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quarta-feira, 20 de julho de 2011

Como a Idolatria é Prejudicial Individual e Socialmente? - Mark Driscoll


Nós fomos criados para adorar a Deus e criar uma cultura na qual Deus é adorado em tudo da vida. Posteriormente, quando a é cometida a idolatria, toda a vida está implicada, prejudicial a indivíduos e a sociedades. Essa realidade nega o mito popular de que a idolatria não é prejudicial, ou que é apenas uma questão pessoal que não implica a sociedade em geral, como se nós fossemos indivíduos isolados não afetados ou que afetam os outros.


A idolatria destrói os idolatras

Em primeiro lugar, a idolatria prejudica os indivíduos que dela participam. Comentando sobre o livro de 1849 do filosofo dinamarquês Soren Kierkegaard, The Sickness Unto Death, Tim Keller diz,

Pecado é a recusa desesperada para encontrar sua identidade mais profunda em seu relacionamento e serviço a Deus. Pecado é procurar tornar-se a si mesmo, para obter uma identidade aparte dele... A maioria das pessoas pensa do pecado primeiramente como “quebrar as regras divinas”, mas Kierkegaard sabe que o primeiro de todos os Dez Mandamentos é “não terás outros deuses diante de mim”. Assim, de acordo com a Bíblia, a principal maneira de definir o pecado não é apenas o de fazer coisas ruins, mas a realização de coisas boas em coisa última. É buscando estabelecer um sentido do ‘eu’ fazendo outra coisa mais importante para o seu significado, propósito e felicidade do que seu relacionamento com Deus. (The Reason for God)


Nossa identidade é nosso ídolo

Tudo aquilo que baseamos nossa identidade e valor torna-se “endeusado”; esse objeto de adoração logo determina o que temos em glória e para o que vivemos. Se esse objeto é outra coisa senão Deus, somos idolatras adorando as coisas criadas. Para a maioria das pessoas, a sua proverbial “diz” que acontece quando eles se apresentam: Eles primeiro dizem seus nomes e, em seguida, dizem algo para efeito de, “Eu sou um [em branco]”. Como eles preenchem o espaço em branco (por exemplo, a educação, a vocação, numero de filhos, bairro que vivem) muitas vezes revela o que eles têm endeusado e estão construindo suas vidas por diante.

O problema que se seguiu é que nosso casamento, filhos, aparência, riqueza, sucesso, carreira, performasse religiosa, partido político, causa, relacionamento amoroso, posse, hobby, prazer, status, e poder ruem sob o peso de ser deus para nós. Em relação a instabilidade de uma identidade baseada em outra coisa senão a obra salvadora de Jesus Cristo para nos reivindicar como seu próprio, diz Keller,

Se alguma coisa ameaça a sua identidade você não ficará apenas ansioso, mas paralisados de medo. Se você perder a sua identidade por meio das falhas de alguém você não ficará apenas ressentido, mas preso a amargura. Se você perdê-la por seus próprios fracassos, você vai odiar ou desprezar a si mesmo como um fracasso enquanto você viver. Somente se a sua identidade é construída sobre Deus e seu amor, diz Kierkegaard, você pode ter um ‘eu’ que pode se aventurar em qualquer coisa, enfrentar qualquer coisa... Uma identidade não baseada em Deus também leva inevitavelmente a formas profundas de dependência. Quando tornamos coisas boas em coisa ultimas, somos, por assim dizer, espiritualmente viciados. Se tirarmos nosso sentido de vida de nossa família, nosso trabalho, uma causa, ou alguma realização que não seja Deus, eles nos escravizam. Temos que tê-los.


O amor de Deus é o fundamento de nossa identidade

Como portadores da imagem de Deus só teremos uma identidade verdadeira, duradoura, profunda, satisfatória, e suficientemente enraizada no amor de Deus. Keller diz,

Lembre-se disto – se você não vive para Jesus você viverá para outra coisa. Se você vive para a carreira e você não fizer bem, pode se punir toda a sua vida e você se sentirá como um fracassado. Se você vive para seus filhos e eles não se saem bem em tudo você poderia estar absolutamente em tormento porque você se sente sem valor como pessoa.

Se Jesus é o centro e Senhor e você o desaponta, ele lhe perdoará. Sua carreira não pode morrer por seus pecados. Você pode dizer: “Se eu fosse um cristão sairia por ai perseguido pela culpa o tempo todo!” Mas todos nós estamos sendo perseguidos pela culpa, porque temos de ter uma identidade e deve haver algum padrão de viver pela qual temos essa identidade. O que quer que você baseie sua vida – você tem que viver para isto. Jesus é o único Senhor para quem você pode viver quem morreu por você – aquele que deu seu último fôlego por você. Isso soa opressivo? Isso explica porque aqueles cujo ídolo é a beleza se tornam frenéticos para manterem suas aparências, mesmo se isso os leve para os transtornos alimentares, abuso de cirurgias estéticas e um pânico à medida que envelhecem. Da mesma forma, isso ajuda a explicar por que aqueles que são os mais ricos e famosos entre nós lutam com o abuso de substancias, depressão e até mesmo desejos suicidas.


