Resurgence

Tradução: Phelipe

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Pensando na Igreja Local


Por Phelipe

Como todos sabem sou membro de uma igreja pentecostal, e que possui muitos pregadores-estrelas cheios de "fogo" que pregam em eventos com um número de pessoas muito grande, são conhecidos nacional e internacionamente e tem influenciado muitos jovens (não que eu veja problema em pregar para muitas pessoas, ou ser conhecido mundo a fora) o problema é que muitos desse jovens querem seguir os passos desses pregadores apenas para serem conhecidos, para que os outros falem deles, etc; sem nenhum compromisso com o Reino. Eles querem apenas ser estrelas gospi.

Ouvir essas coisa da boca de vários jovens me entristece e me preocupa muito, porque não há mais o sentimento ou preocupação de glorificar a Deus em lugares onde os outros não O glorificam (não quero generalizar!), mas sim o sentimento de que o homem seja o centro da atenções com suas gritarias, oratórias, estilo e etc.

O que acontecerá com as congregações locais, quando esse jovens só quiserem está em eventos grandiosos, sem nenhuma teologia pastoral, sem preocupação com os locais?

Devemos ensinar os jovens a tirarem o olhos de si mesmos e os elevarem a Deus e a congregação local. Como em certa vez ouvi ou li alguém dizer, "Amem universalmente, mas pense localmente", e penso que isso é muito importante.

Eu confio na soberania e misericórdia Deus para com Sua igreja, mas vamos pensar nisso!