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terça-feira, 17 de setembro de 2013

Estude Sua Cidade - Alex Early


Uma inabilidade de interpretar os sinais dos tempos é... ser culpado do que podemos chamar de a “Grande Omissão.”
- Kevin Vanhoozer -

Everyday Theology: How to Read Cultural Texts and Interpret Trends (Teologia Todo Dia: Como Ler Textos Culturais e Interpretar Tendências).

Nos últimos anos, a palavra “missional” ganhou uma atenção muito particular. Contudo, definir missional pode ser um processo complicado. Por exemplo, essa semana tive uma conversa com um plantador de igreja aspirante que quer plantar uma igreja num bar no sul como eu fiz uns anos atrás. Ele tem lido, orado e pensado sobre o que um homem em missão parece. Vamos dizer que você está no mesmo barco também: estando convencido pela Escritura e convencido pelo Espírito Santo a ir em frente, profundamente inflamado em ver as pessoas perdidas, na sua vizinhança, bares, cafés, academias, loja de conveniências e escolas conhecendo a Jesus. Isso significa que você deve pensar como um missionário – um modo de pensar que exige tanto estudar a cultura que você se encontra inserido, quanto se engajar nela.

Para iniciantes, identificar as necessidades, os ídolos, a história da cidade deve se tornar parte de seu pensamento de rotina. Esse é o trabalho de preparação, e frequentemente o sucesso de seu ministério flui disso. Isso não quer dizer que Deus não pode te usar ou completar sua vontade ou que toda pressão está em você, mas o chamado para liderar é um chamado para se preparar. Um chamado para obedientemente fazer discípulos como Jesus ordenou (Mat. 28:18-20) é também um mandamento para focar no que está diante de você. Essa parte do trabalho pode ser realmente divertida! Muito disso pode ser feito usando um conceito pronto no seu vocabulário. Não, não são algumas palavras que teólogos constantemente debatem – i.g. Sublapsarianismo, nomismo variegada ou expiação substitutiva penal – em vez disso, é uma palavra simples, mas frequentemente observada: intencional.

CONHEÇA PESSOAS PARA ALCANÇAR PESSOAS

Todos os missionários (e se você é um cristão, você é um missionário) devem ser as pessoas mais intencionais do mundo. Fazer perguntas, estudar demografias, e fazer anotações de tendências ajudam fazer isso possível. Se você conhece intimamente a quem você quer alcançar, então estará melhor preparado para se comprometer efetivamente com o Evangelho de Jesus.

Como cristãos missionais, não queremos ser presos ao passado, falando de onde a cultura estava a dez anos atrás. Não queremos responder perguntas que ninguém está perguntando – precisamos ser relevantes hoje. Precisamos falar direto para pessoas reais num espaço real em um tempo real com perguntas reais. Precisamos prover razões informadas, temporais e bíblicas do porquê o que ou a quem eles estão adorando empalidece em comparação com o nosso Senhor Jesus.

O QUE VOCÊ PERCEBE?

Atos 17 nos dá uma visão incrível da chama vislumbrante dentro do coração do maior missionário de todos: o apóstolo Paulo. “o seu [de Paulo] espírito se revoltava em face da idolatria dominante na cidade... Então, Paulo, levantando-se no meio do Aeropago, disse: Senhores atenienses! Em tudo vos vejo...” (Atos 17:16,22)

Você vê? Paulo percebeu. Ele estava prestando atenção a onde ele estava. Ele estava totalmente presente. Ele não estava pensando sobre o posto de outro missionário que ele poderia servi, uma outra igreja que ele poderia plantar, ou qualquer outro lugar do mapa que ele poderia está. Ele estava totalmente presente, por isso, ele foi um missionário que percebia.

Você está presente no ministério ou no contexto que você está constantemente servindo, ou você está somente planejando e sonhando no dia que poderia ser assim?

Quais são os objetivos, valores e crenças de sua cidade?

Aqui estão algumas perguntas que nós, como cristãos missionais, devemos fazer:

O que está acontecendo em minha cidade?

Quem está movendo minha cidade?

Que construções estão sendo feitas em minha cidade?

Quais prédios estão sendo derrubados em minha cidade?

Quantas escolas existem em minha cidade?

Quantas pessoas moram em minha cidade?

Qual é a taxa de criminalidade de minha cidade?

Quais são os objetivos de minha cidade?

Quais são os valores de minha cidade?

Quais são as crenças na minha cidade?

Qual é a história de minha cidade?

A quanto tempo minha cidade existe?

Quais são os tempos e dias que minha cidade se torna viva?

O que as pessoas da minha cidade amam sobre a cidade?

O que as pessoas desprezam sobre minha cidade?

O que a mídia está dizendo sobre minha cidade?

Em que as pessoas da minha cidade colocam a esperança?

Quem machuca minha cidade?

Quem está sucedendo e desenvolvendo minha cidade?

Para os missionários de todo dia, as perguntas são intermináveis.

Bancários, atendentes de supermercados, cabeleireiros e trabalhadores de desenvolvimento de propriedades podem te dizer muito sobre o que você precisa saber sobre sua cidade, porque eles estão na cidade, trabalhando na cidade e até data do que está acontecendo na cidade.

Contudo, se você não sabe onde começar, você deve ir dá uma aparada no cabelo e praticar perguntando a pessoa que corta seu cabelo.

Amigo cristão, você está estudando sua cidade?


Fonte: The Resurgence


Traduzido por Wallace Alves

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