A idolatria destrói sociedades

A idolatria também prejudica as sociedades nas quais ela é praticada, ao grau que é praticada. Em seu livro “Ídolos para Destruição”, Hebert Schlossberg pesquisa os vários ídolos da vida e do pensamento. De acordo com Schlossberg, o principal erro do nosso tempo decorre da tentativa de divinizar os vários aspectos da criação: história, natureza, humanidade, economia, natureza e poder político. Somente a afirmação e aplicação da distinção Criador-criatura pode aponta o caminho para fora disso. As questões, então, são essencialmente religiosas e moral; não vamos escapar de nossos dilemas com alguma nova forma de organização política ou um novo sistema econômico.

Schlossberg é enfático em ressaltar que só porque uma cultura se afasta de Deus, ela ainda se volta para algo para substituir Deus:

A sociedade ocidental, em se afastar da fé cristã, voltou-se para outras coisas. Esse processo é comumente chamado de secularização, mas que transmite apenas o aspecto negativo. A palavra conota o afastamento da adoração a Deus, enquanto ignora o fato de que algo está sendo colocado em seu lugar.


Se você idolatrar, você demoniza

Um dos grandes males da idolatria é que se idolatramos também devemos demonizar, como Jonathan Edwards corretamente ensinou em A Natureza da Verdadeira Virtude.

* Se idolatramos nossa raça, devemos demonizar as outras raças.

* Se idolatramos nosso gênero, devemos demonizar os outros gêneros.

* Se idolatramos nossa nação, devemos demonizar as outras nações.

* Se idolatramos nosso partido político, devemos demonizar os outros partidos políticos.

* Se idolatramos nossa classe socioeconômica, devemos demonizar as outras classes.

* Se idolatramos nosso família, devemos demonizar as outras famílias.

* Se idolatramos nosso sistema teológico, devemos demonizar os outros sistemas teológicos.

* Se idolatramos nossa igreja, devemos demonizar as outras igrejas.

Isso explica as grandes polaridades e acrimônias que afligem toda a sociedade. Se alguma outra coisa além da graça amorosa de Deus é a fonte de nossa identidade e valor, devemos defender tratando tudo e todos, que podem chamar nosso ídolo na questão, como um inimigo a ser demonizado, para que possamos permanecer nos sentido superiores do que as outras pessoas e salvar com o nosso ídolo.

Curiosamente, algumas pessoas estão cientes deste fato e idolatram a tolerância e a diversidade, como se fossem mais justos por causa de sua abertura de espírito. No entanto, mesmo aqueles que idolatram a tolerância e a diversidade devem demonizar aqueles que julgam ser intolerantes com certas diversidades. Simplificando, todo mundo que idolatra também demoniza e ao fazê-lo é um hipócrita que contribui para rasgar uma estrutura social de amor, paz e bondade que eles pretendem servir.


Adaptado de Doctrine: What Christians Should Believe por Mark Driscoll e Gerry Breshears

Fonte: The Resurgence

Tradução: Phelipe

sexta-feira, 15 de julho de 2011

“Evitar a tentação?”

A pergunta que me foi feita em uma conversa com alguns amigos de minha igreja. Estávamos falando sobre se santificar para Deus, permanecer em oração, e se encher da Palavra de Deus, quando um dos meus amigos disse “tá certo, mas depois de fazermos essas coisas temos que ver se estamos prontos para resistir a tentação”, ou seja, ele queria ir atrás de uma tentação para ver se conseguiria resistir. Eu disse “não! Temos que evitar a tentação”.

Esse fato, para mim, foi meio que engraçado porque pude ver que não só esse amigo, mas ainda existem pessoas que acham que podem ser “super crentes”, se colocando em risco de pecar só para comprovar que pode resistir.

Então, eu quero compartilhar as orientações sobre o assunto que deixei para meu amigo baseado no que Jesus disse:

1. Mateus 4:7 – “Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus.”(ênfase minha) No deserto, quando Jesus estava sendo tentado pelo diabo ele foi bem claro sobre a vontade de Deus para nossa vida. Jesus poderia muito bem fazer o que estava sendo sugerido pelo adversário, pois ele é o Filho de Deus, mas ele sabia que se podemos evitar a tentação é para fazermos assim, não precisamos provar nada a ninguém.

2. Mateus 6:13 – “E não nos conduzas à tentação; mas livra-nos do mal”.(ênfase minha) Na oração do “Pai Nosso” o Senhor nos ensina que devemos pedir ao Pai para que não nos leve para onde haja qualquer risco de pecarmos. Então por que procurar se na verdade deveríamos estar fugindo da tentação?

3. Mateus 26:41 – “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade o espírito está pronto, mas a carne é fraca”.(ênfase minha) Outra lição importante que Jesus nos deixa. A cautela e a oração são fundamentais não só na tentação, mas com ele disse “para que não entreis em tentação.

Claro que também seremos tentados em alguma área de nossa vida e quando acontecer que possamos ficar firmes em resisti-la, mas não significa devemos sair por aí procurando por isso.

Que Deus nos ajude!